C A H E R J

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Capelania Evangélica do Rio de Janeiro

domingo, 18 de setembro de 2011

Lições de um Mentor Espiritual - PPH UCB Brasil


Bob e Debby Gas                                                                                              
www.palavraparahoje.com.br

 “Tornem-se meus imitadores, como eu o sou de Cristo.” – 1 Coríntios 11:1 NVI

Veja mais algumas passagens bíblicas que Brenda Smith aprendeu com seu pai, Fred Smith: “Um bom amigo se mantém fiel a você” (Provérbios 18:24 TM). Quando Fred foi hospitalizado, uma multidão de pessoas foi visitá-lo desejando sua recuperação, mas finalmente todos se afastaram quando não souberam o que dizer. Foram os amigos que ficaram ao lado dele em longo prazo que o sustentaram. “O Senhor vê os bons e ouve as suas orações” (Salmo 34:15 NCV). Fred Smith disse: “Muitas noites eu ficava acordado sem conseguir me mexer ou dormir, mas… quando eu era tentado a perder a esperança, a oração renovava minhas forças”. Um psiquiatra que entrevistou aspirantes a astronautas relatou que, diante do isolamento total, muitos candidatos ficavam frustrados, ao passo que aqueles que sabiam orar e sentir a presença de Deus tinham menos problemas. A oração funciona quando tudo o mais falha – mas não espere até que as coisas cheguem a esse ponto. “Quando vocês forem velhos… Eu cuidarei de vocês…” (Isaías 46:4 NCV). Alguém disse: “A velhice não é para os fracos”. Embora esteja envelhecendo fisicamente, você não precisa envelhecer em sua visão de mundo. Vivemos em uma cultura “descartável” que rotula os idosos como pessoas que possuem velhos hábitos e que são ultrapassadas. Fred Smith provou o contrário. Ele demonstrou que embora o envelhecimento não seja conveniente nem confortável, ele pode ser produtivo. Concentrando-se nos prós e não nos contras, você não apenas segue o exemplo de Cristo, mas também cria um plano para a futura geração.

Porção Diária: Leia Gn 24:1-51, 2 Co 6:14 - 7:1

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sábado, 17 de setembro de 2011

Humanização e os Hospitais Brasileiros: experimentando a construção de novos paradigmas e novas relações entre usuários, trabalhadores e gestores

UMA PUBLICAÇÃO DA Associação Médica de Minas Gerais – AMMG • Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais – CRM-MG

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/revista_medica_mg.pdf


A opção por se tomar a humanização como política pública no SUS
foi motivada pela necessidade para afirmá-la como valor do cuidado e
da gestão em saúde e, portanto, como conceito orientador das práticas
de  saúde.  Para  ampliar  as  experiências  de  humanização  nos  equipamentos  da  rede  SUS,  entre  os  quais  os  hospitais,  foi  criada  em  2003  a
Política Nacional de Humanização (PNH), com o objetivo de deflagrar
movimento político-institucional e social que alterasse os modos de gestão e de cuidado em saúde, ampliando a capacidade da rede SUS produzir mais e melhor saúde aos cidadãos e dignificar o trabalho em saúde.
Para alcançar tal efeito, de imediato, se coloca a questão do “como
fazer”, da questão de método. Como alterar os modos de gerir e de cuidar
instituídos nas organizações de saúde, avaliados como pouco efetivos
para a produção de saúde? Como ultrapassar relações sociais, políticas
e clínicas tão marcadas pelos interesses corporativos e de segmentos sociais e econômicos, que transformam muitas vezes o cuidado em saúde
em atos desprovidos de sentido? Como contornar as relações marcadas
pelo pouco diálogo e pelo autoritarismo imposto pelas desigualdades
nas relações de poder e nas relações entre sujeitos nas práticas de saú-
de? Como restituir aos cidadãos maior autonomia no cuidado de si?

