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Capelania Evangélica do Rio de Janeiro

terça-feira, 21 de junho de 2011

Médicos e hospitais começam a adotar a espiritualidade e a esperança como recursos para o combate de doenças

·         Médicos e hospitais começam a adotar a espiritualidade e a esperança como recursos para o combate de doenças
Por Adriana Prado e Greice Rodrigues (Colaborou Cilene Pereira)                         seg, 19 de janeiro, 2009

Há uma revolução em curso na medicina que mudará para sempre a forma de tratar o paciente. Médicos e instituições hospitalares do mundo todo começam a incluir nas suas rotinas de maneira sistemática e definitiva a prática de estimular nos pacientes o fortalecimento da esperança, do otimismo, do bom humor e da espiritualidade. O objetivo é simples: despertar ou fortificar nos indivíduos condições emocionais positivas, já abalizadas pela ciência como recursos eficazes no combate a doenças. Esses elementos funcionariam, na verdade, como remédios para a alma – mas com repercussões benéficas para o corpo.
A adoção desta postura teve origem primeiro na constatação empírica de que atitudes mais positivas traziam benefício aos pacientes. Isso começou a ser observado principalmente em centros de tratamento de doenças graves como câncer e males que exigem do indivíduo uma força monumental. No dia-a-dia, os médicos percebiam que os doentes apoiados em algum tipo de fé e que mantinham a esperança na recuperação de fato apresentavam melhores prognósticos. A partir daí, pesquisadores ligados principalmente a essas instituições iniciaram estudos sobre o tema.
Hoje há dezenas deles. Um exemplo é um trabalho publicado na edição deste mês da revista científica BMC Câncer sugerindo que o otimismo é um fator de proteção contra o câncer de mama. "Verificamos que mulheres expostas a eventos negativos têm mais risco de contrair a doença do que aquelas que apresentam maiores sentimentos de felicidade e positivismo", explicou Ronit Peled, da Universidade de Neguev, de Israel, autor da pesquisa. Uma pesquisa divulgada na revista Annals of Family Medicine revelou que homens otimistas em relação à própria saúde de alguma forma ficaram mais protegidos de doenças cardiovasculares. Os cientistas acompanharam 2,8 mil voluntários durante 15 anos. Eles constataram que a incidência de morte por infarto ou acidente vascular cerebral foi três vezes menor entre aqueles que no início estavam mais confiantes em manter uma boa condição física. Provas dos efeitos da adoção da espiritualidade na melhora da saúde também começaram a surgir. Nos estudos sobre o tema, a prática aparece associada à redução da ansiedade, da depressão e à diminuição da dor, entre outras repercussões.
A partir de informações como essas, os cientistas resolveram identificar o que levava a esse impacto. Chegaram basicamente a duas razões. Uma é de natureza comportamental. Em geral, quem é otimista, tem esperança e cultiva alguma fé costuma ter hábitos mais saudáveis. Além disso, essas pessoas seguem melhor o tratamento. "Uma postura positiva leva a gestos positivos. Os pacientes se cuidam mais, alimentam-se bem, fazem direito a fisioterapia, mesmo que ela seja dolorosa", explica a clínica geral carioca Cláudia Coutinho. A outra explicação tem fundamento biológico. Está provado que a manutenção de um estado de espírito mais seguro e esperançoso desencadeia no organismo uma cadeia de reações que só trazem o bem. "Se o paciente é otimista, encara um problema de saúde como um desafio a ser vencido. Nesse caso, as alterações ocorridas no corpo poderão ser usadas a seu favor", explica o pesquisador Ricardo Monezi, do Instituto de Medicina Comportamental da Universidade Federal de São Paulo. O bom humor, por exemplo, é capaz de promover o aumento da produção de hormônios que fortalecem o sistema de defesa, fundamental quando o corpo precisa lutar contra inimigos. Além disso, o riso provoca relaxamento de vários grupos musculares, melhora as funções cardíacas e respiratórias e aumenta a oxigenação dos tecidos.
