Espaço para armazenar artigos relacionados a espiritualidade. Divulgação de material relacionado ao trabalho de capelania executado pela CAHERJ - Associação de Capelania Hospitalar Evangélica do RJ.
terça-feira, 15 de outubro de 2013
SIMPÓSIO EM CAPELANIA DOMICILIAR - RJ 19/10/2013
SIMPÓSIO EM CAPELANIA DOMICILIAR
19 OUTUBRO 2013 - NILÓPOLIS RJ
Local: Congregação Batista da 2a. Igreja Batista de Nilópolis RJ
Rua Carlos Souza Fernandes, 274 Olinda - Nilópolis RJ
Papel do assistente espiritual na equipe de Cuidados Paliativos
Papel do assistente espiritual na equipe de Cuidados Paliativos
Por: Eleny Vassão de Paula Aitken
Manual de cuiddos paliativos / academia Nacional de Cuidados Paliativos - 2009
A morte alcança todo ser vivente, mas nunca estamos preparados para aceita-la. Criados para a vida, alimentamos a esperança de perpetuá-la. Por essa razão é tão difícil lidar com pacientes em processo de morte. Mesmo sendo quase uma rotina no hospital, nunca nos acostumamos com ela.
O sofrimento e a proximidade da morte fazem-nos reavaliar a vida, enfocando nossas mentes em seus valores essenciais: Valeu a pena? Qual foi o meu saldo? Estou deixando saudades? O que realizei deu sentido à minha vida e à de outros? Para onde irei depois da morte? Que legado estou deixando?
Quando Deus é conhecido pessoalmente, fazendo-nos sentir Seu amor, misericórdia e graça, sendo parte de cada detalhe de nossos dias, a vida não acaba com a morte; a esperança vai além: dignidade, qualidade de vida, utilidade, paz e alegria permanecem até mesmo à sombra da morte.
Com a introdução do conceito de Cuidados Paliativos, princípios claros publicados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1990 e reafirmados em 2002 vieram reger as suas atividades. O cuidado espiritual atende a cada um deles, ajudando a promover o alívio da dor e de outros sintomas estressantes; reafirmando a vida e vendo a morte como processo natural; integrando aspectos psicossociais e espirituais ao cuidado; oferecendo um sistema de suporte para auxiliar o paciente a viver tão ativamente quanto possível até a morte e amparando a família durante todo o processo da doença.
Para que haja condições de oferecer este cuidado integral ao enfermo e a sua família, torna-se muito importante a intervenção do capelão e de sua equipe de capelania, também chamados de assistentes espirituais.
Em 2005, o Comitê das Organizações de acreditação dos Cuidados em Saúde (JCAHO), notando que os valores espirituais dos pacientes afetavam a maneira como respondiam ao tratamento, incluiu uma norma de acreditação requerendo das instituições de saúde que tratassem das necessidades espirituais dos doentes.
Quando se fala sobre religião e espiritualidade, pode-se pensar na religião como associada a comunidades religiosas organizadas, artefatos e escrituras, com regras e mandamentos, oficiais treinados, cerimônias e dogmas. A espiritualidade tende a ser experimentada como algo mais caloroso e espontâneo, e está associada a amor, inspiração, integralidade, profundidade e ministério, sendo mais caráter pessoal.
Crenças religiosas estão relacionadas com melhores saúde e qualidade de vida. Estudos cientificios (1,2) têm identificado uma relação contrária entre depressão e religiosidade. Esses estudos afirmam também que ter uma religião e/ou pertencer a um grupo religioso melhora o suporte social e a saúde física, diminuindo os gastos com a enfermidade. Para o cuidado integral de paciente e sua família, tanto uma coisa como a outra são necessárias: o atendimento espiritual, individual e diário, trará ao enfermo e a seus queridos ouvidos atentos condições para reflexões profundas sobre questões existenciais; confrontos e desafios quanto a propósito de vida, perdão, acerto de contas, vida eterna, qualidade e utilidade de vida.
Apoiado na fé em Deus e no suporte da comunidade religiosa, o paciente experimentará maior bem-estar, senso de pertencer, ser amado, ter dignidade e paz, além da certeza de que será acompanhado até o fim de seus dias. O fato de saber que sua família continuará recebendo suporte, conforto no luto e amparos social, emocional e espiritual ajudará ao enfermo a ter paz.
Oferecer o atendimento espiritual como parte do serviço de saúde é permitir ao beneficiado expressar seus sentimentos e emoções conversando abertamente sobre a morte e o morrer e ajudando-o a participar de todas as decisões referentes a seu tratamento e aos desejos finais.
O Cuidado Paliativo reconhece que as "curas espiritual e emocional" podem ocorrer mesmo quando a física e/ou a recuperação se tornam impossíveis. Muitas pessoas gravemente enfermas ou em fase terminal falam sobre terem descoberto uma riqueza e o preenchimento do vazio de sua vida, que elas nunca haviam encontrado antes.
A equipe de saúde também será muito beneficiada ao receber o suporte do capelão em situações de estresse pessoal ou na tomada de decisões em questões de bioética, envolvendo dilemas de fim de vida de seus pacientes.
Referências
1. KOENIG, H.; LEWIS, G. The healing connection. Nashville: Word Publishing, 2000.
2. KOENG, H.G., M.D. The healing power of Faith. New York: Touchstone, 2001.
Por: Eleny Vassão de Paula Aitken
Manual de cuiddos paliativos / academia Nacional de Cuidados Paliativos - 2009
A morte alcança todo ser vivente, mas nunca estamos preparados para aceita-la. Criados para a vida, alimentamos a esperança de perpetuá-la. Por essa razão é tão difícil lidar com pacientes em processo de morte. Mesmo sendo quase uma rotina no hospital, nunca nos acostumamos com ela.
O sofrimento e a proximidade da morte fazem-nos reavaliar a vida, enfocando nossas mentes em seus valores essenciais: Valeu a pena? Qual foi o meu saldo? Estou deixando saudades? O que realizei deu sentido à minha vida e à de outros? Para onde irei depois da morte? Que legado estou deixando?
Quando Deus é conhecido pessoalmente, fazendo-nos sentir Seu amor, misericórdia e graça, sendo parte de cada detalhe de nossos dias, a vida não acaba com a morte; a esperança vai além: dignidade, qualidade de vida, utilidade, paz e alegria permanecem até mesmo à sombra da morte.
Com a introdução do conceito de Cuidados Paliativos, princípios claros publicados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1990 e reafirmados em 2002 vieram reger as suas atividades. O cuidado espiritual atende a cada um deles, ajudando a promover o alívio da dor e de outros sintomas estressantes; reafirmando a vida e vendo a morte como processo natural; integrando aspectos psicossociais e espirituais ao cuidado; oferecendo um sistema de suporte para auxiliar o paciente a viver tão ativamente quanto possível até a morte e amparando a família durante todo o processo da doença.
Para que haja condições de oferecer este cuidado integral ao enfermo e a sua família, torna-se muito importante a intervenção do capelão e de sua equipe de capelania, também chamados de assistentes espirituais.
Em 2005, o Comitê das Organizações de acreditação dos Cuidados em Saúde (JCAHO), notando que os valores espirituais dos pacientes afetavam a maneira como respondiam ao tratamento, incluiu uma norma de acreditação requerendo das instituições de saúde que tratassem das necessidades espirituais dos doentes.
Quando se fala sobre religião e espiritualidade, pode-se pensar na religião como associada a comunidades religiosas organizadas, artefatos e escrituras, com regras e mandamentos, oficiais treinados, cerimônias e dogmas. A espiritualidade tende a ser experimentada como algo mais caloroso e espontâneo, e está associada a amor, inspiração, integralidade, profundidade e ministério, sendo mais caráter pessoal.
Crenças religiosas estão relacionadas com melhores saúde e qualidade de vida. Estudos cientificios (1,2) têm identificado uma relação contrária entre depressão e religiosidade. Esses estudos afirmam também que ter uma religião e/ou pertencer a um grupo religioso melhora o suporte social e a saúde física, diminuindo os gastos com a enfermidade. Para o cuidado integral de paciente e sua família, tanto uma coisa como a outra são necessárias: o atendimento espiritual, individual e diário, trará ao enfermo e a seus queridos ouvidos atentos condições para reflexões profundas sobre questões existenciais; confrontos e desafios quanto a propósito de vida, perdão, acerto de contas, vida eterna, qualidade e utilidade de vida.
Apoiado na fé em Deus e no suporte da comunidade religiosa, o paciente experimentará maior bem-estar, senso de pertencer, ser amado, ter dignidade e paz, além da certeza de que será acompanhado até o fim de seus dias. O fato de saber que sua família continuará recebendo suporte, conforto no luto e amparos social, emocional e espiritual ajudará ao enfermo a ter paz.