A  Política  Nacional  de Humanização,  longe  de  apresentar  respostas
prontas para estas questões, apresenta um método, ou seja, uma estraté-
gica para enfrentar e lidar com aquilo que tem sido designado “desumanização”. Para reverter a tendência da reprodução de práticas que atentam contra a dignidade do cuidado e da gestão é necessário reverter a
principal força que mantém e reproduz estes problemas: a exclusão. Reverter a exclusão requer a construção de estratégias de inclusão, ou seja,
forçar a passagem de outras perspectivas, abordagens, interesses e necessidades nas relações clínicas e nos processos de gestão do trabalho, permitindo maior incidência e interferência dos sujeitos nestas relações.O modo de fazer inclusivo é o método da Política de Humanização. Humanizar é incluir. Incluir é forçar a produção de novos modos de cuidar, novos modos de organização do trabalho, mais plurais e heterogêneos,  os  quais  se  imaginam mais  potentes  para  a  produção  de saúde e para a dignificação do trabalho.Isto parece tarefa simples, mas não é. Incluir é enfrentar práticas de
poder enraizadas nas relações do campo da saúde que foram criando culturas institucionais, atitudes e comportamentos que tornaram naturais  alguns  efeitos  de  relações  muito  desiguais.  Esta  desigualdade pode significar para os cidadãos a expropriação da autonomia no cuidado de si, como por exemplo, sua exclusão na escolha de tratamentos e a não consideração de suas opções

na escolha de condutas. Para os trabalhadores, isto pode corresponder a experimentação de vivências de trabalho que tornam o trabalhar em saúde uma exigência que extrapola suas condições físicas e subjetivas, fazendo adoecer, comprometendo sua qualidade de vida. Assim, humanizar implica na experimentação de mudanças que apontem para a construção de soluções mais partilhadas, mais coletivas, mais respeitosas. Obviamente a referência ético-política aqui é a base doutrinária do SUS (direito à saúde, eqüidade e a integralidade), considerando-se aquilo que a sociedade tem definido como o que seja desejável e aceitável no campo do cuidado.
Para a melhoria no atendimento e democratização das relações de trabalho – efeitos da humanização – é
necessário, pois, enfrentar as relações desiguais no cuidado na relação usuário/rede social e trabalhador/equipe de saúde, bem como entre trabalhadores e gestores. E assim, a humanização depende do estabelecimento de condições político-institucionais, cujo efeito é o reposicionamento dos sujeitos nas relações clínicas e de trabalho.
A humanização se propõe, então, à criação de novas práticas de saúde, de novos modos de gestão, tarefas inseparáveis da produção de novos sujeitos. Assim, a tarefa da Política Nacional de Humanização é contribuir para a construção de modos de fazer para que o universo da rede SUS, seu enorme contingente de usuários, trabalhadores e trabalhadores investidos da “figura de gestor”, experimente novas possibilidades de manejo das tensões e alegrias do trabalho em saúde, alterando modos de gerir e modos de cuidar. Sua tarefa é tornar homens e mulheres mais capazes de lidar com a heterogeneidade do vivo, de reinventar a vida, criando as condições para a emergência do bem comum. Esta é a aposta ética da humanização da saúde.
A publicação desde volume da Revista Médica da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais, nesta perspectiva, é uma iniciativa muito importante, pois abre espaço para a veiculação e análise de experiência de humanização em hospitais universitários. Estes hospitais ocupam posição estratégica no SUS, quer seja por sua potencial capacidade resolutiva e a eficácia que podem agregar na rede de cuidados, quer seja por sua função de formação de trabalhadores da saúde. Experimentar a humanização nestes lugares, por estas razões, é então estratégico.
Os hospitais brasileiros, é necessário reconhecer, há muito se colocaram o problema da humanização da assistência. Desde antes da criação do SUS um conjunto de práticas humanizadoras tiveram curso e com a criação da PNH estas experiências passam a receber novos aportes conceituais e metodológicos, estimulando a capilarização da humanização em praticamente toda rede hospitalar. É possível se afirmar, nesta direção, que boa parte dos hospitais brasileiros tem colocado o tema da humanização como um desafio. E muitos deles tem ido além da interrogação, partindo para a experimentação de dispositivos da PNH.
A experiência de implementação da Humanização nos hospitais tem demonstrado que não há um único caminho a ser trilhado. E não poderia ser diferente: a humanização como valor que orienta práticas de gerir e de cuidar, mas não as molda, pois não haveria como apontar antes o que deve ser feito, senão construir experiências que poderiam indicar caminhos, dar pistas, apontar possibilidades a partir da humanização como valor atinente ao cuidar e ao gerir em saúde.
Dar vazão, fazer conhecer e refletir sobre experiências de humanização em hospitais universitários – tarefa desta publicação – certamente ampliará o acervo de experiências de humanização registradas, bem como contribuirá para o processo de capilarização da humanização em outros estabelecimentos de saúde.

