C A H E R J

C A H E R J
Capelania Evangélica do Rio de Janeiro

sábado, 17 de setembro de 2011

PROJETOS DE HUMANIZAÇÃO - ITACI

http://www.itaci-fc.org.br/eventos.htm


O ITACI desenvolve ao longo do ano uma série de projetos de humanização, voltados aos pacientes, pais, acompanhantes e funcionários.
Para pacientes e familiares:
  • Dia das Crianças
  • Festa de Natal
Para profissionais, corpo clínico e administrativo:
  • Almoço de final de ano com sorteio de brindes
Projetos de Humanização:
  • Capelania Evangélica Hospitalar: projeto de atendimento recreativo e espiritual
  • Doutores da Alegria: a arte do palhaço resgatando o lado saudável da criança
  • Grupo Harpia: projeto de recreação com pintura lúdica e escultura de bexigas
  • Padaria Artesanal: educação nutricional e capacitação para elaboração de pães
  • Projeto Biblioteca Viva em Hospitais: mediação de leitura
  • Projeto Carmim: educação artística
  • Projeto Pet Smile: terapia mediada por animais
  • Sessão Pipoca: exibição de filmes acompanhada de pipoca e suco de frutas
  • Hora do Lanche: educação nutricional e capacitação para elaboração de lanches
  • Instituto Presbiteriano Mackenzie: atividades com música e instrumentos musicais

    O ITACI – Instituto de Tratamento do Câncer Infantil foi construído através de uma parceria entre a Fundação Criança, a Ação Solidária Contra o Câncer Infantil e a Fundação Oncocentro de São Paulo.

    Inaugurado em 17 de junho de 2002 pelo então Governador Dr. Geraldo Alckmin, iniciou suas atividades em 17 de dezembro de 2002 com a ativação de 12 consultórios médicos e 2 salas para procedimentos no ambulatório, além de 12 leitos de hospital/dia para quimioterapias.
    Em 16 de junho de 2003 iniciou o atendimento na área de internação, abrindo 6 dos 17 leitos instalados.
    Hoje, o ITACI funciona com sua capacidade total de leitos e atende a 3200 pacientes portadores de doenças Onco-hematológicas. São cerca de 1100 consultas, 550 quimioterapias e 1000 atendimentos da equipe multiprofissional, todos os meses.
    A equipe multiprofissional é formada por psicólogos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, nutricionistas, farmacêuticos, enfermeiros e auxiliares de enfermagem.

    O Hospital é dividido em 3 andares temáticos, com os elementos água (1º andar), terra (2º andar), e ar (3º andar), carinhosamente decorados de forma lúdica com o personagem Nino, o mascote do ITACI, ambientando toda a estrutura para acolher crianças e adolescentes, pais e familiares.


    Endereço:
    Rua Galeno de Almeida, 148 – Pinheiros

    São Paulo – SP    CEP 05410-030
    Telefones: Fones: (11) 3897-3812   Fax: (11) 3897-3806

HUMANIZAÇÃO HUPE / UERJ


  HUMANIZAÇÃO

Humanizar  as ações Docentes Assistenciais do HUPE é o nosso compromisso. Em 2002  o  Ministério da  Saúde  implementou  através  da  Secretaria de Assistência a Saúde o Programa Nacional de Humanização( PNH) e o HUPE foi certificado como integrante do programa

Em 2004  o  Ministério da  Saúde transforma este programa em  Política  Nacional de Humanização/ Humanisus.
O HUPE reafirma seu compromisso com a humanização da assistência além de inserir este conceito na formação de profissionais nas diferentes área da saúde, realizando em conjunto com a coordenação nacional do Humanizasus sedia  o I Simpósio de Política de Humanização dos Hospitais Universitários do Rio de Janeiro.Com a participação da coordenadora Dra. Regina  Benevides e com uma conferência do Dr. Adail Rollo então diretor do Hospital Mário Gatti de Campinas apresentando suas experiências de sucesso.

O evento contou com apresença de representantes dos coordenadores da humanização  da UFRJ, UFF, UNIRIO e coordenadora  do Humanizasus no Rio de Janeiro Claudia Abbês



Voluntariado HUPE/UERJ
http://www.hupe.uerj.br/v_humanizacao/humanizacao.php

Capelania Evangélica
     

O HUPE implantou o Serviço de Capelania Hospitalar Evangélica, com o objetivo de assistir espiritualmente aos pacientes hospitalizados, que assim desejarem, estendendo-se aos seus familiares e também aos profissionais da saúde.