Oferecer o atendimento espiritual como parte do serviço de saúde é permitir ao beneficiado expressar seus sentimentos e emoções conversando abertamente sobre a morte e o morrer e ajudando-o a participar de todas as decisões referentes a seu tratamento e aos desejos finais.
O Cuidado Paliativo reconhece que as "curas espiritual e emocional" podem ocorrer mesmo quando a física e/ou a recuperação se tornam impossíveis. Muitas pessoas gravemente enfermas ou em fase terminal falam sobre terem descoberto uma riqueza e o preenchimento do vazio de sua vida, que elas nunca haviam encontrado antes.
A equipe de saúde também será muito beneficiada ao receber o suporte do capelão em situações de estresse pessoal ou na tomada de decisões em questões de bioética, envolvendo dilemas de fim de vida de seus pacientes.
Referências
1. KOENIG, H.; LEWIS, G. The healing connection. Nashville: Word Publishing, 2000.
2. KOENG, H.G., M.D. The healing power of Faith. New York: Touchstone, 2001.
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
REGULAMENTA A PRESTAÇÃO DE ASSISTÊNCIA ESPIRITUAL E RELIGIOSA HOSPITALAR NO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO. PROJETO DE LEI Nº 1252/2011
PROJETO DE LEI Nº 1252/2011
- EMENTA:
| REGULAMENTA A PRESTAÇÃO DE ASSISTÊNCIA ESPIRITUAL E RELIGIOSA HOSPITALAR NO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO. |
A CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO
D E C R E T A :
Capítulo I
Das características da prestação de Assistência Religiosa nos Hospitais Públicos e Privados.
Das características da prestação de Assistência Religiosa nos Hospitais Públicos e Privados.
Art 1º - A prestação de Assistência Religiosa nos Hospitais públicos e privados constitui-se no conjunto de ações voltadas às boas práticas de credos e cultos, em prol de pacientes, de familiares e de servidores, assegurada sua autonomia.
Art 2º - A prestação de Assistência Religiosa tem caráter voluntário, nos moldes da Lei Federal no 9.982, de 14 de julho de 2000, das Leis Estaduais 2.294, de 30 de junho de 1998 e 4.154, de 11 de setembro de 2003 e da Lei do Serviço Voluntário (Lei Federal no 9.608 de 18 de fevereiro de 1998).
Parágrafo único: O serviço voluntário religioso é atividade espontânea, não remunerada, prestada nos Hospitais públicos e privados por pessoa física, maior e capaz, não gerando vínculos empregatícios, nem obrigações de natureza trabalhista, previdenciária ou afim.
Capítulo II
Da denominação do Serviço de Assistência Religiosa nos Hospitais Públicos e Privados.
Da denominação do Serviço de Assistência Religiosa nos Hospitais Públicos e Privados.
Art 3º - O serviço de assistência religiosa dos Hospitais públicos e privados será denominado Comitê de Assistência Religiosa (CARE), ou Serviço de Assistência Religiosa (SARE) e será considerado ativado a partir da publicação desta Lei.
Capítulo III
Da vinculação e organização do Serviço de Assistência Religiosa.
Da vinculação e organização do Serviço de Assistência Religiosa.
Art 4º - O Serviço de Assistência Religiosa vincula-se à Superintendência (ou Administração Superior) do Hospital.
Art 5º - O Serviço de Assistência Religiosa compõe-se de:
I - Coordenadoria Administrativa
II - Equipe Voluntária de Assistentes Religiosos
III - Apoio Administrativo
SEÇÃO I
DA COORDENADORIA ADMINISTRATIVA DO Serviço de Assistência Religiosa.
DA COORDENADORIA ADMINISTRATIVA DO Serviço de Assistência Religiosa.
Art 6º - Os trabalhos do Serviço de Assistência Religiosa serão operacionalizados através de uma Coordenadoria Administrativa, com base em princípios aplicados à área da pastoral da saúde, em consonância com os postulados de espiritualidade, teologia, ciências da religião e bioética.
Art 7º - A Coordenadoria Administrativa do Serviço de Assistência Religiosa será composta de representante da Igreja Católica, representante de Igrejas Evangélicas, representante de outros credos e representante da Administração Superior do Hospital.
§ 1º - O número de representantes será de orientação da direção do hospital.
§ 2º - Os representantes de cada um dos credos serão indicados pelas respectivas instituições religiosas.
§ 3º - Caberá ao Superintendente ou Diretor Geral do hospital designar dentre os representantes indicados, os titulares e suplentes, bem como o representante da Administração Superior do Hospital.
§ 4º - Para integrar a Coordenadoria Administrativa do Serviço de Assistência Religiosa, o representante de cada credo deverá assinar o Termo de Adesão (Anexo II) e comprovar trabalho de Assistência Religiosa no Hospital, pelo período mínimo de 12 (doze) meses.
§ 5º - A Coordenadoria Administrativa do Serviço de Assistência Religiosa contará com um suplente para cada um dos credos que a compõe.
Art 8º - A Coordenadoria Administrativa do Serviço de Assistência Religiosa será coordenada por um representante religioso eleito pela maioria.
§ 1º - O mandato dos integrantes da Coordenadoria Administrativa do Serviço de Assistência Religiosa será de 24 (vinte e quatro) meses.
§ 2º - Nas ausências do Coordenador, a Coordenação será exercida pelo segundo representante do mesmo credo.
§ 3º - A designação do Coordenador do Serviço de Assistência Religiosa será formalizada por ato do Superintendente ou Diretor do hospital, publicado no Diário Oficial do Município (se for necessário, de acordo com o Regimento Interno do Hospital) .
SEÇÃO II
DA EQUIPE VOLUNTÁRIA DE ASSISTENTES RELIGIOSOS.
DA EQUIPE VOLUNTÁRIA DE ASSISTENTES RELIGIOSOS.
Art 9º - A Equipe Voluntária de Assistentes Religiosos será composta de pessoas cadastradas no Serviço de Assistência Religiosa, de acordo com Regimento Interno.
CAPÍTULO IV
Das competências/atribuições do Serviço de Assistência Religiosa.
SEÇÃO I
DA COORDENADORIA ADMINISTRATIVA DO Serviço de Assistência Religiosa.
Das competências/atribuições do Serviço de Assistência Religiosa.
SEÇÃO I
DA COORDENADORIA ADMINISTRATIVA DO Serviço de Assistência Religiosa.
Art 10 - Incumbe à Coordenadoria Administrativa do Serviço de Assistência Religiosa:
I - deliberar sobre as atividades de assistência religiosa, de forma a oferecer solidariedade, conforto humano e espiritual, respeitando a individualidade e as convicções religiosas de cada um, no âmbito dos Institutos/Departamentos, sem nenhum ônus para o Hospital;
II - estabelecer os critérios para cadastramento de Voluntários Religiosos;
III - elaborar Regimento Interno e rotinas operacionais necessárias ao funcionamento do Serviço de Assistência Religiosa;
IV - cumprir e fazer cumprir o Regulamento do Hospital e demais normas organizacionais, bem como a presente Lei.
V - promover cursos, seminários e palestras, no âmbito da assistência religiosa, gratuitamente, em locais previamente definidos e autorizados pelos respectivos Dirigentes;
VI - promover a interação do Serviço de Assistência Religiosa com as diferentes Unidades do Complexo Hospitalar;
VII - coibir a prática de ato contrário aos interesses do Hospital, proibindo a promoção pessoal dos integrantes do Serviço de Assistência Religiosa, bem como negociações utilizando-se do nome e instalações do Hospital.
Art 11 - Caberá ao Coordenador do Serviço de Assistência Religiosa operacionalizar todas as decisões e resoluções da Coordenadoria, bem como zelar pelo fiel cumprimento desta Lei e demais disposições legais e institucionais.
SEÇÃO II
DA EQUIPE VOLUNTÁRIA DE ASSISTENTES RELIGIOSOS.
DA EQUIPE VOLUNTÁRIA DE ASSISTENTES RELIGIOSOS.
Art 12 - À Equipe Voluntária de Assistentes Religiosos incumbe:
I - cumprir as deliberações do Serviço de Assistência Religiosa;
II - oferecer solidariedade, conforto humano e espiritual, respeitando a individualidade e as crenças religiosas de cada um;
III - servir de apoio aos familiares de pacientes em situações críticas e de sofrimento;
IV - desenvolver ações de ajuda espiritual, fazendo com que os profissionais da saúde, independentemente de seu credo religioso, reconheçam os valores espirituais do paciente;
V - promover e participar de celebrações religiosas para os pacientes, familiares e servidores deste Hospital, desde que solicitado;
VI - assessorar os profissionais da equipe multidisciplinar na solução de casos em que de algum modo estejam implicadas questões religiosas, espirituais e sociais.
