C A H E R J

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Capelania Evangélica do Rio de Janeiro

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Escatologia - estudo das últimas coisas.

Por Leonir Oliveir
http://prleonir.blogspot.com.br/2013/10/escatologia-estudo-das-ultimas-coisas.html

*Quanto as escolas de interpretação do Apocalipse são cinco:


1. Espiritual(simbólica ou mística); para estes pensadores o livro não essencialmente profético ou histórico, mas é uma coletânea de símbolos místicos que visão ensinar lições espirituais e morais. O próprio livro advoga pra si ser uma profecia, e não podemos interpretar diferente ao nosso bel prazer.

2. Preterista; ponto de vista dá a entender que todas as ocorrências aludidas no livro de apocalipse tiveram cumprimento no Império Romano. Apesar de ter alguma verdade, não leva em conta que se trata de uma profecia, e que esta contempla a 2ª vinda(parousia) de Cristo.

3. Historicista; estes procuram encaixar todos os acontecimentos do livro em várias épocas da história humana. O ponto de vista puramente histórica deixa o livro extremamente dúbio e misterioso.

4. Futurista; há basicamente 2 tipos: extremos e moderado;

i. Extremo todo o livro seria preditivo incluindo os capítulos 2 e 3(as cartas as 7 igreja, que representariam sucessivos estágios da história eclesiástica, até a 2ª vinda de Cristo(os dispensacionalistas).

ii. Moderado(meu ponto de vista), admitem que os cap. 2 e 3 se referem ao passado(presente do autor), mas que a começar do capítulo 4 temos o futuro, o que devera acontecer “imediatamente” antes do segundo advento.

5. Eclético: como nome diz reúne todas as escolas acima de modo que nenhuma domine as demais. Acredito firmemente que apesar de todas conterem algumas verdades, o livro é a priori profético.

*Quanto ao Milênio:


a) Pós-milenista; visão otimista da escatologia não levando muito em conta o que a Bíblia diz sobre a questão. Características:

1. O reino de Deus é uma realidade presente e é terrestre.

2. O mundo se converterá como um todo ao evangelho e Jesus virá, concretizando assim o final dos tempos. 

3. Terá também um longo tempo de paz no mundo antes da vinda de nosso Senhor. O milênio não é literal e sim este tempo de paz sobre a terra que precederá o fim.

4. Crescimento paulatino do Reino

5. No fim do milênio haverá um período de apostasia com a vinda do anticristo.

6. O “milênio” terminará com a volta pessoal e física de Jesus.

7. Com a volta de Jesus haverá a ressurreição de justos e injustos simultaneamente e pelo julgamento atribuição dos estados finais de cada um(Nova Jerusalem ou Lago de Fogo.

Esquema pós-milenista:




b) Amilenista; declara que não haverá um milênio literal, este milênio seria algo atemporal de alguma forma um estado,mais do que um período. Características principais:

1. Segunda vinda de Cristo inaugura o tempo final para crentes e não-crentes de maneira final(não intermediária como dizem os milenistas).

2. Os mil anos de Apocalipse 20 são simbólicos e não-literais.

3. As duas ressurreições do texto(Ap 20) não são físicas.

4. Interpretação de um modo geral não literalista

5. Pessimistas quanto ao futuro da Terra e da humanidade(poderia se dizer realista em relação ao texto Bíblico.

6. Iminência(a qualquer hora) da segunda vinda.

Esquema Amilenista:


c) Pré-milenista; o pré-milenista de uma maneira geral crê que haverá um milênio literal de Cristo que será inaugurado com a segunda vinda de Cristo e precedido pelo arrebatamento da igreja. Há duas correntes básicas deste pensamento: dispensacionalista e histórico.


Características comuns as duas correntes:


1. Reino terrestre de Cristo, onde a paz, retidão e justiça reinarão entre os homens e será estabelecido pela sua segunda vinda (Ap 20: 1-15).

2. Volta abrupta(repentina) como foi sua ida(At 1: 9-11 e IIPe 3: 10).

3. Deterioração das condições espirituais na Terra ou grande Apostasia (Mt 24: 12 e IITe 2: 3).

4. Aparição do Anticristo; ou iníquo; ou abominável da desolação(ITe 2: 7-12).

5. Uma grande tribulação antecederá logo a vinda do Senhor(Mt 24: 21-23).

6. Prisão de mil anos de satanás e “seguidores” por inferência(Ap 20:2) e depois sua derrota final onde são lançados no lago de fogo e enxofre(Ap 20: 10).

7. Duas ressurreições literais e distintas em seus personagens, serão físicas ou corpóreas. No início dos mil anos os cristãos ressuscitam(primeiro os que dormem e depois nós os que estivermos vivos) e no final deles os ímpios ressuscitam para julgamento final (Ap 20: 4-6 e ITe 4: 13-18).

Esquemas pré-milenistas:



*Quanto à Tribulação (Grande Tribulação; GT):


I) Pré-tribulacionista; Crêem que Cristo voltará antes da Grande Tribulação e a Igreja é arrebatada neste momento e fica nos ares com Cristo durante sete anos(destes fazem parte os dispensacionalistas). Onde os Judeus convertidos, os 144.000, estariam pregando o evangelho, esta visão é essencialmente dispensacionalista. Eles fazem distinção de dois eventos na 2ª Vinda: arrebatamento e revelação.

II) Mid-tribulacionista(ou meso-tribulacionista); diz que a igreja será arrebatada no meio da tribulação(Dn 7; 9: 27), ficando três anos e meio com Cristo nos ares.

II) Pós-tribulacionista. A igreja será arrebatada no final da grande tribulação, sendo guardada em meio a ela e não fora dela, com a volta de Jesus em um só evento e inauguração dos mil anos(pré-milenismo histórico).