O Serviço de Capelania Hospitalar Evangélica, é coordenado pela capelã Pastora Kátia Brito, toda quinta-feira das 13:30 às 15h, com as seguintes atividades:

1) reuniões para palestras e aconselhamento na sala 416 (sala provisória) ;
2) visitação leito a leito nas enfermarias;
3) quinzenalmente é realizado um curso de artesanato para as mães do banco de leite da maternidade.



     Email:

capelaniaevangelicahupe@gmail.com

Projeto Mãos e Coração

http://www.capelania.com/2008/abceh-acao-social/projeto-maos-e-coracao.html

www.capelania.com


Objetivo Geral

Oferecer abrigo, consolo, orientação, apoio emocional, espiritual, desenvolvimento de habilidades e atendimento social a: 1. pacientes hospitalizados; 2. seus cuidadores/familiares;
1. Alcance e Estratégia:
O Projeto Mãos e Coração é desenvolvido em três ambientes: hospitalar, domiciliar e em Casa de Acolhimento.
Os hospitais são os pontos de partida para o atendimento na CASA de Acolhimento, pois é onde são criados os vínculos e observadas as necessidades, a partir das quais são elaboradas as estratégias para o suprimento.
As oficinas de artesanato com as crianças hospitalizadas e suas mães são realizadas diariamente, tanto no leito a leito como em sala anexa às enfermarias, e alcançam os hospitais:Instituto da Criança do HCFMUSP (ICr), Instituto de Tratamento de Câncer Infantil (ITACI), Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) e Instituto de Infectologia Emílio Ribas.

A Casa de Acolhimento, chamada de Casa de Aconchego, está atendendo desde junho de 2008:
1. As mães das crianças hospitalizadas nos hospitais Instituto da Criança do HC, I.I. Emílio Ribas e I. de Tratamento de Câncer Infantil, promovendo: oficinas de artesanato, de música, chás da tarde (Chá com Esperança), cursos de manicure, corte e costura, cabelereiro, computação e outros.  Oferecerá, também, a possibilidade de dormirem por algumas horas em camas (elas dormem por meses em cadeiras, nos hospitais) e de lavar e secar suas roupas (os hospitais não oferecem este serviço, o que causa grande transtorno principalmente às mães de vêm de outras regiões do Estado ou do país, e que não têm qualquer familiar nas proximidades, tornando-se as cuidadoras de tempo integral de seus filhos enfermos, e muitas vezes à morte.
2. Às crianças e adolescentes das famílias com AIDS:  cursos profissionalizantes  e oficinas de arte.
3. Às famílias com AIDS (triadas pelo Serviço Social do Hospital): doação mensal de cestas básicas; palestras sobre nutrição, higiene, aderência ao tratamento, música, espiritualidade e outros; atividades de artesanato; aconselhamento no luto.


2. Público-alvo:

1.  Crianças em longo período de hospitalização (Câncer e AIDS)
2. Crianças com doenças crônicas e degenerativas, em domicílio
3. Mães das crianças hospitalizadas
4. Famílias com AIDS atendidas no I.Infectologia Emílio Ribas
5. Filhos da AIDS (crianças e adolescentes)
6. Portadores de necessidades especiais (deficientes físicos)
7. Indivíduos excluídos do mercado de trabalho
 

DEPOIMENTOS


Eu, Maria Elena Ana Corrêa, agradeço as irmãs da Capelania Evangélica pelo trabalho de artesanato que fazem com as mães que passam a maior parte do dia dentro do hospital. Esse trabalho ajuda a relaxar a mente e o cansaço físico, não somente pelo artesanato, mas pelas palavras ditas, pela leitura da Palavra de Deus, nesses momentos muitas vezes tão difíceis. Tenho em minha casa um dos trabalhos dos trabalhos feitos, que é o do quadro (1º quadro do bebê) Não me esquecerei jamais! Deus abençoe a todos que dedicam as suas horas para estar junto com as mães. Vocês não sabem quanto é bom! Descobri que Deus se importa comigo”.