Dário Frederico Pasche
Coordenador da Política Nacional de Humanização/Ministério da Saúde

O cuidado espiritual ao paciente terminal no exercício da enfermagem e a participação da bioética

ARTIGO ORIGINAL/ ORIGINAL REPORT/ ARTÍCULO

http://www.scamilo.edu.br/pdf/bioethikos/54/O_cuidado_espiritual.pdf


RESUMO: Estudo qualitativo que aborda o papel da enfermagem no cuidado espiritual ao paciente terminal e a implicação da bioética no processo saúde. Foi aplicado um questionário e uma entrevista individual semi-estruturada a sete pessoas pastoralistas de hospitais da grande porto alegre, escolhidas intencionalmente. Os resultados são apresentados em cinco unidades temáticas: perfil pastoral dos agentes espirituais, características do cuidado espiritual ao paciente terminal, preparo da enfermagem para o cuidado espiritual ao paciente terminal, inclusão do cuidado espiritual ao paciente terminal no trabalho da enfermagem e integração enfermagem e capelania. O estudo conclui que a enfermagem não tem preparo
adequado para atender as necessidades espirituais do paciente terminal. Mesmo que esta não esteja preparada, o cuidado espiritual deve ser incluso em suas tarefas, pelo fato de ter maior contato com o paciente e, dessa forma, conhecer suas necessidades de modo mais abrangente. É preciso
que as funções de capelania sejam bem definidas e integradas à enfermagem para que o paciente terminal possa receber o cuidado espiritual adequado, sem sofrer interferências. A bioética é uma área de conhecimento isenta de determinismos e constitui campo fértil a guiar as pessoas nas
suas condutas, como se evidencia nas entrelinhas das falas analisadas. O esforço de, nas situações concretas, captar as peculiaridades vivenciadas
pelo paciente, reflete a implicação saúde, espiritualidade e bioética.
PALAVRAS-CHAVE: Bioética. Enfermagem. Paciente terminal.


ABSTRACT: A qualitative study that approaches the role of nursing in the spiritual care to the terminal patient and the implication of bioethics in
the health process. A questionnaire and a semi-structured individual interview were applied to seven people intentionally chosen that act in the pastoral area of hospitals of Metropolitan Porto Alegre. The results are presented in five thematic units: the spiritual agents' pastoral profile, characteristics of spiritual care to the terminal patient, training of nursing professionals for spiritual care to the terminal patient, inclusion of spiritual
care to the terminal patient in the work of nursing and integration of nursing and chaplaincy. The study concludes that nurses dare not appropriately trained to assist the terminal patient's spiritual needs. Even then, spiritual care should be included in their tasks, for nurses have more contact
with patients and so know more what their needs are. It is necessary that chaplaincy functions are well defined and integrated into nursing so that
the terminal patient can receive the appropriate spiritual care, without unduly interferences. Bioethics is a knowledge area free from determinisms
and it constitutes a fertile field to guide people in their conducts, as it is evidenced in the implied senses of the analyzed utterances. The effort to
capture in concrete situations the peculiarities lived by the patient, reflects the integration among health, spirituality and bioethics.
KEYWORDS: Bioethical. Nursing. Terminal patient.
RESUMEN: Estudio cualitativo que aborda el papel de la enfermería en el cuidado espiritual al paciente terminal y la implicación de la bioética en
el proceso de la salud. Se aplicó un cuestionario y una entrevista individual semiestructurada a siete personas pastoralistas de hospitales de la Gran
Porto Alegre, elegidas intencionalmente. Los resultados son presentados en cinco unidades temáticas: perfil pastoral de los agentes espirituales, características del cuidado espiritual al paciente terminal, preparación de la enfermería para el cuidado espiritual al paciente terminal, inclusión del
cuidado al paciente terminal en el trabajo de la enfermería y integración enfermería - capellanía. El estudio concluye que la enfermería no tiene
preparación adecuada para atender a las necesidades espirituales del paciente terminal. Aunque la enfermería no está preparada, el cuidado espiritual debe estar incluso en sus tareas, por el hecho de esta tener más contacto con el paciente y, de ese modo, conocer sus necesidades de forma más
abarcadora. Se necesita que las funciones de la capellanía sean bien definidas e integradas a la enfermería para que el paciente terminal pueda recibir
un cuidado espiritual adecuado, sin sufrir interferencias indebidas. La bioética es un área de conocimiento exenta de determinismos y constituye un
campo fértil para guiar a las personas en sus conductas, como es evidente en las entrelíneas de las hablas analizadas. En las situaciones concretas,
el esfuerzo por captar las peculiaridades vividas por el paciente, refleja la imbricación  salud, espiritualidad y bioética.
PALABRAS LLAVE: Bioética. Enfermería. Paciente terminal.