SEÇÃO III
DO APOIO ADMINISTRATIVO.
DO APOIO ADMINISTRATIVO.
Art 13 - A Coordenadoria Administrativa do Serviço de Assistência Religiosa poderá contar com suporte administrativo prestado por equipe de voluntários, nos termos do Regimento Interno do Hospital.
CAPÍTULO V
Do cadastramento dos voluntários religiosos.
Do cadastramento dos voluntários religiosos.
Art 14 - O interessado em integrar o serviço voluntário religioso deverá formular requerimento endereçado a Coordenadoria Administrativa do Serviço de Assistência Religiosa (Anexo I).
Parágrafo único - Preenchidos os requisitos estabelecidos em Regimento Interno, o Coordenador encaminhará o requerimento à Administração Superior do Hospital que:
I determinará a autuação do requerimento;
II Solicitará a Divisão de Recursos Humanos informações sobre existência de registros cadastrais e de eventuais ocorrências;
III analisará e deliberará sobre a formalização ou não do Termo de Adesão;
IV se deferido, determinará que a Divisão de Recursos Humanos proceda a formalização de Termo de Adesão, disciplinada pela Lei Federal nº. 9.608/98 e a Lei Estadual nº 2.294/98 e 4.154/2003.
Art 15 - Após a formalização do Termo de Adesão, a Divisão de Recursos Humanos encaminhará à Coordenadoria Administrativa do Serviço de Assistência Religiosa, o processo para ciência e anotações.
Art 16 - O Voluntário Religioso receberá crachá de identificação, nos termos do Regimento Interno.
CAPÍTULO VI
Do funcionamento do Serviço de Assistência Religiosa.
Do funcionamento do Serviço de Assistência Religiosa.
Art 17 - A Coordenadoria Administrativa do Serviço de Assistência Religiosa estará sediada em local determinado pela Superintendência/Direção do Hospital.
Art 18 - Aos dirigentes dos diversos serviços de assistência incumbe disponibilizar atenção e auxílio voltados ao desenvolvimento das atividades do Serviço de Assistência Religiosa, apoiando e orientando, quando necessário, tais atividades.
Art 19 - A Coordenadoria Administrativa do Serviço de Assistência Religiosa se reunirá mensalmente, para discussão de assuntos regulamentares, administrativos internos e externos, bem como disciplinares e, extraordinariamente, sempre que necessário.
§ 1º - As decisões tomadas em reuniões ordinárias e extraordinárias serão por maioria de seus membros.
§ 2º - Na eventual ocorrência de empate, decorrente de ausência dos membros ou de seus suplentes, o voto de qualidade será do representante da Administração.
§ 3º - Os assuntos tratados nas reuniões serão lavrados em ata, que será encaminhada ao Superintendente/Diretor Geral.
Art 20 - Os integrantes da Equipe Voluntária de Assistentes Religiosos do Serviço de Assistência Religiosa serão encaminhados pela Coordenadoria Administrativa, aos serviços do Complexo Hospitalar, obedecida a demanda religiosa.
Art 21 - A Assistência Religiosa será prestada diariamente e em tempo integral, em todo o Complexo Hospitalar, segundo a disponibilidade do voluntário e com as observações da Superintendência/Direção Geral.
§ 1º - As celebrações religiosas obedecerão a horários pré-estabelecidos em rotina operacional, definidas pela Coordenadoria Administrativa do Serviço de Assistência Religiosa.
§ 2º - As celebrações religiosas serão realizadas em locais apropriados, definidos pelos Dirigentes dos Institutos/Departamentos dos hospitais.
§ 3º - Ficarão suspensos os serviços de assistência religiosa durante os procedimentos fundamentais realizados na unidade hospitalar, devendo ser aguardada a respectiva liberação.
§ 4º - Salvo autorização especial do responsável de cada unidade hospitalar, durante a assistência religiosa, não será permitido o uso de instrumentos musicais, tampouco de rituais incompatíveis com o ambiente.
Art 22 - Desde que chamado, o visitante religioso, não integrante da Equipe Voluntária de Assistentes Religiosos, deverá obrigatoriamente apresentar sua identificação religiosa nas Portarias dos Institutos/Departamentos do Hospital.
Parágrafo único - Em situações urgentes, a assistência religiosa poderá ser prestada fora dos horários normais de visita, desde que respeitadas as limitações locais e clínicas do paciente.
Art 23 - O acesso dos representantes religiosos nos setores de terapia intensiva e correlatos ficará condicionado às determinações dos respectivos dirigentes.
CAPÍTULO VII
Do acesso às informações confidenciais e sua divulgação.
Do acesso às informações confidenciais e sua divulgação.
Art 24 - O acesso à informação, quer sobre o paciente, quer sobre a Instituição Hospitalar, não garante ao Voluntário Religioso direito sobre a mesma, nem confere autoridade para liberar acesso a outras pessoas.
Art 25 - É de responsabilidade do Voluntário Religioso cuidar da integridade, confidencialidade e disponibilidade dos dados e informações, devendo comunicar por escrito à Coordenadoria Administrativa do Serviço de Assistência Religiosa quaisquer irregularidades, desvios ou falhas identificadas.
Art 26 - A revelação de segredo do qual o Voluntário Religioso se apropriar em razão de sua atividade no Hospital constitui motivo para rescisão do Termo de Adesão, além das cominações legais da espécie.
CAPÍTULO VIII
Das disposições gerais.
Das disposições gerais.
Art 27 - É vedado tentar modificar o credo religioso ou retirar, transferir ou substituir objetos religiosos dos pacientes.
Parágrafo único - Somente a Enfermeira ou acompanhante autorizado, se necessário, com ciência do enfermo e em função da exigência do tratamento, poderá recolher e guardar os objetos religiosos, para posterior devolução ao paciente/familiares.
Art 28 - A utilização do nome, logomarcas e símbolos dos órgãos governamentais, do Hospital ou de seus Institutos/Departamentos em material de divulgação externa, é vedada aos integrantes do Serviço de Assistência Religiosa, exceto nos casos previamente autorizados pelo Superintendente.
Art 29 - É vedada a emissão de opinião vinculada ao credo religioso, valendo-se da condição de voluntário do Serviço de Assistência Religiosa.
Arti 30 - O Voluntário Religioso que incorrer em faltas disciplinares estará sujeito às normas do Hospital, nos termos do Regimento Interno, no que couber, sem prejuízo das demais cominações legais.
CAPÍTULO IX
Das disposições transitórias.
Das disposições transitórias.
Art 31 – A primeira Coordenadoria Administrativa do Serviço de Assistência Religiosa será indicada mediante eleição dentre os componentes da atual Assistência Religiosa, obedecida a representatividade de credos estipulada no artigo 7º da presente Lei.
§ 1º - Caberá ao Superintendente designar os membros titulares e suplentes, bem como o representante da Administração Superior do Hospital.
§ 2º - Não será permitida a presença no Serviço de Assistência Religiosa, quer na Coordenadoria ou na Equipe Voluntária, de religiosos sem a celebração de Termo de Adesão.
Art 32 - Esta Lei entra em vigor 30 (trinta) dias após sua publicação.
HISTÓRIA E EVOLUÇÃO DOS HOSPITAIS - capitulo 1
Capítulo 1 - BREVE NOTÍCIA HISTÓRICA SÔBRE OS HOSPITAIS EM GERAL
MINISTÉRIO DA SAÚDE; DEPARTAMENTO NACIONAL DE SAÚDE ;DIVISÃO DE ORGANIZAÇÃO HOSPITALAR
Rio de Janeiro, 1944. Reedição de 1965.
A palavra hospital é de raiz latina (Hospitalis) e de origem relativamente
recente. Vem de hospes – hóspedes, porque antigamente nessas casas de
assistência eram recebidos peregrinos, pobres e enfermos. O têrmo hospital tem
hoje a mesma acepção de nosocomium, de fonte grega, cuja significação é – tratar
os doentes – como nosodochium quer dizer – receber os doentes. Outros vocábulos
constituíram-se para corresponder aos vários aspectos da obra de assistência:
ptochodochium, ptochotrophium, asilo para os pobres; poedotrophium, asilo para
as crianças; orphanotrophium, orfanato; gynetrophium, hospital para mulheres;
zenodochium, xenotrophium, refúgio para viajantes e estrangeiros; gerontokomium,
asilo para velhos; arginaria, para os incuráveis.
Hospitium era chamado o lugar em que se recebiam hóspedes. Dêste
vocábulo derivou-se o têrmo hospício. A palavra hospício foi consagrada
especialmente para indicar os estabelecimentos ocupados permanentemente por
enfermos pobres, incuráveis e insanos. Sob o nome de hospital ficaram designadas
as casas reservadas para tratamento temporário dos enfermos. Hotel é o têrmo
empregado com a acepção bem conhecida e universal.