"Ajuda a manter minha família e não nos deixa passar fome. Aprendi que todos os dias temos que agradecer por tudo que temos”.
Kátia Cilene Sampaio

"Porque eu estou precisando deste alimento por falta de emprego. Aprendi a amar muito mais a Deus e escutar a sua Palavra com muito amor”.
Maria José Alves de Moura

"Ela é fundamental no complemento alimentar de meus quatro filhos. “Aprendi que temos que ser mais bondosos com o próximo”.
Marilena V.C. Silva

"Tem ajudado em muito minha família, pois estávamos com dificuldade. Aprendi a amar a Deus em primeiro lugar, pois Ele tem sido o alimento para as nossas almas”.
Solange Jovito da Silva

Projetos de Humanização agradam usuários da Santa Casa


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 O Grupo de Trabalho Humanizado criado no hospital é responsável por conduzir um processo de mudança da cultura de atendimento à saúde, promovendo o respeito à dignidade humana.
 

A Santa Casa de Misericórdia de Penápolis vem implantando ações que buscam tornar o atendimento aos seus usuários mais humanizado. Para isso atividades são pensadas em conjunto através do Grupo de Trabalho Humanizado que envolve colaboradores dos diversos setores do hospital.
Como parte das ações de humanização foi implantado desde o mês de junho o Projeto “Meu Primeiro Retrato” que presenteia todos os nascidos na maternidade da Instituição tanto no SUS quanto no particular, com uma fotografia 13x18 cm sem nenhum custo para os pacientes, tirada no momento em que mãe e bebê se encontram já no quarto. A lembrança impressa em papel fotográfico vem com a descrição da data e horário do nascimento, peso e estatura do recém-nascido, bem como o nome do Obstetra e do Pediatra, que será entregue à paciente antes da alta médica.
Modelo "Meu Primeiro Retrato" - filho de Elizandra de Oliveira
“Este projeto envolve emoções, aproximando mãe e filho, tornando esse momento inesquecível, uma experiência única e particular onde a Santa Casa quer participar desta ocasião tão especial” comenta um dos responsáveis pelo projeto o Publicitário Ricardo Muraroto.
“Já presenteamos mais de 100 mães desde o início da ação com essa lembrança repleta de grandes significados e emoções, onde com a foto das mães e algumas vezes com o pai presente, conseguimos proporcionar uma relação afetuosa muito positiva entre mãe, bebê e Hospital. Dessa forma nosso objetivo de aproximar e de tornar esse momento especial e único para a família e para a equipe foi alcançado. Outro objetivo do retrato é proporcionar ao bebê uma lembrança de sua história e de seu nascimento quando crescer, e da importância afetiva desse momento” salienta o Psicólogo também responsável pelo projeto Lucas Bondezan Álvares.
Diferentes emoções foram percebidas, algumas choraram, outras sorriram, mas todas demonstraram de alguma maneira o sentimento único desses primeiros contatos com o filho. “É um presente muito lindo que vou guardar para sempre, pois poucas têm a oportunidade de fotografar o filho depois do nascimento” relata emocionada Rita de Cássia da Silva paciente do hospital.
Além do retrato, os quartos da maternidade particular e convênios onde mãe e filho serão acolhidos também recebem decoração especial. O Projeto “Cegonhas da Alegria” é realizado por iniciativa de colaboradores de diversos setores que enfeitam o quarto antes mesmo de mãe e bebê chegarem, transformando o ambiente hospitalar com desenhos coloridos e divertidos, contando também com uma mensagem de boas-vindas ao recém-nascido.

"A intenção do projeto é transformar o ambiente hospitalar de forma mais familiar e acolhedor para a nova família”, relata a Farmacêutica Renata Cristina Vidal uma das idealizadoras do projeto.
A integração dos setores do hospital é destacada pela responsável de compras e suprimentos Telma Fernanda Mendonça: “essa ação estimula o trabalho em grupo e a criatividade dos envolvidos, visando a importância de atividades lúdicas e dinâmicas aos colaboradores, dentro da nova proposta do “cuidar de quem cuida”.
O projeto tende a beneficiar principalmente a paciente como explica Ângela Sussai, participante do projeto, “percebemos que as mães diminuem a ansiedade e o medo quando surpreendidas pela decoração do quarto”.
De acordo com o Administrador Hospitalar, Roberto Bastos, “este trabalho vem de encontro com o anseio de tornar o ambiente hospitalar mais humano e valorizar cada ser humano nascido saudável na entidade, também é um dos objetivos de um hospital que almeja ser “Amigo da Criança”.
Dessa forma a Santa Casa de Penápolis está caminhando para a humanização de seu atendimento, tanto para os pacientes quanto para seus colaboradores. Estas ações buscam uma nova cultura de acolhimento hospitalar com qualidade humanizada.
 