Sofrimento da equipe de saúde no contexto hospitalar: cuidando do cuidador profissional

http://www.saocamilo-sp.br/novo/publicacoes/publicacoesDowload.php?ID=79&rev=s&ano=2010
http://www.saocamilo-sp.br/pdf/mundo_saude/79/420.pdf

Sofrimento da equipe de saúde no contexto hospitalar:
cuidando do cuidador profissional
Suffering of the health team in a hospital context: caring for professional carers
Sufrimiento del equipo de salud en el contexto hospitalario:
cuidando del cuidador profesional.



ReSumo: Este artigo aborda o tema da morte no século XXI, como profissionais de saúde a enfrentam, as consequências na sua saúde física e psíquica.
A morte é vista como inimiga, oculta, vergonhosa, ferindo a onipotência do homem moderno. É tema interdito, provocando entraves na comunicação entre pacientes, familiares e profissionais. Com o avanço da medicina, a morte ocorre no hospital. O cotidiano dos profissionais de saúde frente à morte
envolve escolhas difíceis de serem realizadas, gerando estresse adicional. Na mentalidade da morte interdita não se autoriza a expressão de emoções e dor, levando ao adoecimento e aumento dos casos de depressão, aumentando a incidência da Síndrome de Burnout entre profissionais. Os profissionais
de saúde escolhem trabalhar com a morte e o morrer, trazendo sua forma pessoal de lidar com dor e perdas. Não conseguir evitar a morte ou aliviar o sofrimento traz ao profissional a vivência de sua finitude. Estabelece-se relação entre intenso estresse, colapso e luto não reconhecido. Alguns profissionais não aceitam e reconhecem seu luto. Os programas de cuidados paliativos procuram modificar esta disfunção ao estimular o trabalho de equipe nos cuidados ao paciente e à família. Uma proposta de cuidados ao cuidador é apresentada com os seguintes objetivos: a) Aquecimento e sensibilização para abordar as dificuldades principais; b) Aprofundamento do tema trazido pelo grupo; c)Planejamento dos cuidados ao cuidador pensado pela equipe de trabalho, tendo em vista suas necessidades; d) A metodologia utilizada durante as diversas fases do trabalho atividades em grupo. Uma modalidade de cuidado é o plantão psicológico, facilitando o crescimento e o desenvolvimento da pessoa, envolvendo empatia, aceitação e congruência. Oferece espaço de escuta, contando com pessoas qualificadas no momento em que se busca ajuda, acolhendo a demanda. Outras formas de cuidados são apresentadas: atividades de lazer, psicoterapia e cuidados psicológicos, cursos e workshops favorecendo a aprendizagem significativa, supervisão individual e grupal para casos
difíceis, refletindo-se sobre cuidados, favorecendo o trabalho de equipe.
PalavRaS-chave: Cuidadores. Profissionais da saúde. MortE



a morte e o luto hoje
Nos séculos XXI a morte é vista como inimiga, oculta, vergonhosa, que fere a onipotência do homem
moderno

 É considerada tema interdito, provocando entraves na .comunicação entre pacientes, familiares e profissionais. Oculta-se a morte com estratégias defensivas. Interditar a morte oferece poder ilusório àquele profissional, que acredita que pode combatê-la, escancarado sua fragilidade.
A morte pode ser vista como fato natural, parte da vida ou como inimiga a ser vencida a qualquer
custo. Os “combatentes” da morte na atualidade são os profissionais de saúde, principalmente médicos aos quais se atribui (e alguns se atribuem), o papel de donos da vida e da morte
2,3,4
.
Em função do avanço da medicina, o local da morte deixa de ser a casa para ocorrer no hospital; o doente não é mais visto como pessoa, não tendo mais direito de planejar seu final de vida e a morte. A família que vive seu sofrimento pode ser considerada presença incômoda.
O conceito de morte roubada ao paciente é de Marie de Henneze
,cujo trabalho durante anos, foi o de acompanhar pacientes em Unidades de Cuidados Paliativos. Diferencia três situações:
a) A morte roubada ao paciente: neste tipo de morte, o paciente não consegue exercer
seu direito de autonomia, ter sua vontade respeitada, ter possibilidade de se autogovernar e ter participação ativa no seu processo terapêutico. Para não ocorrer morte roubada, o diálogo entre equipe de saúde, paciente e familiares é de suma importância, e as informações dadas pelo médico devem
ser claras e acessíveis, sem ocultar a verdade. É necessário esclarecer sobre diagnóstico, prognóstico, efeitos colaterais de tratamentos e medicamentos, o que permitirá que se faça escolhas adequadas.
b) A morte pedida pelo paciente. Segundo Hennezel, o pedido do paciente para morrer,
precisa ser compreendido, pois pode não ser desejo de morte, e sim, alívio de sintomas ou acolhimento de sofrimento, que pode não estar sendo tratado de forma adequada pela equipe de saúde.
É importante que o sofrimento seja entendido em seus aspectos físicos, sociais,
espirituais e emocionais. A comunicação entre paciente, familiares e equipe de saúde é um dos principais eixos no tratamento do paciente.
c) A morte exigida pelo paciente. É o pedido para morrer de fato, uma abreviação da
vida. Pode se relacionar à interrupção de tratamentos obstinados e fúteis ou um
pedido de eutanásia.Seja qual for a dimensão do pedido do paciente o que se espera
é a escuta e compreensão do que está sendo comunicado, mesmo que não se atenda o seu pedido.
Levando em consideração o que Hennezel propõe parece ficar evidenciado o cotidiano dos profissionais de saúde frente às situações de morte, que envolvem escolhas nem sempre fáceis e possíveis de serem realizadas (até em termos legais), o que pode gerar na equipe de saúde, um estresse adicional. Profissionais afirmam que é difícil efetuarem procedimentos com os quais não concordam, principalmente quando causam sofrimento adicional ao paciente, configurando a distanásia.