No concílio de Orleans, ocorrido em 549, o Hôtel Dieu de Lyon, criado em
542, por Childebert, foi designado sob o nome de xenodochium. Era destinado a
receber pobres, órfãos e peregrinos. Vários “hospitais” para escolares e peregrinos
foram criados em Paris – o hospital dos escolares de São Nicolau do Louvre, em
1187; o hospital do Santo Sepulcro, em 1326, para receber peregrinos de
Jerusalém; o hospital de Santa Catarina, para abrigar apenas por três dias os
desocupados. O têrmo hospital era, pois, impreciso, nesta época, em relação ao
conceito atual.
O hospital tem sua origem em época muito anterior à era cristã, não
obstante a opinião de autores que se têm esforçado para demonstrar o contrário.
Não há dúvida, porém, que o cristianismo impulsionou e desvendou novos
horizontes aos serviços de assistência, sob as mais variadas formas.
ROUBAUD procurou estabelecer provas em favor da origem cristã dos
hospitais. O Larousse do Século XX, erradamente, assinala o primeiro hospital
como tendo sua origem no fim do século IV com o hospital de São Basílio fundado
em 368. Os templos de Saturno considerados como primórdios da escola médica
existiram muitos séculos antes de Cristo. Segundo MAC EACHERN, tais templos
caracterizaram os hospitais egípcios.
O Larousse do século XX cita e apresenta a estampa de um templo de
Saturno, situado no Forum romano. Sua origem dataria dos tempos de Tullus
Hostilius ou de Lucius Tarquinius. Tudo isso é muito confuso pois Hostilius
morreu no ano 630 A.C. e Tarquínio – o Soberbo – em 44 A.C. O templo citado
não teve, entretanto, finalidade hospitalar.
NA BABILÔNIA, a prática da medicina começou no mercado. Pode-se dizer
que o mercado foi o hospital daquela época. Segundo HERÓDOTO, o grande
historiador de Halicarnassus (Livro I-197):
“Os doentes eram conduzidos ao mercado, porque não existiam médicos. Os que passavam
pelo doente interpelavam-no com o intuito de verificar se êles próprios tinham sofrido o mesmo mal ou
sabiam de outros que tivessem tido. Podiam assim propor o tratamento que lhes fôra eficaz ou eficaz na
cura de pessoas de suas relações. E não era permitido passar pelo doente em silêncio. Todos deviam
indagar a causa da sua moléstia.”
Não é verídica a primeira asserção de HERÓDOTO negando a existência de
médicos naqueles tempos primitivos, nem é exata a afirmativa que gozavam os
sacerdotes das duas grandes ordens dos salmistas e mágicos e dos profetas ou
adivinhadores. Mas no último período da história assírio-babilonesca começaram a
tomar corpo os estudos médicos. Versaram principalmente sôbre preparados
vegetais e minerais sôbre antídotos contra venenos de serpente e escorpiões e sôbre
tratamentos diversos em que o “encantamento” era tido em grande conta. A
profissão médica foi, destarte, estabelecida naquela região do globo. Segundo
GARRISSON (Código Hammurabi – 2.250 A.C.), a remuneração dos médicos estaria
mesmo cuidadosamente regulamentada por lei, em certa época daquela civilização.
A abertura de um abcesso no ôlho com lanceta de bronze, por exemplo, custava 10
“shekels” de prata para os ricos, 2 a 5 para os pobres. Se o paciente falecia ou
perdia o órgão visual era o operador severamente castigado: tinha sua mão cortada,
no caso do cliente rico e, no caso de um escravo, era obrigado a dar-lhe substituto
quando morria ou metade do valor da operação, ocorrendo a inutilização do ôlho.
Os médicos assírio-babilonescos exerceram sua atividade até no Egito, onde
eram chamados para consulta. Existiam especialistas e a remuneração era farta.
Conhecem-se os nomes de alguns entre os que exerceram a profissão no primeiro
milenário antes de Jesus Cristo.
Arad Nanâ, médico de Asarhaddon (681-669 A.C.), deixou escrita a história
do tratamento ocular de um pequeno princípe:
“Arad Nanâ ao rei meu senhor. Arad Nanâ é teu servidor; mil e mil votos pelo rei meu senhor.
Possam o deus Ninourta e a deusa Goula trazer felicidade e saúde ao rei meu senhor. Mil votos para a
criança cuja ôlho está doente. Eu coloquei um penso sôbre o seu rosto. Ontem, à tarde, retirei o penso e
também a compressa que estava em baixo. Havia sangue ou pus no penso apenas do tamanho da
extremidade do dedo mínimo. Qualquer que seja o deus, entre os teus, responsável pela melhora, sua
ordem foi bem executada. Mil votos. Que o coração do rei meu senhor esteja apaziguado. Em 7 ou 8
dias o doente ficará bom”.
Textos médicos ou para médicos dos tempos assírio-babilonescos, os mais
remotos da história da medicina, oferecem documentos sôbre a atividade médica na
Mesopotânia, desde três mil anos antes da era cristã. Consistem de peças de argila
sôbre os quais foram traçados, com estilete, sinais cuneiformes da escritura assíria.
A maior parte, conservada no Museu Britânico, é oriunda da bliblioteca do
palácio de NINIVE e foi reunida pelo rei ASSUBANIPAL (668-625 A.C.).
Missões americanas e alemãs encontraram grande número dêsses preciosos
documentos.
Mais de um milhar dessas peças completas ou fragmentadas descrevem
casos clínicos e terapêuticos ou estabelecem prognósticos. Encontram-se
prescrições, formulários e até tratados, compostos de várias peças. Algumas datam
de dois mil anos antes da nossa era. Receitas simples ou mais complexas indicam
sobretudo a puridicação por meios físicos e o encantamento.
* * *
O sacrifício de animais (cabrito) estava em voga já nessa época.
Não pretende êste trabalho traçar a história da medicina e sim esboçar,
muito sumàriamente, as origens dos hospital. As referências históricas que não se
enquadrem perfeitamente neste programa visam apenas entrosar aspectos
interessantes dos estudos e do exercício profissional com a história particular das
organizações nosocomiais.
* * *
A história da medicina tem suas origens em época bem mais remota que a
dos hospitais. O homem preocupado, a princípio, apenas com o bem estar de sua
família, foi obrigado, com o correr dos tempos e para sua própria defesa, a se
interessar pela saúde dos seus semelhantes, quando o aumento da população e a
intensificação do trafégo demonstraram a necessidade de proteção coletiva.
Arad Nanâ, médico de Asarhaddon (681-669 A.C.), deixou escrita a história
do tratamento ocular de um pequeno princípe:
“Arad Nanâ ao rei meu senhor. Arad Nanâ é teu servidor; mil e mil votos pelo rei meu senhor.
Possam o deus Ninourta e a deusa Goula trazer felicidade e saúde ao rei meu senhor. Mil votos para a
criança cuja ôlho está doente. Eu coloquei um penso sôbre o seu rosto. Ontem, à tarde, retirei o penso e
também a compressa que estava em baixo. Havia sangue ou pus no penso apenas do tamanho da
extremidade do dedo mínimo. Qualquer que seja o deus, entre os teus, responsável pela melhora, sua
ordem foi bem executada. Mil votos. Que o coração do rei meu senhor esteja apaziguado. Em 7 ou 8
dias o doente ficará bom”.
Textos médicos ou para médicos dos tempos assírio-babilonescos, os mais
remotos da história da medicina, oferecem documentos sôbre a atividade médica na
Mesopotânia, desde três mil anos antes da era cristã. Consistem de peças de argila
sôbre os quais foram traçados, com estilete, sinais cuneiformes da escritura assíria.
A maior parte, conservada no Museu Britânico, é oriunda da bliblioteca do
palácio de NINIVE e foi reunida pelo rei ASSUBANIPAL (668-625 A.C.).
Missões americanas e alemãs encontraram grande número dêsses preciosos
documentos.
Mais de um milhar dessas peças completas ou fragmentadas descrevem
casos clínicos e terapêuticos ou estabelecem prognósticos. Encontram-se
prescrições, formulários e até tratados, compostos de várias peças. Algumas datam
de dois mil anos antes da nossa era. Receitas simples ou mais complexas indicam
sobretudo a puridicação por meios físicos e o encantamento.
* * *
O sacrifício de animais (cabrito) estava em voga já nessa época.
Não pretende êste trabalho traçar a história da medicina e sim esboçar,
muito sumàriamente, as origens dos hospital. As referências históricas que não se
enquadrem perfeitamente neste programa visam apenas entrosar aspectos
interessantes dos estudos e do exercício profissional com a história particular das
organizações nosocomiais.