Espaço CuriosAção HC IV

INCA inaugura o Espaço CuriosAção
http://www.inca.gov.br/releases/press_release_view_arq.asp?ID=1232


Público-alvo são os pacientes da internação hospitalar, domiciliar e da área ambulatorial



No descerramento da placa de inauguração, a supervisora do INCAvoluntário, Emília Rebelo; a fisioterapeuta Waleska Cerqueira e a coordenadora do Espaço CuriosAção e diretora do HC IV, Cláudia NaylorO INCA lançou nesta quarta-feira, 30/8, em cerimônia realizada no Hospital do Câncer IV (HC IV), unidade de cuidados paliativos, o projeto Espaço CuriosAção, voltado para a melhoria da qualidade de vida de seus pacientes. Através da orientação de uma equipe multidisciplinar, os pacientes do HC IV realizarão atividades físicas, recreativas, informativas e psicológicas neste espaço, garantindo uma melhor socialização com a equipe que os acompanha, além de oferecer ao cuidador um dia de descanso.
Através de ações como o Espaço CuriosAção o INCA reforça sua posição como centro de referência nacional também em cuidados paliativos. Essa prática, que já é estabelecida nos grandes centros internacionais nessa especialidade, é pioneira no Brasil e está alinhada com os objetivos do Instituto de promover e oferecer cuidados paliativos oncológicos da mais alta qualidade, com habilidade técnica e humanitária no âmbito do SUS.
A cerimônia de lançamento contou com a participação do jornalista Cid Moreira, que recitou um texto bíblico sobre a importância do amor.O jornalista Cid Moreira recitou texto bíblicos aos presentes
O público-alvo do Espaço CuriosAção será formado pelos pacientes da Internação Hospitalar, da Internação Domiciliar, que possam se beneficiar de um período dentro da unidade, e da Área de Ambulatório, especialmente os que residem fora do estado do Rio de Janeiro e passam o dia na unidade aguardando o transporte de volta para casa. A triagem será feita pelo Serviço Social e a média de pacientes atendidos será de 15 pessoas.









http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/40c0d600420c1118a751a7ce655ae979/17_internas.pdf?MOD=AJPERES
O Espaço CuriosAção tem garantido a melhoria da qualidade de vida dos pacientes do HC IV e seus familiares, promovendo atividades físicas, recreativas, informativas e psicológicas, 
sob a orientação de uma equipe multidisciplinar. 
Além de estimular a socialização com a equipe que os acompanha, o projeto proporciona, ao 
‘cuidador’, um dia de descanso. A prática, que já é estabelecida nos grandes centros internacionais, é pioneira no Brasil e está alinhada com as diretrizes do Instituto de promover e oferecer cuidados paliativos oncológicos da mais alta qualidade, e ainda promover 
a humanização exemplar para as unidades de saúde em todo o País. São beneficiados 
os pacientes da Internação Hospitalar, da Internação Domiciliar e da Área de 
Ambulatório, especialmente os que residem fora do estado do Rio de Janeiro e 
passam o dia na unidade aguardando o transporte de volta para casa. A triagem é 
feita pelo Serviço Social, que encaminha uma média de 15 pacientes por dia. 





Centro de Atendimento à Família (CAF)


Centro de Atendimento à Família (CAF)


http://www.hcniteroi.com.br/hcn/PacienteServicos.do#10


Toda família passa por um grande estresse e fica muito fragilizada no período de hospitalização de um ente querido. Oferecer melhores condições de estadia, apoio psicológico e informações atualizadas são alguns dos objetivos do Centro de Atendimento à Família (CAF) Alexandre Adler, do HCN.
Devido ao perfil dos pacientes do HCN, portadores de doenças graves, os períodos de internação costumam ser superiores a cinco dias. Essa longa permanência no hospital exige um atendimento diferenciado aos familiares e acompanhantes.
A filosofia do CAF é investir na relação familiar como suporte terapêutico, contribuindo, assim, na recuperação do paciente. O projeto, pioneiro na cidade, conta com a coordenação de uma psicóloga e possui seis ambientes para os familiares: área de informática (computadores conectados à internet e entrada para notebook, telefone e fax), guarda-volumes, espaço de convivência e TV, sala ecumênica e local para reuniões - onde, por exemplo, a equipe médica mantém a família informada sobre a situação clínica do paciente.
Os familiares dos pacientes internados em uma das UTIs do HCN ou daqueles que estão em cirurgia podem aguardar notícias no CAF. Cabe às atendentes do setor fornecerem informações sobre o horário de visitas - que varia em cada UTI - e também informar as normas e os procedimentos da rotina hospitalar. Telefones (21) 2729-1004 e 2729-1122.