Textos básicos sobre o assunto:

Daniel 7 – 12. Mateus 24 – 26. I Tessalonicenses 4: 13 - 18, 5: 1–11. II Tessalonicenses 2: 1–16. II Pedro 3: 1 - 14. Apocalipse 1– 22.

Bibliografia básica: Leonir Oliveira; Teologia Cristã em Quadros, H. Waine House Ed Vida; Opções Contemporâneas na Escatologia, Milard Erickson, Ed Vida Nova(muito bom o livro); Enciclopédia de Bíblia T. e F., Russel Noman Champlin, Ed Hagnos. Wayne Gruden Teologia Sistemática; Ed Vida Nova.

ARQUEOLOGIA EM JERUSALÉM



ARQUEOLOGIA EM JERUSALÉM

Arqueologia é uma palavra derivada de dois vocábulos gregos que significam antigo e estudo. A arqueologia tem sido como a ciência que estuda monumentos e vestígios de civilizações antigas.  A etimologia a conceituaria como a “ciência do antigo”. Os arqueólogos são aqueles que estudam o passado e que trazem à tona importantes sítios históricos.  Uma conceituação moderna da Arqueologia apresentaria necessariamente como a disciplina que estuda os sistemas socioculturais extintos, em sua estrutura, funcionamento e mudança, por intermédio exclusivo ou preponderante dos restos materiais por eles deixados. A arqueologia Bíblica interessa-se, especialmente, na repercussão que as descobertas arqueológicas posam ter na história bíblica, seja para comprovar, suplementar, ou ilustrar os fatos ali arquivados. A arqueologia tem a finalidade de provar que “a Bíblia é verdadeira”?  Não exatamente.  O que é verdadeiro é que a arqueologia tem aumentado nossa confiança nos amplos esboços do relato bíblico. As descobertas arqueológicas têm sustentado muitas declarações específicas no texto sagrado1. Arqueologia Bíblica na Cidade de Davi que é considerada a parte mais antiga de Jerusalém. Ela está situada sobre uma formação montanhosa na parte sudeste à atual cidade velha de Jerusalém nos dias de hoje. A arqueologia bíblica é um ramo da arqueologia especializado em estudos dos restos materiais relacionados direta ou indiretamente com os relatos bíblicos e com a história das religiões judaico-cristãs.  A região mais estudada pela arqueologia bíblica, na perspectiva ocidental, é a denominada Terra Santa, localizada no Médio Oriente 2.
Arqueologia cristã é um ramo da arqueologia que estuda o Cristianismo dos seis primeiros séculos, através da recuperação, documentação e análise de traços materiais remanescentes da Antiguidade Tardia - na arquitetura, nos artefatos, assim como em restos biológicos e humanos - que possam elucidar questões relativas à origem do Cristianismo, à vida dos primeiros cristãos e suas relações com os não cristãos 3 4 5.