É esse arcabouço de informações que permite hoje o uso, na prática, da espiritualidade, do otimismo, da esperança e do bom humor como recursos terapêuticos dentro da medicina. Nos Estados Unidos, por exemplo, pesquisadores da Universidade do Alabama preparam-se para começar a aplicar um tratamento batizado de "terapia da esperança". O sistema consiste em ajudar os pacientes a construir e a manter a esperança diante da doença. "O primeiro passo é auxiliá-los a encontrar um objetivo importante que dê sentido a suas vidas. Depois, aumentar a motivação para alcançá-lo e orientá-los sobre os caminhos a serem seguidos", explicou à ISTOÉ Jennifer Cheavens, da Universidade de Ohio e participante do grupo que desenvolveu a novidade.
No Brasil, a inclusão da ferramenta na prática médica está mudando a rotina dos hospitais. No Instituto de Ortopedia, no Rio de Janeiro, por exemplo, o trabalho médico é acompanhado pelo suporte psicológico, dedicado especialmente a fortalecer uma atitude mais positiva.
Na Rede Sarah, os pacientes são estimulados a participar de atividades que melhorem o humor e a disposição. Entre eles, estão o remo, a dança e os jogos. "A doença deixa de ser o foco. Quando isso acontece, a recuperação é acelerada. O paciente fica menos tempo internado e retorna às suas atividades mais rapidamente", afirma Lúcia Willadino Braga, presidente da Rede. Constatações semelhantes são obtidas no InCor, em São Paulo. Lá, quem está internado recebe suporte psicológico para não entrar em depressão – já considerada fator de risco para doenças cardíacas – e manter o otimismo. "É preciso dar força para o espírito para que o corpo se recupere", afirma o cardiologista Carlos Pastore, diretor de serviços médicos da instituição.
Talvez o símbolo mais emblemático do fim do preconceito da medicina ocidental contra questões relativas à emoções e espiritualidade seja o que está acontecendo na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), a mais tradicional do País. Em novembro, a instituição sediará um evento para mostrar aos profissionais de saúde a importância de recursos como a espiritualidade e o bom humor na recuperação de pacientes. O curso será ministrado pelo geriatra Franklin dos Santos, professor de pós-graduação da disciplina de emergências médicas da universidade. No programa, há um bom espaço para ensinar os médicos e enfermeiros a usarem essas ferramentas. "Discutimos como isso deve ser aplicado na prática", diz o médico, que tem dado palestras pelas escolas de medicina do País inteiro.
Nos Estados Unidos, também há um esforço para treinar os profissionais de saúde. Só para se ter uma idéia, o Instituto Nacional de Câncer americano criou uma espécie de guia para orientar médicos, enfermeiros e psicólogos sobre como usar a espiritualidade do paciente a seu favor. Todo esse interesse é o sinal mais patente de que a revolução vai durar. Por isso, ninguém deve se surpreender se quando chegar ao consultório médico for indagado sobre suas condições de saúde, obviamente, mas também sobre sua relação com a espiritualidade ou disposição de esperança. "Questões como essas devem começar a ser cada vez mais levantadas", defende Brick Johnstone, professor de psicologia médica da Universidade Missouri-Columbia, nos EUA.
Fonte: Revista ISTOÉ