HOSPITAL DAS CLINICAS DE NITEROI
Localizado no centro do município de Niterói, no Estado do Rio de Janeiro, o Hospital de Clínicas de Niterói (HCN) foi inaugurado em 1991. De lá para cá, já passou por várias ampliações e modernização permanente de seu parque tecnológico. Com isso, atualmente, o HCN é o maior centro de excelência em saúde da Região Leste Fluminense.
Com cerca de 190 leitos, sendo 70 de Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) - adulto, criança e recém-nascidos -, suítes privativas e enfermarias, o hospital se destaca no tratamento dos portadores de patologias de alta complexidade (doenças graves).  Dessa forma, é referência no atendimento de politraumatizados - vítimas de acidentes e de violência urbana -, doenças cardíacas e neurológicas, em cirurgias e transplantes de órgãos.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

A espiritualidade no cuidar ao usuário do PSF, enfatizando a educação popular em saúde

A espiritualidade no cuidar ao usuário do PSF, enfatizando a educação popular em saúde 



Patricia Serpa da Souza Batista


Convive-se com uma crescente busca da população pelo desenvolvimento da
espiritualidade e da religiosidade. Este aspecto é atribuído por Soares e Lima (2005) à
deficiência do setor saúde, como também a necessidade de aliviar o sofrimento e de buscar
a cura. Segundo Valla (1998), há uma procura das classes populares por todas as religiões.
Esta procura é explicada principalmente pelos problemas causados pelo crescimento da
urbanização, pelo aumento das necessidades individuais e coletivas e pela dilapidação dos
direitos sociais e humanos.
A prática da religião pelas classes populares contribui para amenizar o sofrimento,
aliviar as angústias das pessoas, como também é associada ao processo saúde-doença e à
cura. A religião renova as forças para os embates cotidianos na luta pela sobrevivência.
Segundo Ferreira (2006), as religiões referem-se à crença na existência de uma
força ou de forças sobrenaturais, manifestação de tal crença por meio de doutrina e ritual
próprios, reverência às coisas sagradas, crença fervorosa, devoção, fé, culto, posição
filosófica, ética, metafísica. Para Dalai-Lama (apud BOFF, 2001a), a religião está
relacionada com a crença no direito à salvação, pregada por qualquer tradição de fé,
associada a ensinamentos ou dogmas religiosos, rituais, orações.  

Ao distinguir a religião da espiritualidade, Boff (2001a, p. 80) afirma que as
religiões constituem uma construção do ser humano que trabalha com o divino, com o
sagrado, mas não são o espiritual. A espiritualidade é uma dimensão de cada ser humano.
Esta dimensão espiritual que cada pessoa possui se revela pela capacidade de diálogo
consigo mesmo, com o próprio coração, traduzindo-se “pelo amor, pela sensibilidade, pela compaixão, pela escuta do outro, pela responsabilidade e pelo cuidado como atitude
fundamental”.
Espiritualidade implica todo esse conjunto de relações. No ser humano, é a
capacidade de transformar os fatos em uma experiência de libertação, em um projeto, em
uma prática em defesa da vida, de sua sacralidade, protestando contra todos os mecanismos
de morte, em todas as circunstâncias (BOFF, 1997).
 Vale ressaltar que o trabalho em saúde, realizado na atenção básica, muito tem
contribuído no sentido de promover um cuidado voltado para as necessidades do
indivíduo, da família e da comunidade, sendo  desenvolvido nas Unidades de Saúde da
Família, como também através de visitas  domiciliares, cujo contato com pessoas
portadoras  de doenças importantes, como também com famílias submetidas a situações de
risco e sofrimento, favorece  uma oportunidade de encontro entre educador e educando,
gerando apoio para enfrentamento de ameaça de vida e energia para encarar a
sobrevivência.
Nesse sentido, destaca-se a metodologia da educação popular em saúde, voltada
para o desenvolvimento de uma ação pedagógica direcionada ao ser humano inserido em
seu contexto de vida. Vasconcelos (1997), esclarece que a educação popular trabalha
pedagogicamente o homem e os grupos envolvidos no processo de participação popular
através de formas coletivas de aprendizado e investigação, promovendo análise crítica
sobre a realidade e estratégias de luta e enfrentamento.