Comentários de arqueólogos e historiadores


George Ernest Wright: "Neste campo, raras vezes podemos trabalhar com certezas. Antes, é necessário elaborar hipóteses, as quais sempre possuem maior ou menor grau de probabilidade. A verdade nelas baseia-se na habilidade dos arqueólogos de interpretar e conjugar uma variedade de dados discrepantes, mas, a qualquer momento, uma informação nova pode tornar necessário mudar determinada hipótese, ou fazer o perito expressá-la de modo um pouco diferente." — Shechem, The Biography of a Biblical City (Siquém, a Biografia Duma Cidade Bíblica), 1965, prefácio, p. xvi.(it-1 p. 611 Cronologia);
J.K. Eakins num ensaio de 1977:"O propósito da arqueologia bíblica é iluminar os textos bíblicos e seus conteúdos através da investigação arqueológica do mundo bíblico." - J.K. Eakins6
Bryant G. Wood escreveu: ‘'"O propósito da arqueologia bíblica é aumentar nossa compreensão da Bíblia e por tanto, seu grande legado, do meu ponto de vista, tem sido a extraordinária iluminação do período da monarquia israelita".7
I. Bradshaw comentou numa declaração sobre a arqueologia bíblica:"É universalmente aceite que o propósito da arqueologia bíblica não é provar a Bíblia, no entanto,. a arqueologia lança luz na história, e por isso é tão importante para os estudos bíblicos"8
William Dever, arqueólogo norte-americano professor de arqueologia do Oriente, contribuiu no artigo "Arqueologia" no The Anchor Bible Dictionary. O mesmo reitera sua percepção dos efeitos negativos da estreita relação que tem existido entre a arqueologiasírio-Palestina e a arqueologia bíblica da Terra Santa, o que tem levado especialmente os arqueólogos estadunidenses que atuam neste campo, a se retirarem frente "à nova arqueologia processual, . (dos anos 1970 e 80), antes que pudessem compreendê-la"9(p. 357). William Dever descobriu que a arqueologia sírio-Palestina tem sido tratada nos institutos estadunidenses como uma subdisciplina de estudos bíblicos. Esperava-se que os arqueólogos estadunidenses tratassem de "prover evidências históricas válidas dos episódios da tradição bíblica" nesta região. De acordo com Dever, "o mais ingênuo (sobre a arqueologia sírio-palestina), é que a razão e o propósito desta, seria simplesmente a de elucidar a Bíblia nas terras da Bíblia "10 (p. 358).
William Dever, escreveu: "Já faz uma geração que os arqueólogos bíblicos falam com confiança da "revolução arqueológica" de William F. Albright. Esta seguramente realizaria nossa compreensão e apreciação da Bíblia e sua mensagem atemporal - a qual foi pensada para ser absolutamente essencial a nossa querida condição cultural ocidental. A Bíblia e a "Cultura Ocidental" como foram concebidas anteriormente, lutam por suas vidas. A arqueologia moderna não só pode ajudar a confirmar a tradição antiga, mas pelo que parece, também trata de miná-la. Este é um segredo, bem guardado, dos arqueólogos profissionais. A "revolução arqueológica" em sua moderna critica, tem como objetivo trabalhar tanto o extremo cepticismo como a ingênua credulidade. Não se pode voltar ao tempo na qual a arqueologia presumia "provar a Bíblia". A arqueologia como se pratica na atualidade deve ter a capacidade de desafiar, e confirmar, os relatos bíblicos. Esta moderna arqueologia crítica, afirma que as narrações bíblicas sobre Abraão, Moisés, Josué e Salomão provavelmente refletem alguns personagens históricos que fizeram parte de povos e lugares passados, mas segundo eles, os "grandes personagens" da Bíblia seriam irreais e contraditos pelas evidências arqueológicas. Afirmam que alguns antecessores dos israelitas teriam escapado a escravidão do Egito, mas não teria ocorrido uma conquista militar de Canaã, e que muitos, senão quase todos os israelitas, nos tempos da monarquia, seriam politeístas. O monoteísmo teria sido apenas um ideal dos escritores bíblicos. Na verdade, a arqueologia não pode explicar o significado dos supostos eventos descritos na Bíblia. Essa é uma decisão inteiramente pessoal.. A arqueologia não pode responder a esta pergunta. Esta só pode dar sua visão."11 (Dever, 2006).
Biblical Archaeology Review"A evidência arqueológica, infelizmente, é fragmentária, e, portanto, limitada." – Biblical Archaeology Review12
Yohanan Aharoni, professor de Arqueologia, presidente do Departamento de Arqueologia e Estudos do Oriente e presidente do Instituto de Arqueologia da Universidade de Tel-Aviv, escreveu seis livros, e participou das descobertas da Caverna de Bar-Kochba, durante as escavações na região do Mar Vermelho, em 1953.13
Yohanan Aharoni explica: "Quando se trata de interpretação histórica ou histórico-geográfica, o arqueólogo sai do domínio das ciências exatas, e precisa depender de critérios e hipóteses para chegar a um quadro histórico compreensivo. Sempre devemos lembrar, portanto, que nem todas as datas são absolutas e são em variados graus suspeitas".14
A Enciclopédia Arqueológica da Terra Santa cita o valor da arqueologia: "A arqueologia provê uma amostra de antigas ferramentas e vasos, muros e prédios, armas e adornos. A maioria destes pode ser posta em ordem cronológica, e com segurança identificada com termos apropriados e contextos contidos na Bíblia. Neste sentido, a Bíblia preserva com exatidão, em forma escrita, seu antigo ambiente cultural. Os pormenores das histórias bíblicas não são o produto fantasioso da imaginação dum autor, mas, antes, são reflexos autênticos do mundo no qual ocorreram os eventos registrados, desde os mundanos até os miraculosos."15
William Foxwell Albright representava uma escola de pensamento quando escreveu: "Tem havido um retorno geral ao apreço da exatidão da história religiosa de Israel, tanto no aspecto geral como nos pormenores factuais. . . . Em suma, agora podemos novamente tratar a Bíblia do começo ao fim como documento autêntico de história religiosa."16 "Não é exagero enfatizar-se fortemente que, a bem dizer, não há nenhuma evidência, no antigo Oriente Próximo, de falsificação documentária ou literária."17
Historiador Will Durant: "No entusiasmo de suas descobertas, a Alta Crítica tem aplicado ao Novo Testamentotestes de autenticidade tão severos que por meio deles uma centena de antigas pessoas ilustres — e.g., Hamurábi, Davi, Sócrates — virariam lendas."18




DESCOBERTAS ARQUEOLÓGICAS EM ISRAEL

A Cidade Velha de Jerusalém é como um museu, carregada de patrimônio.  A cada ano dezenas de instituições realizam escavações arqueológicas nas terras citadas da Bíblia.Algumas dessas escavações chamam a atenção por permitir organizar  as informações importantes que nos ajudam a entender melhor o mundo bíblico em seu contexto social.