segunda-feira, 20 de junho de 2011

A COMPOSIÇÃO DA IGREJA EM ROMA _ Epístola Romanos _ anotações

EPÍSTOLA DE PAULO AOS ROMANOS _ A COMPOSIÇÃO DA IGREJA EM ROMA


Deve-se conceder que a igreja em Roma inicialmente era judaica quanto ao seu caráter. Se, segundo Ambrosiaster, a igreja era do tipo judaico, ela teria sido muito parecida com a igreja em Jerusalém no início, com a proclamação restringida à comunidade judaica, e teria feito uso das sinagogas para a adoração. Os crentes se reuniriam durante os dias de semana, de casa em casa, para oração e instrução acerca de sua nova fé. O cristianismo parece ter feito invasões tais dentro da fé judaica tradicional que, depois de alguns anos, levantou-se um conflito entre judeus crentes e descrentes. Suetônio, historiador romano, escreveu que Cláudio ordenou a expulsão dos judeus de Roma (por volta de 49 d.C.) por causa de um constante* tumulto no setor judaico sob a "instigação de Chrestus". Pensa-se que isto foi, na realidade, o conflito incitado pela pregação sobre Cristo. Quantos judeus foram expulsos não se sabe. Todavia, sabe-se que grandes números deles realmente partiram, entre os quais estavam Priscila e Áqüila (At. 18:2). Sabe-se ainda que, após a morte de Cláudio em 54 d.C, os judeus tiveram permissão de voltar, sob o governo de Nero. Com a expulsão dos judeus, sente-se que a igreja em Roma tornou-se basicamente uma igreja gentia. Talvez o tumulto tenha surgido porque tantos gentios estavam sendo salvos e se tornaram uma ameaça aos judeus descrentes. Quando Paulo escreveu à igreja (56 d.C), está evidente que ele endereçou a carta a uma congregação mormente gentia. Em Romanos 11:13, Paulo afirma: "Mas é a vós, gentios, que falo; e porquanto sou apóstolo dos gentios..." Ele escreve (1:5,6) que é o apóstolo dos gentios "entre os quais sois também". Em outro lugar, em sua carta, Paulo escreve a não-judeus, acerca de seu povo, os judeus (9:3; 10:1; 11:15; caps. 25,26, 30,31, etc).
Contudo, parece realmente haver várias referências a uma minoria judaica. O argumento de Romanos 2 é melhor entendido por um cristão judeu; a menção de pessoas com nomes judeus (Rom. 16) indica que Paulo conhecia alguns irmãos judeus na igreja. Paulo menciona Priscila e Áqüila e "a igreja que está na casa deles" (16:5), o que significaria que pelo menos estes bem conhecidos judeus cristãos estavam na igreja em Roma. As passagens sobre privilégios e responsabilidades iguais de judeus e gentios (1:16; 3:29; 10:12) e a discussão acerca da nação judaica capítulos 9 a 11, seriam fúteis sem leitores judeus. Oscar Cullmann sugere que o conflito a que Paulo se refere em Filipenses 1:12-30 foi um conflito entre judeus cristãos e gentios (Peter: Disciple, Apostle, Martyr — Pedro: Discípulo, Apóstolo, Mártir, p. 106-108). Ele sugere que Pedro chegou a Roma para acalmar um elemento judaico, e, com a falha de Pedro, o elemento judaico traiu os cristãos gentios, entregando-os nas mãos das autoridades romanas. Tácito (Ann., 15,44), um historiador romano, escreveu acerca de uma grande multidão de cristãos que foram martirizados durante a perseguição de Nero, que se seguiu ao incêndio de Roma. Talvez Apocalipse 2:9 seja uma referência encoberta à traição dos cristãos pelos judaizantes. Paulo sempre enfrentou este problema em seu ministério, e o elemento judaico, na igreja em Roma, provavelmente seguiria o mesmo padrão, na tentativa de vencer o forte grupo cristão gentio.