No campo da saúde, a educação popular atua como estratégia de superação da
grande distância que existe entre o serviço de saúde e o saber científico de um lado e, de
outro, a dinâmica que envolve o adoecimento e cura. A educação popular em saúde realiza
ações que envolvem as dimensões do diálogo, do respeito e da valorização do saber
popular, sendo considerada um instrumento de  construção para saúde mais integral e
adequada à vida da população (VASCONCELOS, 2006).
Nesse contexto, nas Unidades de Saúde da Família, inseridos no ambiente físico e
cultural onde mora cada família, a convivência diária dos profissionais com os moradores
“tende a ir mostrando a ineficácia do modelo da biomedicina em modificar a dinâmica de
adoecimento e cura. Os profissionais vão sendo desafiados a experimentar práticas de
educação em saúde, passando a se assustar com a complexidade desse tipo de
intervenção” (VASCONCELOS, 2006, p. 58).  

Na educação popular em saúde, os profissionais trabalham com o universo de
significados, de crenças, de valores, apreendidos na comunidade, como também convivem
com a espiritualidade e a religiosidade que fazem parte da população. Dentro dessa
perspectiva, estes profissionais devem agir, relacionando-se efetivamente com a população,
refletindo sobre o cotidiano das pessoas, considerando o conhecimento popular, a escuta, o
diálogo, os sentimentos dos indivíduos que  estão sendo cuidados. Vale ressaltar que,
segundo Freire (2005b), quando o diálogo é fundamentado no amor, na humildade e na fé
nos homens, se faz uma relação horizontal em que a confiança mútua é conseqüência
óbvia, gerando esperança e transformação. É dentro dessa dimensão que os profissionais
envolvidos na educação popular procuram vivenciar a transformação social, acolhendo o
indivíduo, respeitando-o em sua autonomia e valorizando-o como cidadão.
Em seu livro Educação e Mudança, Freire  (2005a), ao se referir ao homem como
um ser de relações, afirma que, quando este compreende a realidade, pode levantar
hipóteses sobre o desafio dessa realidade e procurar soluções, podendo transformá-la.
No âmbito do PSF, os profissionais de saúde têm contato com pessoas portadoras
dos mais diversos problemas. A doença crônica, o envelhecimento, a solidão e a
possibilidade de finitude são exemplos de  situações vivenciadas pelo ser humano que o
levam a buscar um encontro consigo mesmo, com a sua espiritualidade, a fim de encontrar
forças para superar, por exemplo, a doença,  a solidão e o temor da morte, libertando-se,
numa atitude de transcendência. Para Boff (2000), a transcendência diz respeito à
capacidade de romper limites, de superar, projetar-se sempre num mais além.
Em estudo realizado com mulheres sobre a  vivência da espiritualidade, Sousa e
Batista (2006) evidenciaram, entre outros aspectos, que a espiritualidade é considerada um
apoio em suas vidas. É através do desenvolvimento da espiritualidade que estas mulheres
encontram apoio para o enfrentamento cotidiano da solidão e da tristeza, gerando
amadurecimento para uma vida interior, aceitação das perdas de entes queridos, da saída
dos filhos de casa, de seu envelhecimento, da doença e, até mesmo, de sua finitude.

Ao se reportar a espiritualidade na atenção primária à saúde, Smeke (2006, p. 298),
descreve que na prática cotidiana de cuidar, quer seja na consulta, no grupo ou no
domicílio, muitas vezes os profissionais se deparam com um emaranhado de queixas,
dores, carências que se confundem e extravasam os limites da doença. Nesse momento, o
sofrimento claramente extrapola a relação orgânica e “se quisermos realmente ajudar,
saíremos  de nosso papel profissional e devemos colocar em ação o nosso lado humano”.