1)Descobertas em Jerusalém ruínas de grande hospital da época das cruzadas. Arqueólogos israelitas identificaram o edifício na Cidade Velha e acreditam que tem mil anos. Estimam que tenha chegado a acolher dois mil doentes, independentemente da sua religião. Agora, depois de anos de trabalhos de restauro e investigação, as ruínas vão ser incluídas num novo restaurante, a inaugurar no final de 2013. O que resta do velho hospital, que cobriria pelo menos uma área equivalente a um campo de futebol e meio, foi identificado no centro do bairro cristão da Cidade Velha de Jerusalém, segundo o diário espanhol ABC, numa estrutura que antes era usada como mercado de frutas e legumes.  Os grandes arcos e colunas, o pé direito de seis metros de altura e a divisão do espaço em grandes e pequenas salas dá pistas preciosas em relação à sua dimensão e ao seu uso. Pistas que se tornam mais relevantes quando cruzadas com fontes escritas da época, na sua maioria em latim.  Dizem os documentos recolhidos pela equipe de arqueólogos da Autoridade de Antiguidades de Israel, liderada por Renee Forestany e Amit Reem, que na área existia um sofisticado hospital, mandado construir por uma ordem militar cristã (Ordem de São João do Hospital em Jerusalém) e com capacidade para duas mil pessoas, que atendia todo o tipo de pacientes, independentemente de idade, género ou religião. Tal como as unidades hospitalares de hoje, estaria dividido em alas e em especialidades.  As fontes mostram ainda que funcionava também como orfanato, recebendo crianças que perdiam os pais ou que eram simplesmente por eles deixadas ao cuidado dos monges. Muitas dessas crianças viriam a trabalhar para a ordem mais tarde, e alguns dos rapazes chegaram mesmo a combater ao lado dos cruzados.19
2) Santuários de culto em Khirbet Qeiyafa: Descoberta feita em 2011, mas anunciada no início da primavera de 2012, pelo arqueólogo Yosel Garfinkel, da Hebrew University (Universidade Hebraica). Os santuários são evidências de culto antes e o Templo de Salomão. Trata-se de santuários sem imagens de culto, que são diferentes dos santuários cananeus e em conformidade com as tradições do judaísmo. Khirbet Qeiyafa fica sobre o Vale de Elah, cerca de 20 km ao sudoeste de Jerusalém.
3) Reservatório de água do período do Primeiro Templo: Esta cisterna está localizada a sudoeste do Monte do Templo, em Arco de Robinson. Com sua capacidade de 66 mil litros, esta descoberta fornece novas informações sobre o consumo de água na época do Primeiro Templo de Jerusalém.
4) Selo de Jerusalém: Um selo real, que diz: “Pertencente a Matanyahu Ben Ho”, este selo foi encontrado perto de Arco de Robinson nas ruínas de um edifício do período do Primeiro Templo.
5) Um escaravelho egípcio: Este escaravelho foi encontrado em Jerusalém, pouco antes da Páscoa de 2012. Ele retrata a imagem de um pato, que é o nome do deus sol Amon-Ra. Ela é datada do século 13 a.C., logo após o período Amarna
6) Trigo de 3.400 anos de Hazor: O trigo foi descoberto em 14 jarros de argila, queimados, mas não destruídas, há 3.400 anos. Este é uma das mais importantes escavações em curso em Israel, no local de uma das mais importantes cidades antigas do país.21
7) Porto helenístico de Akko: Os arqueólogos estão escavando os restos do porto, que foi o mais importante de Israel nos séculos imediatamente antes do nascimento de Cristo.21
8) O selo de Baruque. Caríssimos irmãos e irmãs, a descoberta do selo de Baruque desponta como sendo um exemplo de achado arqueológico que confirma a Bíblia Sagrada!  Em 1975, esta descoberta provou a existência do secretário e confidente de Jeremias…   Este artefato foi encontrado juntamente com outros selos, em uma loja árabe de antiguidades, em Jerusalém. Atualmente, as 50 peças desta coleção estão no Museu de Israel e foram datadas do fim do sétimo ou do começo do sexto século a.C, antes da destruição da cidade de Jerusalém. Dentro desta coleção há duas peças que se acredita ter pertencido a Baruque. Em exibição naquele museu, vemos nas três linhas escrito: Berekhyauhuh, o filho de Neriyauhuh, o escriturário.  A Bíblia nos diz que Deus instruiu o profeta Jeremias para escrever um rolo com uma profecia contra o rei. O secretário de Jeremias, Baruque, escreveu tudo o que Jeremias lhe ditou.  Depois de ler o rolo no templo, Baruque foi instruído a lê-lo de novo perante os altos funcionários da corte real. Estes funcionários (Elishama era um deles) eram até certo ponto simpáticos àquela mensagem, mas temiam por Baruque. Aconselharam-no a se esconder (Jeremias 36:19). Quando o rolo foi lido perante o rei, ele ordenou que fosse destruído e Yerehme’el, com outros dois funcionários, recebeu ordem de prender Baruque e o profeta Jeremias.
9)Peças de ouro, prata e jóias são achadas em Jerusalém! Em dia 9 de setembro de 2013, foi anunciada publicamente pela Universidade Hebraica, à descoberta realizada pelos arqueólogos israelenses de dezenas de peças de ouro, prata e jóias na Cidade Velha de Jerusalém…
Este tesouro de 36 peças de ouro, um medalhão dourado com um candelabro judaico entalhado e, várias jóias em ouro e prata que datam da época do Império Bizantino são “uma descoberta impressionante, que só acontece uma vez na vida”, conforme as declarações prestadas pela diretora de escavações, Eilat Mazar.  O material foi descoberto a 50 metros do muro sul da Esplanada das Mesquitas, chamada por muitos judeus de Monte do Templo e venerada como local sagrado dos antigos reis Salomão e Herodes.   Além das peças e das moedas, o medalhão encontrado possui o desenho de um menorá, o que indica que estava ligado ao judaísmo! Porém, Eilat acredita que provavelmente era parte da decoração de uma cópia da Torá, livro da Lei lido regularmente nas sinagogas. Parece lógico, uma vez que o outro símbolo gravado no medalhão era um rolo da Torá.  Segundo a diretora, as escavações naquela área já possibilitaram a descoberta de vários objetos da época do Templo de Salomão, destruído pelos babilônios no ano 586 a.C., segundo a tradição judaica.  “…o tesouro foi abandonado e seu proprietário nunca conseguiu recuperá-lo”, disse Eilat baseando-se na forma como estas peças, moedas e o medalhão foram encontrados, dentro de um contexto histórico que envolveu a conquista persa àquela cidade no ano 614 d.C.
Descobertas como estas são importantes e trazem contribuições valiosas para a arqueologia de Jerusalém!21
10) Fragmento de esfinge egípcia é encontrado em Israel. Caríssimos irmãos e irmãs, alguns dos pesquisadores mais competentes do Instituto de Arqueologia da Universidade Hebraica de Jerusalém descobriram no norte de Israel um fragmento de uma antiga esfinge egípcia com as patas dianteiras de uma criatura mítica…  A descoberta foi feita pelo professor Amnon Ben-Tor e pela doutora Sharon Zuckerman, que encontraram perto dos armazéns do palácio destruído de Hazor, o fragmento com uma inscrição hieroglífica mencionando o nome do faraó Miquerinos, da IV dinastia, que governou o Egito há cerca de 3.400 anos e foi um dos construtores das famosas pirâmides de Gizé. “Em nenhum lugar foi encontrada uma esfinge de faraó egípcio tão monumental no Levante (região compreendida entre Israel, Líbano e Síria) e do porte que esse fragmento revela”, disse a doutora Daphna Ben-Tor, curadora de cultura egípcia no museu de Israel. O fragmento feito de granito tem cerca de meio metro de comprimento por cerca de 40 centímetros de altura e pesa cerca de 40 kg. Acredita-se que a estátua original pesava cerca de 500 kg.
Mas como explicar a presença de uma esfinge de faraó no norte de Israel?  O mais provável de várias hipóteses formuladas pelos pesquisadores é que a estátua chegou ao atual território israelense, no segundo milênio a.C., quando o Egito governou os hicsos, um povo asiático nômade.   As escavações no sítio arqueológico de Tell Hazor foram iniciadas na década de 1950 e retomadas em 1990 após uma interrupção de duas décadas. Em 2010, a equipe de Amnon Ben-Tor também descobriu um código de leis com 3.700 anos, composto de escrita cuneiforme e, idêntico ao famoso Código de Hamurabi, produzido na Mesopotânia.22