* * *
A história da medicina tem suas origens em época bem mais remota que a
dos hospitais. O homem preocupado, a princípio, apenas com o bem estar de sua
família, foi obrigado, com o correr dos tempos e para sua própria defesa, a se
interessar pela saúde dos seus semelhantes, quando o aumento da população e a
intensificação do trafégo demonstraram a necessidade de proteção coletiva.
Arad Nanâ, médico de Asarhaddon (681-669 A.C.), deixou escrita a história
do tratamento ocular de um pequeno princípe:
“Arad Nanâ ao rei meu senhor. Arad Nanâ é teu servidor; mil e mil votos pelo rei meu senhor.
Possam o deus Ninourta e a deusa Goula trazer felicidade e saúde ao rei meu senhor. Mil votos para a
criança cuja ôlho está doente. Eu coloquei um penso sôbre o seu rosto. Ontem, à tarde, retirei o penso e
também a compressa que estava em baixo. Havia sangue ou pus no penso apenas do tamanho da
extremidade do dedo mínimo. Qualquer que seja o deus, entre os teus, responsável pela melhora, sua
ordem foi bem executada. Mil votos. Que o coração do rei meu senhor esteja apaziguado. Em 7 ou 8
dias o doente ficará bom”.
Textos médicos ou para médicos dos tempos assírio-babilonescos, os mais
remotos da história da medicina, oferecem documentos sôbre a atividade médica na
Mesopotânia, desde três mil anos antes da era cristã. Consistem de peças de argila
sôbre os quais foram traçados, com estilete, sinais cuneiformes da escritura assíria.
A maior parte, conservada no Museu Britânico, é oriunda da bliblioteca do
palácio de NINIVE e foi reunida pelo rei ASSUBANIPAL (668-625 A.C.).
Missões americanas e alemãs encontraram grande número dêsses preciosos
documentos.
Mais de um milhar dessas peças completas ou fragmentadas descrevem
casos clínicos e terapêuticos ou estabelecem prognósticos. Encontram-se
prescrições, formulários e até tratados, compostos de várias peças. Algumas datam
de dois mil anos antes da nossa era. Receitas simples ou mais complexas indicam
sobretudo a puridicação por meios físicos e o encantamento.
* * *
O sacrifício de animais (cabrito) estava em voga já nessa época.
Não pretende êste trabalho traçar a história da medicina e sim esboçar,
muito sumàriamente, as origens dos hospital. As referências históricas que não se
enquadrem perfeitamente neste programa visam apenas entrosar aspectos
interessantes dos estudos e do exercício profissional com a história particular das
organizações nosocomiais.
* * *
A história da medicina tem suas origens em época bem mais remota que a
dos hospitais. O homem preocupado, a princípio, apenas com o bem estar de sua
família, foi obrigado, com o correr dos tempos e para sua própria defesa, a se
interessar pela saúde dos seus semelhantes, quando o aumento da população e a
intensificação do trafégo demonstraram a necessidade de proteção coletiva.
Não conheciam os indús a ligadura dos vasos, mas eram exímios em
numerosos processos operatórios, como os de amputação, excisão de tumores,
remoção de hérnias, extração de catarata, cirurgia plástica etc. Dispunha de mais de
uma centena de instrumentos cirúrgicos.
Considerável foi a influência do budismo na propagação das instituições
hospitalares.
O príncipe Gautama, seu fundador, construiu hospitais e nomeou um
médico para cada dez cidades. Seu filho Upatise seguiu-lhe as pègadas. É o que
consta da literatura indú, segundo MAC EACHERN.
VITOR ROBINSON refere-se aos bens equiparados hospitais da Índia budista.
Relata êste autor que na Pali, narrativa conhecida como Maharansa, a grande
crônica de mil anos da história de Ceilão, é relatado o seguinte episódio: Dutha
Gamoni, sentindo que os seus dias na terra estavam por findar (161 A.C.), pediu
que fôssem lidos, perante êle, os documentos dos fatos de seu reinado. As últimas
palavras que o rei ouviu foram as seguintes:
"Eu tenho mantido em diferentes lugares hospitais
providos de dieta conveniente e de medicamentos, para os enfermos,
preparados por médicos".
Em um trabalho do professor LUIZ DE REZENDE PUECH (A hospitalização
através dos tempos) encontra-se uma referência aos hospitais anexos aos mosteiros
budistas no ano 543 A.C.
O mesmo A. cita 18 hospitais, em Ceilão, mantidos pelo rei Gamari em 61
A.C.
No opúsculo de REZENDE PUECH é mencionada a construção de vários
hospitais pelo rei Budhadara em 341 A.C., assim como a visita de Khorsóes à
Índia, em 500 A.C. Estudando a medicina budista, trouxe Khorsóes plantas
medicinais e drogas, fundando uma escola médica e hospitais.
Segundo GARRISON, o Ceilão possuiu hospitais nos anos de 437 e 137 antes
de Cristo. O mesmo autor relata a existência de uma inscrição, em uma rocha na
Índia, assinalando a criação de hospitais pelo rei Asoka, cêrca de 226 anos antes de
Cristo. Realmente a história nos conta que Asoka, integrado no budismo, como
membro da Ordem, mandou gravar inscrições realçando os ensinamentos de
SIDDHATTHA GAUTAMA. Trinta e cinco dessas inscrições persistem até hoje (H. G.
WELLS).
Para WELLS, Asoka foi o maior dos reis:
"Amidst the ten of thousands of monarchrs that crowd the columns of history their magesties
and graciousnesses and erenities and royal highenesses and the like, the name of Asoka shines almost
alone, a star".
continua:
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cd04_08.pdf
MINISTÉRIO DA SAÚDE; DEPARTAMENTO NACIONAL DE SAÚDE ;DIVISÃO DE ORGANIZAÇÃO HOSPITALAR
Rio de Janeiro, 1944. Reedição de 1965.
A palavra hospital é de raiz latina (Hospitalis) e de origem relativamente
recente. Vem de hospes – hóspedes, porque antigamente nessas casas de
assistência eram recebidos peregrinos, pobres e enfermos. O têrmo hospital tem
hoje a mesma acepção de nosocomium, de fonte grega, cuja significação é – tratar
os doentes – como nosodochium quer dizer – receber os doentes. Outros vocábulos
constituíram-se para corresponder aos vários aspectos da obra de assistência:
ptochodochium, ptochotrophium, asilo para os pobres; poedotrophium, asilo para
as crianças; orphanotrophium, orfanato; gynetrophium, hospital para mulheres;
zenodochium, xenotrophium, refúgio para viajantes e estrangeiros; gerontokomium,
asilo para velhos; arginaria, para os incuráveis.
Hospitium era chamado o lugar em que se recebiam hóspedes. Dêste
vocábulo derivou-se o têrmo hospício. A palavra hospício foi consagrada
especialmente para indicar os estabelecimentos ocupados permanentemente por
enfermos pobres, incuráveis e insanos. Sob o nome de hospital ficaram designadas
as casas reservadas para tratamento temporário dos enfermos. Hotel é o têrmo
empregado com a acepção bem conhecida e universal.
No concílio de Orleans, ocorrido em 549, o Hôtel Dieu de Lyon, criado em
542, por Childebert, foi designado sob o nome de xenodochium. Era destinado a
receber pobres, órfãos e peregrinos. Vários “hospitais” para escolares e peregrinos
foram criados em Paris – o hospital dos escolares de São Nicolau do Louvre, em
1187; o hospital do Santo Sepulcro, em 1326, para receber peregrinos de
Jerusalém; o hospital de Santa Catarina, para abrigar apenas por três dias os
desocupados. O têrmo hospital era, pois, impreciso, nesta época, em relação ao
conceito atual.
O hospital tem sua origem em época muito anterior à era cristã, não
obstante a opinião de autores que se têm esforçado para demonstrar o contrário.
Não há dúvida, porém, que o cristianismo impulsionou e desvendou novos
horizontes aos serviços de assistência, sob as mais variadas formas.
ROUBAUD procurou estabelecer provas em favor da origem cristã dos
hospitais. O Larousse do Século XX, erradamente, assinala o primeiro hospital
como tendo sua origem no fim do século IV com o hospital de São Basílio fundado
em 368. Os templos de Saturno considerados como primórdios da escola médica
existiram muitos séculos antes de Cristo. Segundo MAC EACHERN, tais templos
caracterizaram os hospitais egípcios.