A FUNDAÇÃO DA IGREJA _ Espístola aos Romanos _ anotações

EPÍSTOLA DE PAULO AOS ROMANOS 

A FUNDAÇÃO DA IGREJA

A história real da fundação da igreja em Roma perdeu-se para nós. Não existe nenhuma referência direta, no Novo Testamento, acerca dela nas cartas de Paulo, e Pedro também silencia sobre ela. Clemente de Roma não escreveu acerca da fundação dessa igreja, embora ele tenha escrito que Paulo e Pedro, ambos, foram martirizados lá. Eusébio preserva uma tradição de Irineu, de que
Paulo e Pedro juntos fundaram a igreja; mas está evidente em Atos e nas epístolas paulinas que Paulo não participou nessa fundação. As palavras de Irineu dificilmente podem significar outra coisa senão que Paulo e Pedro estiveram em Roma durante a época da perseguição neroniana (64-68 d.C.) e
foram instrumentos no fortalecimento da fé dos crentes romanos durante aqueles anos terríveis e difíceis. A tradição mais provável é preservada por um escritor do quarto século, cujo nome é Ambrosiaster, ele próprio um membro da igreja em Roma, que, num comentário sobre a Epístola aos Romanos, escreveu que estes haviam aceitado a fé cristã (ainda que de acordo com o tipo judaico) sem o trabalho de qualquer apóstolo ou por milagres entre eles. Isto parece representar uma tradição autêntica, pois, se um apóstolo tivesse estado presente nessa fundação, a igreja em Roma teria preservado tal informação indubitavelmente mediante a exclusão de qualquer documento que
negasse a presença de um apóstolo. Que uma igreja poderia ser fundada sem a presença de um apóstolo está claro na narrativa de Atos 11:19-22, sobre a igreja em Antioquia da Síria. A tentativa de se colocar Pedro em Roma antes de Paulo é considerada desespero de causa, e ela é rejeitada, de maneira certa, por praticamente todos os estudiosos do Novo Testamento hoje. A observação de Lucas, em Atos 12:17, sobre a ida de Pedro "para outro lugar", foi entendida, pelos escritores católicos romanos mais conservadores, como significando sua ida a Roma por volta de 44- 45 d.C. Contudo, Pedro esteve em Jerusalém logo depois (At. 15; Gál. 2) e em seguida em Antioquia. Em Romanos 16 Paulo parece tentar encontrar todo elo possível entre si e a igreja em Roma, e Pedro em nenhuma parte é mencionado nesta carta. Paulo também afirma que ele evitava edificar sobre alicerce de outrem (Rom. 15:20). Isto claramente indicaria que Pedro não esteve em Roma antes da ocasião da escrita desta carta. Pedro também mencionado não é mencionado em nenhuma das epístolas da prisão nem em II Timóteo. Paulo era um escritor cuidadoso demais, para omitir um fato tão evidente. Se Pedro estava lá quando Paulo chegou, o silêncio de Atos é espantoso. Se Pedro estava lá quando as epístolas da prisão foram compostas, o silêncio é admirável. Se Pedro estava lá antes ou durante o segundo aprisionamento de Paulo em Roma, o silêncio de II Timóteo é inexplicável. Portanto, é de maneira geral aceito por todos os estudiosos do Novo Testamento, incluindo os católicos romanos, que Pedro não foi a Roma para fundar a igreja. Mas é igualmente aceito, mesmo por eruditos protestantes, que Pedro foi a Roma pouco antes de sua morte em 68 d.C. A tradição preservada por Ambrosiaster, de que a fé cristã da igreja em Roma era do tipo judaico, confirma as palavras de Atos 2:10, que havia judeus de Roma em Jerusalém no Pentecostes.
É bem sabido que havia uma colônia de cerca de 40.000 judeus em Roma, com suas sinagogas, durante o primeiro século. Muitos dos judeus devotos fariam a viagem a Jerusalém para os importantes festivais judaicos, dois dos quais eram a Páscoa e o Pentecostes. De Atos 2, deve-se concluir que alguns deles se converteram e retornaram a Roma, levando os elementos básicos do evangelho consigo, e, assim, formando o núcleo de uma igreja. As viagens de Roma e para Roma eram comuns, e pareceria provável que os crentes chegariam a Roma com maiores informações sobre o cristianismo, ou que os crentes de Roma viajariam para Jerusalém e de Jerusalém, para aprender mais acerca de seu Salvador e sua nova fé. A perseguição que se seguiu à morte de Estevão deu ímpeto à expansão do cristianismo (At. 8:4; 11:19), e, assim como alguns foram para Antioquia da Síria, certamente outros teriam fugido para Roma. Pelo fato de que Antioquia era uma tão importante cidade comercial, havia comunicação constante entre ela e Roma. Por esta razão, o evangelho pode ter ido à parte oeste, desde Antioquia, com discípulos não identificados, assim como foi para o leste, com Barnabé, Paulo e Silvano.
A melhor solução para o problema acerca da fundação da igreja em Roma é que discípulos não identificados, aqueles que se converteram no Pentecostes (At. 2), retornaram a Roma com os elementos básicos do evangelho, formando o núcleo de uma igreja. Com as viagens constantes entre Roma, Antioquia e Jerusalém, a igreja cresceu tanto numericamente quanto na fé e no conhecimento do Senhor Jesus Cristo.