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Referências


1 Apostila Introdução Bíblica I – Prof. Renato Maia, Seminário Teológico Betel.
2  Palestine Exploration Fund
                              
4 Sítio de Arqueologia Cristã da Universidade de Göttingen    http://pt.wikipedia.org/wiki/Arqueologia_crist%C3%A3
6        J.K. Eakins num ensaio de 1977 emBenchmarks in Time and Cultura.
7        Bryant G. Wood. (Maio-Junho 1995). "[4]".Biblical Archaeology Review: 33).
8       Robert I. Bradshaw.
9       The Anchor Bible Dictionary, Archaeology, W. Dever, p. 357
10   op.cit. Dever, p.358
11   The Western Cultural Tradition Is at Risk (A cultura ocidental está em perigo), Dever, W., em Biblical Archaeology Review, Março/Abril, 2006, volume 32, No 2, pp. 26 - 76
12   Biblical Archaeology Review, Janeiro/Fevereiro de 1988, p. 54
13   Atlas Bíblico. [S.l.: s.n.]. ISBN 85-263-0116-
14   The Land of the Bible—A Historical Geography, de Yohanan Aharoni, 1979, p. 98
15   The Archaeological Encyclopedia of the Holy Land (A Enciclopédia Arqueológica da Terra Santa); gm Cap. 4 p. 44 Pode-se crer no Antigo Testamento?
16   cap. 4 p. 53 par. 32 Pode-se crer no Antigo Testamento?; History, Archaeology, and Christian Humanism, de William Foxwell Albright, 1964, pp. 294-296.
17   (W. F. Albright, em From the Stone Age to Christianity)
18    Gm w86 15/6 p. 13 - Livro César e Cristo
19    http://www.publico.pt/ 05/08/2013 - Descobertas em Jerusalém ruínas de grande hospital da época das cruzadas
20   Gnotícias – maiores descobertas arqueológicas em arqueologia bíblica descobertas em 2012 http://noticias.gospelmais.com.br/10-maiores-descobertas-arqueologia-biblica-2012-48227.html 

22    http://www.diariodasalvacao.com.br/?p=6024#more-6024

terça-feira, 15 de outubro de 2013

SIMPÓSIO CAPELANIA HOSPITALAR 26/10/2013 Vila da Penha RJ

SIMPÓSIO EM CAPELANIA HOSPITALAR
26 OUT 2013  8:30 as 12:30hs
Local: Auditório do Hospital Geral Semiu
          Av. Vicente de Carvalho, 1159 Vila da Penha - RJ


necessário confirmar presença: anizia_david@yahoo.com.br

evento gratuito

Módulo Educação continuada - Espiritualidade na Assistência ao paciente

capacitação equipe de voluntários do Hospital Geral SEMIU RJ, aberto a todos interessados no
trabalho de assistência espiritual a enfermos.

FRAGILIDADE DA VIDA

Precisamos enfrentar nossa própria finitude, descobrir respostas para
as mais profundas dúvidas de nossas almas, para que possamos oferecer
conforto integral ao paciente à morte.


SIMPÓSIO EM CAPELANIA DOMICILIAR - RJ 19/10/2013



SIMPÓSIO EM CAPELANIA DOMICILIAR
19 OUTUBRO 2013 - NILÓPOLIS RJ
Local: Congregação Batista da 2a. Igreja Batista de Nilópolis RJ                      
Rua Carlos Souza Fernandes, 274 Olinda - Nilópolis RJ



Papel do assistente espiritual na equipe de Cuidados Paliativos

Papel do assistente espiritual na equipe de Cuidados Paliativos
Por: Eleny Vassão de Paula Aitken
Manual de cuiddos paliativos / academia Nacional de Cuidados Paliativos - 2009