O Larousse do século XX cita e apresenta a estampa de um templo de
Saturno, situado no Forum romano. Sua origem dataria dos tempos de Tullus
Hostilius ou de Lucius Tarquinius. Tudo isso é muito confuso pois Hostilius
morreu no ano 630 A.C. e Tarquínio – o Soberbo – em 44 A.C. O templo citado
não teve, entretanto, finalidade hospitalar.
NA BABILÔNIA, a prática da medicina começou no mercado. Pode-se dizer
que o mercado foi o hospital daquela época. Segundo HERÓDOTO, o grande
historiador de Halicarnassus (Livro I-197):
“Os doentes eram conduzidos ao mercado, porque não existiam médicos. Os que passavam
pelo doente interpelavam-no com o intuito de verificar se êles próprios tinham sofrido o mesmo mal ou
sabiam de outros que tivessem tido. Podiam assim propor o tratamento que lhes fôra eficaz ou eficaz na
cura de pessoas de suas relações. E não era permitido passar pelo doente em silêncio. Todos deviam
indagar a causa da sua moléstia.”
Não é verídica a primeira asserção de HERÓDOTO negando a existência de
médicos naqueles tempos primitivos, nem é exata a afirmativa que gozavam os
sacerdotes das duas grandes ordens dos salmistas e mágicos e dos profetas ou
adivinhadores. Mas no último período da história assírio-babilonesca começaram a
tomar corpo os estudos médicos. Versaram principalmente sôbre preparados
vegetais e minerais sôbre antídotos contra venenos de serpente e escorpiões e sôbre
tratamentos diversos em que o “encantamento” era tido em grande conta. A
profissão médica foi, destarte, estabelecida naquela região do globo. Segundo
GARRISSON (Código Hammurabi – 2.250 A.C.), a remuneração dos médicos estaria
mesmo cuidadosamente regulamentada por lei, em certa época daquela civilização.
A abertura de um abcesso no ôlho com lanceta de bronze, por exemplo, custava 10
“shekels” de prata para os ricos, 2 a 5 para os pobres. Se o paciente falecia ou
perdia o órgão visual era o operador severamente castigado: tinha sua mão cortada,
no caso do cliente rico e, no caso de um escravo, era obrigado a dar-lhe substituto
quando morria ou metade do valor da operação, ocorrendo a inutilização do ôlho.
Os médicos assírio-babilonescos exerceram sua atividade até no Egito, onde
eram chamados para consulta. Existiam especialistas e a remuneração era farta.
Conhecem-se os nomes de alguns entre os que exerceram a profissão no primeiro
milenário antes de Jesus Cristo.
Arad Nanâ, médico de Asarhaddon (681-669 A.C.), deixou escrita a história
do tratamento ocular de um pequeno princípe:
“Arad Nanâ ao rei meu senhor. Arad Nanâ é teu servidor; mil e mil votos pelo rei meu senhor.
Possam o deus Ninourta e a deusa Goula trazer felicidade e saúde ao rei meu senhor. Mil votos para a
criança cuja ôlho está doente. Eu coloquei um penso sôbre o seu rosto. Ontem, à tarde, retirei o penso e
também a compressa que estava em baixo. Havia sangue ou pus no penso apenas do tamanho da
extremidade do dedo mínimo. Qualquer que seja o deus, entre os teus, responsável pela melhora, sua
ordem foi bem executada. Mil votos. Que o coração do rei meu senhor esteja apaziguado. Em 7 ou 8
dias o doente ficará bom”.
Textos médicos ou para médicos dos tempos assírio-babilonescos, os mais
remotos da história da medicina, oferecem documentos sôbre a atividade médica na
Mesopotânia, desde três mil anos antes da era cristã. Consistem de peças de argila
sôbre os quais foram traçados, com estilete, sinais cuneiformes da escritura assíria.
A maior parte, conservada no Museu Britânico, é oriunda da bliblioteca do
palácio de NINIVE e foi reunida pelo rei ASSUBANIPAL (668-625 A.C.).
Missões americanas e alemãs encontraram grande número dêsses preciosos
documentos.
Mais de um milhar dessas peças completas ou fragmentadas descrevem
casos clínicos e terapêuticos ou estabelecem prognósticos. Encontram-se
prescrições, formulários e até tratados, compostos de várias peças. Algumas datam
de dois mil anos antes da nossa era. Receitas simples ou mais complexas indicam
sobretudo a puridicação por meios físicos e o encantamento.
* * *
O sacrifício de animais (cabrito) estava em voga já nessa época.
Não pretende êste trabalho traçar a história da medicina e sim esboçar,
muito sumàriamente, as origens dos hospital. As referências históricas que não se
enquadrem perfeitamente neste programa visam apenas entrosar aspectos
interessantes dos estudos e do exercício profissional com a história particular das
organizações nosocomiais.
* * *
A história da medicina tem suas origens em época bem mais remota que a
dos hospitais. O homem preocupado, a princípio, apenas com o bem estar de sua
família, foi obrigado, com o correr dos tempos e para sua própria defesa, a se
interessar pela saúde dos seus semelhantes, quando o aumento da população e a
intensificação do trafégo demonstraram a necessidade de proteção coletiva.
Arad Nanâ, médico de Asarhaddon (681-669 A.C.), deixou escrita a história
do tratamento ocular de um pequeno princípe:
“Arad Nanâ ao rei meu senhor. Arad Nanâ é teu servidor; mil e mil votos pelo rei meu senhor.
Possam o deus Ninourta e a deusa Goula trazer felicidade e saúde ao rei meu senhor. Mil votos para a
criança cuja ôlho está doente. Eu coloquei um penso sôbre o seu rosto. Ontem, à tarde, retirei o penso e
também a compressa que estava em baixo. Havia sangue ou pus no penso apenas do tamanho da
extremidade do dedo mínimo. Qualquer que seja o deus, entre os teus, responsável pela melhora, sua
ordem foi bem executada. Mil votos. Que o coração do rei meu senhor esteja apaziguado. Em 7 ou 8
dias o doente ficará bom”.
Textos médicos ou para médicos dos tempos assírio-babilonescos, os mais
remotos da história da medicina, oferecem documentos sôbre a atividade médica na
Mesopotânia, desde três mil anos antes da era cristã. Consistem de peças de argila
sôbre os quais foram traçados, com estilete, sinais cuneiformes da escritura assíria.
A maior parte, conservada no Museu Britânico, é oriunda da bliblioteca do
palácio de NINIVE e foi reunida pelo rei ASSUBANIPAL (668-625 A.C.).
Missões americanas e alemãs encontraram grande número dêsses preciosos
documentos.
Mais de um milhar dessas peças completas ou fragmentadas descrevem
casos clínicos e terapêuticos ou estabelecem prognósticos. Encontram-se
prescrições, formulários e até tratados, compostos de várias peças. Algumas datam
de dois mil anos antes da nossa era. Receitas simples ou mais complexas indicam
sobretudo a puridicação por meios físicos e o encantamento.
* * *
O sacrifício de animais (cabrito) estava em voga já nessa época.
Não pretende êste trabalho traçar a história da medicina e sim esboçar,
muito sumàriamente, as origens dos hospital. As referências históricas que não se
enquadrem perfeitamente neste programa visam apenas entrosar aspectos
interessantes dos estudos e do exercício profissional com a história particular das
organizações nosocomiais.
* * *
A história da medicina tem suas origens em época bem mais remota que a
dos hospitais. O homem preocupado, a princípio, apenas com o bem estar de sua
família, foi obrigado, com o correr dos tempos e para sua própria defesa, a se
interessar pela saúde dos seus semelhantes, quando o aumento da população e a
intensificação do trafégo demonstraram a necessidade de proteção coletiva.
Arad Nanâ, médico de Asarhaddon (681-669 A.C.), deixou escrita a história
do tratamento ocular de um pequeno princípe:
“Arad Nanâ ao rei meu senhor. Arad Nanâ é teu servidor; mil e mil votos pelo rei meu senhor.
Possam o deus Ninourta e a deusa Goula trazer felicidade e saúde ao rei meu senhor. Mil votos para a
criança cuja ôlho está doente. Eu coloquei um penso sôbre o seu rosto. Ontem, à tarde, retirei o penso e
também a compressa que estava em baixo. Havia sangue ou pus no penso apenas do tamanho da
extremidade do dedo mínimo. Qualquer que seja o deus, entre os teus, responsável pela melhora, sua
ordem foi bem executada. Mil votos. Que o coração do rei meu senhor esteja apaziguado. Em 7 ou 8
dias o doente ficará bom”.
Textos médicos ou para médicos dos tempos assírio-babilonescos, os mais
remotos da história da medicina, oferecem documentos sôbre a atividade médica na
Mesopotânia, desde três mil anos antes da era cristã. Consistem de peças de argila
sôbre os quais foram traçados, com estilete, sinais cuneiformes da escritura assíria.