EPÍSTOLA DE PAULO AOS ROMANOS _ anotações

EPÍSTOLA DE PAULO AOS ROMANOS

A Epístola de Paulo aos Romanos foi chamada "a constituição da fé cristã" e o "evangelho segundo Paulo". Martinho Lutero denominou este livro "a verdadeira obra prima do Novo Testamento". A lógica, a seqüência e o alcance de Romanos a tornam o padrão teológico do Novo Testamento. É a mais fundamental, vital, lógica, profunda e sistemática apresentação do propósito de
Deus na salvação que se encontra na Bíblia. Outros livros da Bíblia contêm discussões da doutrina cristã, mas Romanos fornece a estrutura teológica para uma compreensão total da mensagem cristã. Não pode haver entendimento adequado da igreja primitiva fora de um estudo completo deste livro.

A IGREJA DE ROMA

A CIDADE

A capital do Império Romano justificava sua prerrogativa de ser a cidade principal, maior que Atenas, Alexandria e Antioquia. Embora situada na parte ocidental do mundo romano, ela mantinha ligações íntimas com as áreas mais remotas de seu domínio. Roma era a figura dominante em todas as questões imperiais: políticas, sociais, militares, comerciais e religiosas. Embora os primórdios da cidade estejam obscurecidos em mito e mistério, o calendário romano data de 753 a.C. A cidade estava situada a dezenove quilômetros da costa, o que a protegia de ataque marítimo. Seus muros rodeavam sete montes, entre dois dos quais (o Capitolino e o Palatino) estava localizado o Fórum, a sede administrativa do Império. Roma era a capital de um território que incluía todas as regiões fronteiriças do Mediterrâneo, os países antigos do Oriente Próximo e do Oriente Médio, a Bretanha e as partes do Nordeste da África. Roma foi construída através de conquistas e sustentada pelo gênio de sua força militar, competência administrativa e rapidez de comunicações. Para esta rapidez, muitas estradas excelentes foram construídas até as partes mais remotas do Império, todas levando até Roma. Por causa de suas conquistas e empreendimentos comerciais, Roma era uma cidade de imensa riqueza. Pessoas de todas as partes do Império vinham a Roma para participar da vida extravagante na capital. Durante o primeiro século da era crista, acima de 1.500.000 pessoas habitavam em Roma, das quais 800.000 eram escravos. A riqueza e a cultura romanas exigiam uma multidão de escravos domésticos. As
pessoas que vinham a Roma, fossem livres ou escravas, traziam com elas sua base cultural e religião próprios. Grande parte dessa cultura e religião foi assimilada na cultura romana, mas grande parte também permaneceu separada e distinta. Embora o latim fosse a língua oficial, a língua Comumente
falada em Roma e no Império era o grego, a língua universal do comércio e das nações, a língua franca da época. Só pelo terceiro e quarto séculos é que o latim substituiu o grego como a língua comum do Império. Roma administrava suas possessões, na maior parte, com igualdade e justiça. Seus exércitos
mantinham as estradas relativamente livres de salteadores e rapidamente suprimiam qualquer rebelião incipiente. O primeiro século da era cristã foi a época da Pax Romana. Foi devido ao governo romano que o cristianismo foi capaz de se propagar livremente através do Império, nas primeiras décadas importantes da existência da Igreja. Roma era o centro desse Império, e Paulo escreveu à igreja o mais profundo documento de importância teológica e ética que se encontra em toda a literatura.

4º Evangelho - João _ anotações

4º Evangelho -  João
·       
João:
Acreditar piamente que Deus tem disposição absoluta para abençoar todos quanto Ele ama, independente da fé, pois não existe no homem nenhum mecanismo para arrancar de Deus aquilo que queremos. Fé é um mecanismo para que se alcance a vida eterna, fazendo assim, com que a fé desempenhe um papel na salvação. João 3:16-18
Sinóticos:
Fé primariamente em Deus. Está associada exclusivamente aos milagres de cura operados por Jesus. Mc 9:23

·        Crer
João:
Crer:
*Testemunho nas Escrituras (João 2:22);
*Testemunho de Moisés (João 5:46);
*Testemunho dos escritos de Moisés (João 5:47);
*Nas palavras de Jesus (João 4:50);
*Nas obras de Jesus (João 10:38);
*No próprio Jesus (crer em Deus) (João 5:24)