A morte alcança todo ser vivente, mas nunca estamos preparados para aceita-la.  Criados para a vida, alimentamos a esperança de perpetuá-la. Por essa razão é tão difícil lidar com pacientes em processo de morte.  Mesmo sendo quase uma rotina no hospital, nunca nos acostumamos com ela.
O sofrimento e a proximidade da morte fazem-nos reavaliar a vida, enfocando nossas mentes em seus valores essenciais:  Valeu a pena?  Qual foi o meu saldo?  Estou deixando saudades?  O que realizei deu sentido à minha vida e à de outros?  Para onde irei depois da morte?  Que legado estou deixando?
Quando Deus é conhecido pessoalmente, fazendo-nos sentir Seu amor, misericórdia e graça, sendo parte de cada detalhe de nossos dias, a vida não acaba com a morte; a esperança vai além: dignidade, qualidade de vida, utilidade, paz e alegria permanecem até mesmo à sombra da morte.
Com a introdução do conceito de Cuidados Paliativos, princípios claros publicados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1990 e reafirmados em 2002 vieram reger as suas atividades.  O cuidado espiritual atende a cada um deles, ajudando a promover o alívio da dor e de outros sintomas estressantes; reafirmando a vida e vendo a morte como processo natural; integrando aspectos psicossociais e espirituais ao cuidado; oferecendo um sistema de suporte para auxiliar o paciente a viver tão ativamente quanto possível até a morte e amparando a família durante todo o processo da doença.
Para que haja condições de oferecer este cuidado integral ao enfermo e a sua família, torna-se muito importante a intervenção do capelão e de sua equipe de capelania, também chamados de assistentes espirituais.
Em 2005, o Comitê das Organizações de acreditação dos Cuidados em Saúde (JCAHO), notando que os valores espirituais dos pacientes afetavam a maneira como respondiam ao tratamento, incluiu uma norma de acreditação requerendo das instituições de saúde que tratassem das necessidades espirituais dos doentes.
Quando se fala sobre religião e espiritualidade, pode-se pensar na religião como associada a comunidades religiosas organizadas, artefatos e escrituras, com regras e mandamentos, oficiais treinados, cerimônias e dogmas.  A espiritualidade tende a ser experimentada como algo mais caloroso e espontâneo, e está associada a amor, inspiração, integralidade, profundidade e ministério, sendo mais caráter pessoal.
Crenças religiosas estão relacionadas com melhores saúde e qualidade de vida.  Estudos cientificios (1,2) têm identificado uma relação contrária entre depressão e religiosidade.  Esses estudos afirmam também que ter uma religião e/ou pertencer a um grupo religioso melhora o suporte social e a saúde física, diminuindo os gastos com a enfermidade.  Para o cuidado integral de paciente e sua família, tanto uma coisa como a outra são necessárias: o atendimento espiritual, individual e diário, trará ao enfermo e a seus queridos ouvidos atentos condições para reflexões profundas sobre questões existenciais; confrontos e desafios quanto a propósito de vida, perdão, acerto de contas, vida eterna, qualidade e utilidade de vida.
Apoiado na fé em Deus e no suporte da comunidade religiosa, o paciente experimentará maior bem-estar, senso de pertencer, ser amado, ter dignidade e paz, além da certeza de que será acompanhado até o fim de seus dias.  O fato de saber que sua família continuará recebendo suporte, conforto no  luto e amparos social, emocional e espiritual ajudará ao enfermo a ter paz.
Oferecer o atendimento espiritual como parte do serviço de saúde é permitir ao beneficiado expressar seus sentimentos e emoções conversando abertamente sobre a morte e o morrer e ajudando-o a participar de todas as decisões referentes a seu tratamento e aos desejos finais.
O Cuidado Paliativo reconhece que as "curas espiritual e emocional" podem ocorrer mesmo quando a física e/ou a recuperação se tornam impossíveis.  Muitas pessoas gravemente enfermas ou em fase terminal falam sobre terem descoberto uma riqueza e o preenchimento do vazio de sua vida, que elas nunca haviam encontrado antes.
A equipe de saúde também será muito beneficiada ao receber o suporte do capelão em situações de estresse pessoal ou na tomada de decisões em questões de bioética, envolvendo dilemas de fim de vida de seus pacientes.

Referências
    1. KOENIG, H.; LEWIS, G. The healing connection. Nashville: Word Publishing, 2000.
    2. KOENG, H.G., M.D. The healing power of Faith. New York: Touchstone, 2001.
















segunda-feira, 14 de outubro de 2013

REGULAMENTA A PRESTAÇÃO DE ASSISTÊNCIA ESPIRITUAL E RELIGIOSA HOSPITALAR NO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO. PROJETO DE LEI Nº 1252/2011




PROJETO DE LEI Nº 1252/2011
      EMENTA:
      REGULAMENTA A PRESTAÇÃO DE ASSISTÊNCIA ESPIRITUAL E RELIGIOSA HOSPITALAR NO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO.
Autor(es): VEREADOR REIMONT


A CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO
D E C R E T A :
Capítulo I 
Das características da prestação de Assistência Religiosa nos Hospitais Públicos e Privados.

    Art 1º - A prestação de Assistência Religiosa nos Hospitais públicos e privados constitui-se no conjunto de ações voltadas às boas práticas de credos e cultos, em prol de pacientes, de familiares e de servidores, assegurada sua autonomia.

    Art 2º - A prestação de Assistência Religiosa tem caráter voluntário, nos moldes da Lei Federal no 9.982, de 14 de julho de 2000, das Leis Estaduais 2.294, de 30 de junho de 1998 e 4.154, de 11 de setembro de 2003 e da Lei do Serviço Voluntário (Lei Federal no 9.608 de 18 de fevereiro de 1998).

    Parágrafo único: O serviço voluntário religioso é atividade espontânea, não remunerada, prestada nos Hospitais públicos e privados por pessoa física, maior e capaz, não gerando vínculos empregatícios, nem obrigações de natureza trabalhista, previdenciária ou afim.
    Capítulo II 
    Da denominação do Serviço de Assistência Religiosa nos Hospitais Públicos e Privados.

    Art 3º - O serviço de assistência religiosa dos Hospitais públicos e privados será denominado Comitê de Assistência Religiosa (CARE), ou Serviço de Assistência Religiosa (SARE) e será considerado ativado a partir da publicação desta Lei.
    Capítulo III 
    Da vinculação e organização do Serviço de Assistência Religiosa.

    Art 4º - O Serviço de Assistência Religiosa vincula-se à Superintendência (ou Administração Superior) do Hospital.

    Art 5º - O Serviço de Assistência Religiosa compõe-se de:

    I - Coordenadoria Administrativa
    II - Equipe Voluntária de Assistentes Religiosos
    III - Apoio Administrativo
    SEÇÃO I 
    DA COORDENADORIA ADMINISTRATIVA DO Serviço de Assistência Religiosa.

    Art 6º - Os trabalhos do Serviço de Assistência Religiosa serão operacionalizados através de uma Coordenadoria Administrativa, com base em princípios aplicados à área da pastoral da saúde, em consonância com os postulados de espiritualidade, teologia, ciências da religião e bioética.