A maior parte, conservada no Museu Britânico, é oriunda da bliblioteca do
palácio de NINIVE e foi reunida pelo rei ASSUBANIPAL (668-625 A.C.).
Missões americanas e alemãs encontraram grande número dêsses preciosos
documentos.
Mais de um milhar dessas peças completas ou fragmentadas descrevem
casos clínicos e terapêuticos ou estabelecem prognósticos. Encontram-se
prescrições, formulários e até tratados, compostos de várias peças. Algumas datam
de dois mil anos antes da nossa era. Receitas simples ou mais complexas indicam
sobretudo a puridicação por meios físicos e o encantamento.
* * *
O sacrifício de animais (cabrito) estava em voga já nessa época.
Não pretende êste trabalho traçar a história da medicina e sim esboçar,
muito sumàriamente, as origens dos hospital. As referências históricas que não se
enquadrem perfeitamente neste programa visam apenas entrosar aspectos
interessantes dos estudos e do exercício profissional com a história particular das
organizações nosocomiais.
* * *
A história da medicina tem suas origens em época bem mais remota que a
dos hospitais. O homem preocupado, a princípio, apenas com o bem estar de sua
família, foi obrigado, com o correr dos tempos e para sua própria defesa, a se
interessar pela saúde dos seus semelhantes, quando o aumento da população e a
intensificação do trafégo demonstraram a necessidade de proteção coletiva.
Não conheciam os indús a ligadura dos vasos, mas eram exímios em
numerosos processos operatórios, como os de amputação, excisão de tumores,
remoção de hérnias, extração de catarata, cirurgia plástica etc. Dispunha de mais de
uma centena de instrumentos cirúrgicos.
Considerável foi a influência do budismo na propagação das instituições
hospitalares.
O príncipe Gautama, seu fundador, construiu hospitais e nomeou um
médico para cada dez cidades. Seu filho Upatise seguiu-lhe as pègadas. É o que
consta da literatura indú, segundo MAC EACHERN.
VITOR ROBINSON refere-se aos bens equiparados hospitais da Índia budista.
Relata êste autor que na Pali, narrativa conhecida como Maharansa, a grande
crônica de mil anos da história de Ceilão, é relatado o seguinte episódio: Dutha
Gamoni, sentindo que os seus dias na terra estavam por findar (161 A.C.), pediu
que fôssem lidos, perante êle, os documentos dos fatos de seu reinado. As últimas
palavras que o rei ouviu foram as seguintes:
"Eu tenho mantido em diferentes lugares hospitais
providos de dieta conveniente e de medicamentos, para os enfermos,
preparados por médicos".
Em um trabalho do professor LUIZ DE REZENDE PUECH (A hospitalização
através dos tempos) encontra-se uma referência aos hospitais anexos aos mosteiros
budistas no ano 543 A.C.
O mesmo A. cita 18 hospitais, em Ceilão, mantidos pelo rei Gamari em 61
A.C.
No opúsculo de REZENDE PUECH é mencionada a construção de vários
hospitais pelo rei Budhadara em 341 A.C., assim como a visita de Khorsóes à
Índia, em 500 A.C. Estudando a medicina budista, trouxe Khorsóes plantas
medicinais e drogas, fundando uma escola médica e hospitais.
Segundo GARRISON, o Ceilão possuiu hospitais nos anos de 437 e 137 antes
de Cristo. O mesmo autor relata a existência de uma inscrição, em uma rocha na
Índia, assinalando a criação de hospitais pelo rei Asoka, cêrca de 226 anos antes de
Cristo. Realmente a história nos conta que Asoka, integrado no budismo, como
membro da Ordem, mandou gravar inscrições realçando os ensinamentos de
SIDDHATTHA GAUTAMA. Trinta e cinco dessas inscrições persistem até hoje (H. G.
WELLS).
Para WELLS, Asoka foi o maior dos reis:
"Amidst the ten of thousands of monarchrs that crowd the columns of history their magesties
and graciousnesses and erenities and royal highenesses and the like, the name of Asoka shines almost
alone, a star".
continua:
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cd04_08.pdf
Em tratamento, noiva com câncer se casa dentro de hospital em Manaus
10/05/2013 14h15 - Atualizado em 10/05/2013 15h40
Em tratamento, noiva com câncer se casa dentro de hospital em Manaus
Celebração aconteceu na manhã desta sexta-feir.a (10/05/2013)
Jovem de 27 anos conta que já enfrenta a doença há um ano.
História marcada por força e superação. Foi assim, com relatos de esperança e fé, que a noiva Francilva Almeida Leite, de 27 anos, e o motorista Iraúna Macedo Guimarães, 38 anos, se casaram na manhã desta sexta-feira (10), dentro de um hospital em Manaus. O local escolhido para a cerimônia foi a sede da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), localizada na Zona Centro-Oeste, onde ela diariamente faz tratamento contra um câncer no fígado. Dentro de um mês ela deve passar por cirurgia.
A cerimônia foi celebrada pelo padre João Bergamasco no ambulatório da FCecon e, além da presença de familiares e amigos da família, teve a participação de funcionários, pacientes e voluntárias do Grupo de Apoio às Mulheres Mastectomizadas da Amazônia (Gamma), organização que teve a iniciativa de realizar o casamento.
Os noivos estão juntos há cerca de nove anos e têm três filhos de 3, 5 e 7 anos. Eles contam que se conheceram quando trabalhavam no Centro da cidade, em lojas vizinhas e acabaram se aproximando. Há um ano, Francilva, de 27 anos, descobriu que estava com câncer e, desde lá, enfrenta a doença com determinação. E, segundo a noiva, a decisão da oficialização do matrimônio veio após a descoberta da doença.
"Escolhi a Fundação, porque aqui é um local especial nessa fase da minha vida. Acabei criando um vínculo com os funcionários e membros do Gamma. Como eu e o Iraúna [noivo] estamos juntos há tanto tempo, uni o útil e o agradável e decidi compartilhar esse momento com o pessoal da Fcecon", contou.
Local especial
O padrinho do noivo e diretor presidente da FCecon, Edson Andrade, 56 anos, contou aoG1 que a celebração é um desejo do casal de compartilhar a alegria. "Como este é um local especial para a família, eles acharam adequado usá-lo em um momento que é tão especial na vida deles", disse.
A irmã e madrinha da noiva, Jucilene Lelis de Souza, 29 anos, contou que a noiva enfrenta o tratamento sem perder o sorriso. "Ela sempre foi muito forte e a doença não tirou o sorriso do rosto dela. O cabelo dela já estava crescendo, mas ela decidiu raspar mais uma vez para simbolizar a luta das outras pacientes com câncer da Fundação", relatou.
O padrinho do noivo e diretor presidente da FCecon, Edson Andrade, 56 anos, contou aoG1 que a celebração é um desejo do casal de compartilhar a alegria. "Como este é um local especial para a família, eles acharam adequado usá-lo em um momento que é tão especial na vida deles", disse.
A irmã e madrinha da noiva, Jucilene Lelis de Souza, 29 anos, contou que a noiva enfrenta o tratamento sem perder o sorriso. "Ela sempre foi muito forte e a doença não tirou o sorriso do rosto dela. O cabelo dela já estava crescendo, mas ela decidiu raspar mais uma vez para simbolizar a luta das outras pacientes com câncer da Fundação", relatou.
A mãe da noiva, Francisca Pereira Almeida, 51 anos, disse que não esperava a quantidade de pessoas que compareceram à cerimônia. "Foi uma surpresa para minha filha um casamento tão bonito, com tanta gente desejando a felicidade do casal. Com certeza, é um momento que ela nunca vai esquecer", contou.
Atualmente, Francilva mantém o tratamento contra a doença e se prepara para ser submetida a uma cirurgia. Segundo a Fundação FCecon, o procedimento para a remoção de tumores na região do fígado deve ocorrer em cerca de 30 dias.
Local de amizade
As voluntárias do Grupo de Apoio às Mulheres Mastectomizadas da Amazônia contam que acompanham o tratamento de Jucilva desde o início e, por isso, criaram uma amizade com a noiva. Ela disse também que o trabalho voluntário apoia todas as pacientes com câncer da Fundação, dando atenção por meio de atividades.
As voluntárias do Grupo de Apoio às Mulheres Mastectomizadas da Amazônia contam que acompanham o tratamento de Jucilva desde o início e, por isso, criaram uma amizade com a noiva. Ela disse também que o trabalho voluntário apoia todas as pacientes com câncer da Fundação, dando atenção por meio de atividades.
"Também damos apoio às pacientes doando perucas para as que passam por quimioterapia e buscamos doações. Além de tudo, esse casamento é um presente para todas nós que somos mães", conta Mara Rúbia Valois Quadros, de 53 anos, que é voluntária do Gamma.