A autora refere que o desenvolvimento de ações com sensibilidade, perspicácia, intuição,
interação, por vezes, têm o poder de aliviar muito mais do que grande parte das
medicações em uso. É quando o profissional entra em contato com a dimensão que
extrapola o espaço somatopsíquico do ser que está sendo cuidado e através da escuta
qualificada, do ato de acolher, gera compreensão, esperança, alívio da dor e sofrimento.
Outro aspecto que merece destaque, diz respeito a situações que envolvem o cuidar
de pessoas em estado terminal de vida. Nestas situações, torna-se muito importante a
prática educativa do profissional, auxiliando através do diálogo e da escuta, no processo de
aceitação da doença, minimizando medos, procurando dar apoio e conforto ao indivíduo e
a família através da visita domiciliar. Nesses momentos em que a cura do corpo não é mais
alcançável, Huf (2002) destaca a importância do resgate da espiritualidade como meio de
transformar os momentos de angústia, respeitando as crenças da pessoa, priorizando a
busca pela paz interior, procurando promover o bem estar, apesar da inevitabilidade do
sofrimento. A autora considera que vivenciar  a espiritualidade inclui exercitar a fé, a
esperança, o altruísmo, a solidariedade, aceitando a finitude como uma experiência que
propicia sensibilizar-se com o outro e encontrar um significado para sua própria existência.
Assim, o profissional de saúde precisa proporcionar um cuidado ao ser humano
numa perspectiva holística, valorizando o apoio espiritual, visando a que este possa
vivenciar momentos difíceis, com serenidade. Conforme Leloup e Hennezel (2003),
espiritualidade é dar um “passo a mais” na aceitação dos próprios limites, como também
diante do sofrimento, e ser solidário com quem necessita. É, simplesmente, na situação em
que se está dar esse “passo a mais” e ajudar o outro a fazer a mesma coisa diante de suas
dificuldades.
Entretanto, para que este profissional  consiga perceber a subjetividade, a
espiritualidade do outro, é preciso que tenha consciência de que também é um ser
biopsicossocial e espiritual, que precisa se autoconhecer, autodescobrir-se, e
principalmente aprender a desenvolver a sua  espiritualidade. Logo, este se sentirá mais
apto a ajudar o outro a conviver com os problemas que o envolvem de maneira satisfatória.
Como afirma Vasconcelos (2006), o desenvolvimento da  espiritualidade permite ao
profissional da saúde integrar em si as dimensões racional, sensitiva, afetiva e intuitiva as
quais permitirão uma maior proximidade com a pessoa sob seus cuidados e melhores
condições de lidar com as situações de crise que a envolvem.

Paiva e Fernandes (2006, p. 186) afirmam que a espiritualidade na prática do cuidar
desenvolvida na atenção básica é uma dimensão importante tanto para os profissionais
envolvidos no processo quanto para os usuários, pois “é nessa dimensão da espiritualidade
que se encontra o sentido da existência, e das vicissitudes dessa existência concretizadas
na doença, no cuidado, na consciência de finitude e da solidariedade.”
Nessa perspectiva, o cuidado  pode ser visualizado como  “uma inter-relação
dinâmica, permeada pela ética, que ocorre entre o ser que cuida e o ser que é cuidado, em
situação de saúde e doença” (BATISTA; COSTA, 2002, p. 49). O cuidar compreende não
só a técnica, mas também conhecimento, expressão de sensibilidade, comportamentos e
atitudes que fazem parte das características singulares de cada ser no momento do cuidado.
Um dos aspectos mais importantes do cuidar é que este conduz  a um processo de
transformação dos seres através do desenvolvimento de suas capacidades de saber e amar
(BATISTA; COSTA, 2002).
A espiritualidade, na prática do cuidar ao usuário do PSF, portanto, possibilita aos
profissionais atuarem de modo efetivo no campo da educação popular em saúde, uma vez
que proporciona uma maior aproximação entre  o cuidador e o ser cuidado, contribuindo
para um cuidar que atenda ao ser humano de forma integral, valorizando a sua
singularidade.