    Art 7º - A Coordenadoria Administrativa do Serviço de Assistência Religiosa será composta de representante da Igreja Católica, representante de Igrejas Evangélicas, representante de outros credos e representante da Administração Superior do Hospital.

    § 1º - O número de representantes será de orientação da direção do hospital.
    § 2º - Os representantes de cada um dos credos serão indicados pelas respectivas instituições religiosas.
    § 3º - Caberá ao Superintendente ou Diretor Geral do hospital designar dentre os representantes indicados, os titulares e suplentes, bem como o representante da Administração Superior do Hospital.
    § 4º - Para integrar a Coordenadoria Administrativa do Serviço de Assistência Religiosa, o representante de cada credo deverá assinar o Termo de Adesão (Anexo II) e comprovar trabalho de Assistência Religiosa no Hospital, pelo período mínimo de 12 (doze) meses.
    § 5º - A Coordenadoria Administrativa do Serviço de Assistência Religiosa contará com um suplente para cada um dos credos que a compõe.

    Art 8º - A Coordenadoria Administrativa do Serviço de Assistência Religiosa será coordenada por um representante religioso eleito pela maioria.

    § 1º - O mandato dos integrantes da Coordenadoria Administrativa do Serviço de Assistência Religiosa será de 24 (vinte e quatro) meses.
    § 2º - Nas ausências do Coordenador, a Coordenação será exercida pelo segundo representante do mesmo credo.
    § 3º - A designação do Coordenador do Serviço de Assistência Religiosa será formalizada por ato do Superintendente ou Diretor do hospital, publicado no Diário Oficial do Município (se for necessário, de acordo com o Regimento Interno do Hospital) .
    SEÇÃO II 
    DA EQUIPE VOLUNTÁRIA DE ASSISTENTES RELIGIOSOS.

    Art 9º - A Equipe Voluntária de Assistentes Religiosos será composta de pessoas cadastradas no Serviço de Assistência Religiosa, de acordo com Regimento Interno.
    CAPÍTULO IV 
    Das competências/atribuições do Serviço de Assistência Religiosa.

    SEÇÃO I 
    DA COORDENADORIA ADMINISTRATIVA DO Serviço de Assistência Religiosa.

    Art 10 - Incumbe à Coordenadoria Administrativa do Serviço de Assistência Religiosa:

    I - deliberar sobre as atividades de assistência religiosa, de forma a oferecer solidariedade, conforto humano e espiritual, respeitando a individualidade e as convicções religiosas de cada um, no âmbito dos Institutos/Departamentos, sem nenhum ônus para o Hospital;
    II - estabelecer os critérios para cadastramento de Voluntários Religiosos;
    III - elaborar Regimento Interno e rotinas operacionais necessárias ao funcionamento do Serviço de Assistência Religiosa;
    IV - cumprir e fazer cumprir o Regulamento do Hospital e demais normas organizacionais, bem como a presente Lei.
    V - promover cursos, seminários e palestras, no âmbito da assistência religiosa, gratuitamente, em locais previamente definidos e autorizados pelos respectivos Dirigentes;
    VI - promover a interação do Serviço de Assistência Religiosa com as diferentes Unidades do Complexo Hospitalar;
    VII - coibir a prática de ato contrário aos interesses do Hospital, proibindo a promoção pessoal dos integrantes do Serviço de Assistência Religiosa, bem como negociações utilizando-se do nome e instalações do Hospital.

    Art 11 - Caberá ao Coordenador do Serviço de Assistência Religiosa operacionalizar todas as decisões e resoluções da Coordenadoria, bem como zelar pelo fiel cumprimento desta Lei e demais disposições legais e institucionais.
    SEÇÃO II 
    DA EQUIPE VOLUNTÁRIA DE ASSISTENTES RELIGIOSOS.

    Art 12 - À Equipe Voluntária de Assistentes Religiosos incumbe:

    I - cumprir as deliberações do Serviço de Assistência Religiosa;
    II - oferecer solidariedade, conforto humano e espiritual, respeitando a individualidade e as crenças religiosas de cada um;
    III - servir de apoio aos familiares de pacientes em situações críticas e de sofrimento;
    IV - desenvolver ações de ajuda espiritual, fazendo com que os profissionais da saúde, independentemente de seu credo religioso, reconheçam os valores espirituais do paciente;
    V - promover e participar de celebrações religiosas para os pacientes, familiares e servidores deste Hospital, desde que solicitado;
    VI - assessorar os profissionais da equipe multidisciplinar na solução de casos em que de algum modo estejam implicadas questões religiosas, espirituais e sociais.
    SEÇÃO III 
    DO APOIO ADMINISTRATIVO.

    Art 13 - A Coordenadoria Administrativa do Serviço de Assistência Religiosa poderá contar com suporte administrativo prestado por equipe de voluntários, nos termos do Regimento Interno do Hospital.
    CAPÍTULO V 
    Do cadastramento dos voluntários religiosos.

    Art 14 - O interessado em integrar o serviço voluntário religioso deverá formular requerimento endereçado a Coordenadoria Administrativa do Serviço de Assistência Religiosa (Anexo I).

    Parágrafo único - Preenchidos os requisitos estabelecidos em Regimento Interno, o Coordenador encaminhará o requerimento à Administração Superior do Hospital que:

    I determinará a autuação do requerimento;
    II Solicitará a Divisão de Recursos Humanos informações sobre existência de registros cadastrais e de eventuais ocorrências;
    III analisará e deliberará sobre a formalização ou não do Termo de Adesão;
    IV se deferido, determinará que a Divisão de Recursos Humanos proceda a formalização de Termo de Adesão, disciplinada pela Lei Federal nº. 9.608/98 e a Lei Estadual nº 2.294/98 e 4.154/2003.