Termo oti:
Crer à aceitação da missão messiânica de Jesus (crer que) Jesus é:
*o Santo de Deus (João 6:69)
*o Cristo, o Filho de Deus (João 11:27)
*o Enviado de Deus (João 11:42)
*Um com o Pai (João 14:10,11)
*veio do Pai (João 16:27)
* o Eu Sou (João 8:24)
Termo eiV:
Relação de compromisso pessoal entre o crente e Jesus (crer em). A pessoa deve crer em Cristo ou no nome de Cristo (João 1:12)

·        Fé e Sinais
João:
Em João existem 2 palavras que estão relacionadas ao ato de crer: sinais (semeia) e obra (erga)

Sinóticos:
A palavra mais usada para relacionar milagres: “atos de poder” (dynamis)

*Milagres em:
Sinóticos:
Atos de poder manifestando a irrupção do Reino de Deus na história e são esse atos pelos quais Jesus estabelece o Reino de Deus e derrota o reino de Satanás.

João:
Autenticam a pessoa de Jesus, mostrando quem Jesus é em essência.

·        Glória
doxa - louvor ou honra

Sinóticos:
A manifestação do poder e presença de Deus se tornam algo escatológico, uma manifestação futura.

João:
A Glória é vista através do ministério e pessoa de Jesus. Jesus é a expressão máxima da Glória de Deus. Para João o ápice da manifestação da Glória de Deus se torna tanto na morte quanto na ressurreição.




·        Ética Joanina
*Vida Cristã
Sinóticos:
Preocupação ligada no cumprimento da justiça. (Mt 5:20)

João:
Volta para o amor. A ética joanina é direcionada frontalmente para o amor (João 13:34). Um amor espontâneo, ama apesar do mérito da pessoa que está sendo amada. Amor unilateral.

Sinóticos:
Amor é fraternal, filadélfico, amor à base de troca.

REFLEXÕES SOBRE O LUTO

REFLEXÕES SOBRE O LUTO – parte I
Por Pr. Celmir Guilherme Moreira Ribeiro

Billy Graham escreveu certa vez sobre o luto e disse: “ Quando a morte nos separa de alguém, passamos por um período em que chegamos a pensar que nunca ninguém sofreu o que estamos sofrendo. Mas acontece que a melancolia é universal” – Quando temos um encontro com a morte, nos defrontamos com uma situação irreversível, inalterável que não podemos mudar. Nós, cristão, confortados pela certeza da ressurreição, mas isso não elimina o vazio e a dor sermos forçados a nos separar de alguém que amamos.
A Bíblia está cheia de relatos sobre morte e luto de muitas pessoas. No Antigo Testamento, por exemplo, lemos sobre Jacó chorando a perda a José e se recusando a ser consolado, Davi lamenta a morte prematura do filho recém-nascido e a morte de Absalão durante uma batalha, e Jeremias pranteando a morte do Rei Josias. Os salmos falam sobre a presença e o conforto de Deus quando andamos “PELO VALE DA SOMBRA DA MORTE” (SL.23,4); aprendemos que a Palavra de Deus fortalece aqueles cuja “ALMA DE TRISTEZA VERTE LÁGRIMAS” (Sl.119,28). Isaías nos apresenta o Messias – Jesus – “HOMEM DE DORES QUE SABE O QUE É PADECER- QUE TOMOU SOBRE SI NOSSAS ENFERMIDADES E CARREGOU NOSSAS DORES” (IS. 53,3-4). No Novo Testamento, a muitas passagens sobre morte e luto relacionado à influência de Jesus Cristo.
1- Cristo deu outro sentido ao luto – Há muitos incrédulos que choram sem ter nenhuma esperança no futuro. Para eles a morte é o fim de um relacionamento para sempre. Porém os Cristãos, aqueles que foram lavados e remidos pelo sangue de Jesus que receberam o Espírito Santo no ato de sua conversão, crendo que Jesus é o único e suficiente salvador de nossa vida, não Crêem assim, pois temos motivo para ter esperança até mesmo no momento de dor. “Pois, se cremos Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará juntamente em sua companhia os que dormem” (ITS 4,14) Podemos confortar um e animar um ao outro com essas palavras (ITS4, 18), convencidos que no futuro, (ler I Cor 15,50-54). Para o cristão a morte não é o fim da existência, ela é o começo da vida eterna. Aquele que Crê em Cristo sabe que os cristãos sempre estarão com o Senhor. A morte física vai continuar existindo enquanto o inimigo tiver permissão de exercer o poder sobre a morte, mas através da crucificação e ressurreição, Cristo derrotou a morte e prometeu que todo o que vive e crê Nele “Não morrerá, eternamente” (Jo. 11 25,26)
Conclusão – Saber disso é algo confortador, mas não acaba com a profunda dor e com a necessidade de consolo. Numa discussão a respeito da morte, Paulo estimula seus leitores a terem coragem e não desanimarem, pois o crente que perde o corpo vai para a presença do Senhor. Nós, cristão, somos incentivados a permanecer firmes, “inabaláveis”, entregando-nos a obra do Senhor, pois sabemos que este trabalho “não é vão”, aguardando com confiança a nossa ressurreição.
Bibliografia: Christian Couseling: A Comprehensive Guide
Garry R. Collins