Conclusão
A realização deste estudo visou possibilitar uma melhor compreensão acerca da
espiritualidade na prática do cuidar ao usuário do Programa Saúde da Família, enfatizando
a educação popular em saúde.
Durante seu desenvolvimento, percebemos que a valorização da espiritualidade no
cuidar é uma prática que está em construção. Ainda estamos aprendendo a colocar a
espiritualidade em nosso cotidiano de trabalhadores de saúde engajados no cuidar,
principalmente porque ainda vivenciamos  uma prática muito voltada para a cura e
medicalização.
Por outro lado, é oportuno destacar que o trabalho em saúde envolve problemas
complexos, de múltiplas dimensões, e o conhecimento científico da biomedicina tem
respostas apenas para alguns aspectos. Desse modo, “a razão não é suficiente para lidar
com toda essa complexidade, exigindo também a intuição, a emoção, e a acuidade de
percepção sensível” (VASCONCELOS, 2006, p. 55).

Assim, é preciso perceber a integralidade da vida com toda sua subjetividade. Nesse
sentido, a prática do cuidar, desenvolvida através da educação popular em saúde na
atenção básica, notadamente nas Unidades de Saúde da Família, tem sido um grande
manancial de possibilidades, visto que nesses locais os profissionais das equipes do PSF
entram em contato com todas as peculiaridades dos indivíduos, família e comunidade sob
seus cuidados. Desse modo, deve procurar percebê-los tanto em suas necessidades
biológicas, como também em suas necessidades no campo psicológico, social e espiritual,
respeitando as suas crenças, seus valores, sua cultura, seu próprio modo de ser e de viver.  
Entendemos a espiritualidade, na prática da educação popular em saúde, como uma
força capaz de transformar o ser humano, ajudando-o a enfrentar as dificuldades da vida,
como também a doença, com otimismo e esperança.
Através da educação popular em saúde, dentro da estratégia da saúde da família, o
profissional vai criando vínculos com a comunidade e, aos poucos, vai encontrando meios
de ajudá-los.  Quando o indivíduo está doente, ele e sua família podem encontrar-se mais
fragilizados e, portanto, geralmente, mais receptivos  à atenção oferecida pelo profissional.
Conforme Teixeira (2006, p. 361), “é a espiritualidade que proporciona e aciona
um novo potencial de ser humano, sendo uma importante concretização do cuidado”. Para
o autor, esta espiritualidade “mantém acesa no sujeito a chama da abertura à alteridade,
da humildade essencial, do valor e dignidade do outro, do compromisso ético e da
compaixão”.
Desse modo, ao considerar a espiritualidade nas ações de educação popular, o
profissional contribuirá para  que o indivíduo valorize a vida e, realmente, vivencie com
mais serenidade, situações, tais como, a doença crônica que lhe tira as forças físicas a cada
dia, o alcoolismo do familiar, a morte de um filho.
De acordo com Boff (2001a, p. 73), em momentos de crise, quando, por exemplo,
morre um ente querido, ou se desfaz um matrimônio, ou quando se perde um filho para o
mundo da droga, é fundamental a espiritualidade. É poder ver  a temporalidade e  “saber
que não estamos vivos apenas porque  não morremos, mas porque a vida é uma
oportunidade para crescer, para aceitar nossas canseiras, nosso envelhecimento e nossa
mortalidade”. O autor acrescenta que só assim,  “maduraremos para uma vida interior,
espiritual, inalcançável pelo desgaste e pela morte”.

Por outro lado, o profissional de saúde que trabalha com a prática comunitária
precisa vivenciar o desenvolvimento de sua própria espiritualidade, pois, desta forma, adquirirá melhor sensibilidade e compreensão para lidar com os problemas que fazem parte
da vida do próximo. Este aspecto faz destacar a necessidade de que as academias priorizem
a temática espiritualidade em  seus currículos, permitindo ao  futuro profissional adquirir
uma maior amplitude de conhecimentos com vistas a melhor se preparar para a prática
cotidiana do cuidar.
Assim, estaremos construindo uma prática do cuidar pautada no respeito à
dignidade humana e na ética, como também contribuindo para o desenvolvimento de um
novo paradigma, pois como refere Boff (2001b, p. 19), “a espiritualidade pode permitir
um parto feliz de um novo paradigma civilizacional, que supomos mais sensível, mais
cordial e mais espiritual, capaz de garantir um futuro promissor para a terra e os filhos da
terra, os seres humanos”.
Esperamos que este estudo abra novos horizontes com relação à espiritualidade na
prática do cuidar ao usuário do Programa Saúde da Família, dentro da perspectiva da
educação popular em saúde, proporcionando reflexões sobre a temática, como também
suscitando o desenvolvimento de novos trabalhos nesta área do conhecimento.