    Art 15 - Após a formalização do Termo de Adesão, a Divisão de Recursos Humanos encaminhará à Coordenadoria Administrativa do Serviço de Assistência Religiosa, o processo para ciência e anotações.

    Art 16 - O Voluntário Religioso receberá crachá de identificação, nos termos do Regimento Interno.
    CAPÍTULO VI 
    Do funcionamento do Serviço de Assistência Religiosa.

    Art 17 - A Coordenadoria Administrativa do Serviço de Assistência Religiosa estará sediada em local determinado pela Superintendência/Direção do Hospital.

    Art 18 - Aos dirigentes dos diversos serviços de assistência incumbe disponibilizar atenção e auxílio voltados ao desenvolvimento das atividades do Serviço de Assistência Religiosa, apoiando e orientando, quando necessário, tais atividades.

    Art 19 - A Coordenadoria Administrativa do Serviço de Assistência Religiosa se reunirá mensalmente, para discussão de assuntos regulamentares, administrativos internos e externos, bem como disciplinares e, extraordinariamente, sempre que necessário.

    § 1º - As decisões tomadas em reuniões ordinárias e extraordinárias serão por maioria de seus membros.
    § 2º - Na eventual ocorrência de empate, decorrente de ausência dos membros ou de seus suplentes, o voto de qualidade será do representante da Administração.
    § 3º - Os assuntos tratados nas reuniões serão lavrados em ata, que será encaminhada ao Superintendente/Diretor Geral.

    Art 20 - Os integrantes da Equipe Voluntária de Assistentes Religiosos do Serviço de Assistência Religiosa serão encaminhados pela Coordenadoria Administrativa, aos serviços do Complexo Hospitalar, obedecida a demanda religiosa.

    Art 21 - A Assistência Religiosa será prestada diariamente e em tempo integral, em todo o Complexo Hospitalar, segundo a disponibilidade do voluntário e com as observações da Superintendência/Direção Geral.

    § 1º - As celebrações religiosas obedecerão a horários pré-estabelecidos em rotina operacional, definidas pela Coordenadoria Administrativa do Serviço de Assistência Religiosa.
    § 2º - As celebrações religiosas serão realizadas em locais apropriados, definidos pelos Dirigentes dos Institutos/Departamentos dos hospitais.
    § 3º - Ficarão suspensos os serviços de assistência religiosa durante os procedimentos fundamentais realizados na unidade hospitalar, devendo ser aguardada a respectiva liberação.
    § 4º - Salvo autorização especial do responsável de cada unidade hospitalar, durante a assistência religiosa, não será permitido o uso de instrumentos musicais, tampouco de rituais incompatíveis com o ambiente.

    Art 22 - Desde que chamado, o visitante religioso, não integrante da Equipe Voluntária de Assistentes Religiosos, deverá obrigatoriamente apresentar sua identificação religiosa nas Portarias dos Institutos/Departamentos do Hospital.


    Parágrafo único - Em situações urgentes, a assistência religiosa poderá ser prestada fora dos horários normais de visita, desde que respeitadas as limitações locais e clínicas do paciente.

    Art 23 - O acesso dos representantes religiosos nos setores de terapia intensiva e correlatos ficará condicionado às determinações dos respectivos dirigentes.
    CAPÍTULO VII 
    Do acesso às informações confidenciais e sua divulgação.

    Art 24 - O acesso à informação, quer sobre o paciente, quer sobre a Instituição Hospitalar, não garante ao Voluntário Religioso direito sobre a mesma, nem confere autoridade para liberar acesso a outras pessoas.

    Art 25 - É de responsabilidade do Voluntário Religioso cuidar da integridade, confidencialidade e disponibilidade dos dados e informações, devendo comunicar por escrito à Coordenadoria Administrativa do Serviço de Assistência Religiosa quaisquer irregularidades, desvios ou falhas identificadas.

    Art 26 - A revelação de segredo do qual o Voluntário Religioso se apropriar em razão de sua atividade no Hospital constitui motivo para rescisão do Termo de Adesão, além das cominações legais da espécie.
    CAPÍTULO VIII 
    Das disposições gerais.

    Art 27 - É vedado tentar modificar o credo religioso ou retirar, transferir ou substituir objetos religiosos dos pacientes.

    Parágrafo único - Somente a Enfermeira ou acompanhante autorizado, se necessário, com ciência do enfermo e em função da exigência do tratamento, poderá recolher e guardar os objetos religiosos, para posterior devolução ao paciente/familiares.

    Art 28 - A utilização do nome, logomarcas e símbolos dos órgãos governamentais, do Hospital ou de seus Institutos/Departamentos em material de divulgação externa, é vedada aos integrantes do Serviço de Assistência Religiosa, exceto nos casos previamente autorizados pelo Superintendente.

    Art 29 - É vedada a emissão de opinião vinculada ao credo religioso, valendo-se da condição de voluntário do Serviço de Assistência Religiosa.

    Arti 30 - O Voluntário Religioso que incorrer em faltas disciplinares estará sujeito às normas do Hospital, nos termos do Regimento Interno, no que couber, sem prejuízo das demais cominações legais.
    CAPÍTULO IX 
    Das disposições transitórias.

    Art 31 – A primeira Coordenadoria Administrativa do Serviço de Assistência Religiosa será indicada mediante eleição dentre os componentes da atual Assistência Religiosa, obedecida a representatividade de credos estipulada no artigo 7º da presente Lei.

    § 1º - Caberá ao Superintendente designar os membros titulares e suplentes, bem como o representante da Administração Superior do Hospital.
    § 2º - Não será permitida a presença no Serviço de Assistência Religiosa, quer na Coordenadoria ou na Equipe Voluntária, de religiosos sem a celebração de Termo de Adesão.

    Art 32 - Esta Lei entra em vigor 30 (trinta) dias após sua publicação.