Pai com doença terminal leva filha ao altar deitado em uma maca
14/10/2013 08h35 - Atualizado em 14/10/2013 08h38
Pai com doença terminal leva filha ao altar deitado em uma maca
Homem de 56 anos tem câncer de uretra e está internado desde agosto.
Equipe médica voluntária acompanhou paciente até a igreja.
Um americano com doença terminal levou a filha ao altar deitado em uma maca. Convidados choraram e bateram palmas enquanto Scott Nagy participava do casamento da filha Sarah, na Primeira Igreja Evangélica Luterana, na cidade de Strongsville, em Ohio.
Um time de profissionais médicos voluntários ajudou Nagy a levar a noiva de 24 anos ao altar, onde o noivo Angelo Salvatore e o reverendo Chuck Kneren esperavam sua chegada.
"Foi uma promessa que eu fiz em março, de levá-la ao altar", disse o homem de 56 anos. "Ela é a minha princesa. Essa é a minha definição de caminhar até o altar", completou. Nagy foi diagnosticado com câncer de uretra e já passou por quimioterapia. Ele está internado no Hospital Universitário Seidman Cancer Center desde agosto.
Os médicos não tinham certeza se conseguiria participar do casamento, inicialmente marcado para o ano que vem. Mas, com fios de monitoramento escondidos sob seu smoking e um com uma traqueostomia, ele conseguiu fazer o trajeto até o altar, beijando um neto que levava as alianças e dando um sinal de "positivo" para os convidados.
Uma enfermeira do hospital, Jacky Uljanic, ajudou nos preparativos para que Nagy pudesse ir ao casamento. Ela o colocou em terapia diária para fortalecer o paciente e checou a logística com antecedência. O trajeto de ambulância foi doado por uma empresa de transporte médico. Um médico e outro profissional de saúde também acompanharam Nagy na jornada.
domingo, 13 de outubro de 2013
Como as pessoas crescem progressivamente usando a Palavra de Deus
Como as pessoas crescem progressivamente usando a Palavra de
Deus
pro: Dr. Ernie Baker
1 – Santificação: Tornando-se semelhante a Cristo. Filipenses 2: 12-14
“... uma obra progressiva de Deus e do homem que nos faz
mais livres do pecado e mais parecidos com Cristo em nosso dia a dia...” (Grudem, Teologia Sistemática)
2 – Definindo Santificação
“O termo hagiazo é
derivado de hagios, que á semelhança
do hebraico, qadosh, expressa
primariamente a idéia de separação”
(Berkkhof, Teologia Sistemática)
3 – O crescimento como cristãos é um processo e traz um
resultado claro.
- Processo:
“Work out” (presente)
- Não
“trabalha para”
-
“trabalhar na direção de um efeito”
(Friberg)
- Na
direção de um resultado
- 2 Cor.
3:18 “somos transformados...”
4 – Investir a energia para viver o que você diz ter – Viver
uma vida saturada do Evangelho.
-
Misericórdia, Perdão, Graça, Reconciliação, Redenção
- 1:21
“Para mim viver é Cristo”
- 1:27
“portai-vos de modo digno do evangelho de Jesus Cristo.”
5 – O principio do encorajamento!
- Deus não
espera a perfeição no meu dia a dia. Ele
busca a direção / obediência!
- Perfeição
é a forma na qual Deus Pai já me vê em Cristo
- Efésios
1:6 “... o qual nos fez agradáveis a si
no Amado.” (ARG)
6 – Resultado:
-
Semelhança de Cristo ( cf. 2: 5-11)
“Deus não
chama os qualificados, Ele qualifica os chamados.” (John MacArthur)
- Atitude
de servo
-
“Tornando-vos obedientes” (verso 8)
- Até Jesus
teve que obedecer !
Efésios
2:8-10
Romanos
8:29
Paulo vê estas doutrinas como uma
unidade
- Aqueles que são justificados
são os mesmos que estão sendo conformados à imagem do Filho que será
glorificado e nada pode separá-los do amor de Deus em Cristo!
- O processo e o resultado virão.
7 – O crescimento como cristão segue um claro Procedimento
Nosso papel
é claro:
- Salvação
-
Obediência: “desenvolvei” é uma ordema (Gal. 2:20; 1 Tim 4:7)
- Luta
(3:14 “prossigo para” = resistência)
A.W. Tozer: A cruz
nos tempos romanos nunca barganhava;nunca fazia concessões. Ela sempre vencia todos os argumentos matando
seus oponentes e os silenciava de vez.
Ela não poupou a Cristo, mas o matou, como todos os outros. Ele estava vivo quando o penduraram naquela
cruz e completamente morto quando o retiraram seis horas depois. Esta foi a cruz quando primeiramente apareceu
na história do cristianismo...
A cruz realiza seu alvo por destruir um padrão estabelecido,
o da vítima, e criar um outro padrão, o
seu próprio. Logo, sempre alcança o que
quer. Vence derrotando seu oponente e
impondo sua vontade sobre ele. Ela
sempre domina. Nunca transige, nunca se
rendeu ou confere algo, nunca concede um ponto em favor da paz. Nunca busca a
paz; busca apenas terminar com a oposição o mais rápido o possível.
Com perfeito conhecimento de tudo isto, Cristo disse: “Se
alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.
“logo, a cruz não só põe fim à vida de Cristo, ela também põe fim à primeira
vida, à vida antiga de cada um de seus verdadeiros seguidores. Ela destrói o
velho padrão, o padrão de Adão na vida do crente, põe um fim a este
padrão. Então, o Deus que levantou a
Cristo dentre os mortos, levanta o crente e uma nova vida se incia.
8 – Nosso papel
- Um plano
concreto – temos que agir
João 17:17
“... santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade.”
Um plano
concreto resulta em uma mudança concreta (2:14)
- Com a
atitude correta, “temor e tremor”. É um
ato de culto ao Senhor!
“Paulo não é simpático a uma ortodoxia e morta ou a um
formalismo que nada sabe sobre luta e crescimento” (A.T. Robertson)
9 – O papel de Deus também é claro
- Por que é
Deus quem efetua ( contínuo)
- Usa a sua
palavra ( João 17:7)
- Usa o
Espírito ( 2 Cor. 3:18)
- Usa
provações ( James 1:3-4) = Tiago 1:3-4
nos encoraja, a saber, que provações são a forma que Deus usa para aperfeiçoar
nossa paciência.=
- “o querer
e o realizar”: Ele dá a motivação e o desejo
Querer =
desejo
O realizar = ser efetivo
Bíblia ampliada:
“Por que é Deus que está efetivamente trabalhando em vós –
energizando e criando em vós o poder e o desejo – tanto para o querer quanto o
trabalhar para o seu bom prazer...”
O equilíbrio: 1 Cor. 15.9-10
Agostinho
- “SENHOR, ordena o que queres e
então fazes o que ordenas.”
10 – Visões erradas
- Quietismo: de acordo com este
ensinamento, o cristão não deve usar qualquer energia ou esforço no processo,
porque o débil esforço humano apenas serve com obstáculo para o poder operante
de Deus... Os cristãos devem apenas se render completamente ao Espírito Santo
(também chamado de “rendição”, a “morte do eu”...) The Mystical
O Espírito,
então, adentra e vive uma vitória através de nós, e Cristo, literalmente, toma
o nosso lugar”. (Nossa suficiência em
Cristo, John Mac Arthur)
Pietismo “... ensina que os crentes devem trabalhar
arduamente e praticar radicalmente a auto-disciplina para alcançar piedade
pessoal. O pietismo enfatiza fortemente
o estudo da Bíblia, auto disciplina, vida santa através da obediência diligente
e a busca dos deveres cristãos.
O pietismo extremo não para por ai, mas comumente adota
padrões legalistas para regular as vestimentas e estilo de vida de
alguém...” The Mechanical – Martinho
Lutero
Esta vida, consequentemente, não é de justiça, mas de
crescimento na justiça, não de saúde, mas de cura, não de ser, mas de
tornar-se, não de descanso, mas de exercício.
Nós ainda não somos o que devemos ser, mas estamos crescendo para isto.
O processo ainda não está terminado, mas continua; este não
é o fim, mas o caminho. Nem tudo ainda
brilha em glória, mas tudo está sendo purificado.
11 – O significado para o aconselhamento bíblico:
- o
crescimento é para crentes
- Nós
podemos esperar crescimento/mudança. Se
não há mudança, há salvação?
- Isto é
discipulado
12 – O que você deveria estar ouvindo ?
- Deus
espera obediência para o crescimento como crente
- Você foi
chamado para uma vida saturada do evangelho e isto é uma benção!
- O
aconselhamento bíblico é a doutrina da santificação em ação.
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