Fonte: http://www.prcelmirguilherme.blogspot.com/
 
 

Evangelho: Um Ideal maior que a Vida. Romanos 12:1-2


TEMA:  Evangelho: Um Ideal maior que a Vida.
IDÉIA CENTRAL DO TEXTO: Deus nos quer por inteiro.
OBJETIVO: Consagração.
OBJETIVO ESPECÍFICO: Conscientizar os ouvintes da necessidade de se entregar plenamente à Deus.
ESBOÇO:
INTRODUÇÃO
            Há certo tempo li uma reportagem sobre os pilotos kamikazes da II Guerra Mundial. Toda essa história começou por causa de um ponto 0 (zero) que era colocado no indicador de combustível das aeronaves. Quando o ponteiro atingia esta marca significava que o avião não teria combustível suficiente para retornar à sua base. Em meio a essa situação, dentro de uma guerra e sem combustível para retornar os pilotos não viam alternativa, senão dedicarem suas próprias vidas pela causa que lutavam. Tudo isso nos remete a uma velha frase militar: “Quando o Ideal é maior do que a vida, vale a pena dar a vida pelo Ideal.”
LEITURA BÍBLICA: Romanos 12:1-2
1 – Viver o Evangelho requer uma entrega integral (V.1)
1.1  – Sacrifício vivo: Nossas vidas.
1.2  – Santo e agradável à Deus: Santidade não tem a ver com nossa aparência ou reconhecimento humano, mas sim, com o Divino.
1.3  – Culto Racional: Não meramente atividade ritual, mas a participação do coração, da mente e da vontade.

2        – Viver o Evangelho requer transformação (V.2)
2.1  – Não se amoldem ao padrão deste século: Nosso padrão aferidor é o Evangelho e não a era presente.
2.2  – Renovação da sua mente: Ninguém é uma ilha. Necessidade de contextualização e transformação.
3        – Viver o Evangelho nos proporciona experimentar a vontade de Deus (V.2b)
3.1  – A vontade de Deus é boa: O que leva ao crescimento espiritual e moral do cristão.
3.2  – A vontade de Deus é agradável: À Deus, não necessariamente a nós.
3.3  – A vontade de Deus é perfeita: A vontade de Deus está acima das melhorias humanas.
CONCLUSÃO
            Ninguém disse que se entregar é fácil. Mas dependendo a quem fazemos  esta entrega pode ser a melhor coisa das nossas vidas.
            Me recordo de um testemunho que escutei a alguns anos atrás de um missionário que atuou em uma ilha que possuía muitas pessoas leprosas. Em um dos cultos depois de trazer para sua congregação um belo sermão, algumas decisões começaram a ser tomadas. No meio do apelo veio um homem do meio da multidão se impulsionando à frente pelas mãos, pois havia perdido as duas pernas devido a Lepra. Quando chegou a frente, em lágrimas, perguntou ao missionário: “Deus aceita um homem pela metade?” Aquele Pastor, muito emocionado respondeu: “Ele aceita um homem pela metade que se entrega por inteiro, mas não aceita um homem inteiro que se entrega pela metade.”
            Meu convite é que neste dia você decida se entregar por inteiro na presença de Deus.

                                                                                                                       Pr Bruno Oliveira