Na situação da morte roubada ao paciente, rouba-se também a possibilidade de despedidas, término de projetos, pedidos de perdão, dificulta-se ao paciente e familiares, o luto antecipatório, como definido por Rando
Jann . em sua dissertação de mestrado intitulada:
Enfrentando o morrer: a experiência de luto(a) do paciente com câncer avançado e seus familiares apresenta os conceitos e controvérsias envolvendo o termo, destacando o valor adaptativo das reações de luto, antes da morte propriamente dita.
O luto antecipatório segundo Pine ocorre ao longo de um continuum, que vai do momento da
notícia de uma doença grave, até o momento da concretização da morte. Além dos familiares e do paciente, os profissionais de saúde vivem  lutos   cot idianos  em  sua prática profissional. Será que eles têm direito de expressar sua dor?
Em seu processo de formação são oferecidas possibilidades teóricas e experienciais para lidar com dor,
perdas e morte? Na década de 1950 observa-se contestação da abordagem defensiva em relação à morte. Elisabeth Kübler-Ross e Cicely Saunders p r o p õ em  a   r e h uma n i z a ç ã o   d a morte

 Cuida-se dos sintomas e .do sofrimento na esfera psicossocial e espiritual, o doente é centro dos
cuidados, incluindo-se a família no tratamento. Esta mentalidade permitiu o desenvolvimento dos
cuidados paliativos.
Segundo Pessini há dois paradigmas nas ações de saúde: o curar e o cuidar. No paradigma envolvendo a cura o investimento é para salvar vidas. No paradigma do cuidar a morte é aceita como parte
da condição humana. Qualidade de vida em suas várias dimensões é preocupação dos profissionais afinados com este paradigma.
Pessoas com doença grave podem sentir medo do fim da vida. O que se tornou tão assustador para

que pessoas tenham tanto medo do processo de morrer? Observamse alterações significativas das formas de morrer nos últimos anos. Há predominânc ia de doenças crônicas: cardiopatias, neoplasias, 
doenças sexualmente transmissíveis, enfermidades neurológicas e demências. O temor de que haja 
supertratamento nas Unidades de Terapia Intensiva, acompanhado de dor e sofrimento está presente 
na população em geral e também em pacientes gravemente enfermos .  Talvez  es te  seja o mot ivo 
para se falar tanto sobre eutanásia e suicídio assistido, como forma de evitar obstinação terapêutica, 
o prolongamento do processo de morrer com muito sofrimento.


Leitura em Hospitais Pediátricos

Leitura em Hospitais Pediátricos: uma experiência de humanização à criança hospitalizada
Maria Cristina Paiva Hass – Coordenadora PBVH/IPPMG/UFRJ

O Projeto Biblioteca Viva em Hospitais reúne 3 Instituições que se preocupam com as condições de vida e o atendimento de crianças e  jovens no Brasil.
São elas: Ministério da Saúde, Fundação Abrinq Pelos Direitos da Criança e o Banco Citibank.
O hospital é um  local totalmente desconhecido da criança e  ela passa a conviver com situações de doenças e por vezes até  a morte.
Preocupados com essa situação e apostando em um trabalho de equipe com voluntariado, o Projeto Biblioteca Viva em Hospitais foi implantado em 5 unidades, sendo 3 no Rio de Janeiro e 2 em São Paulo. São eles: (Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira/UFRJ, Instituto Fernandes Figueira/Fundação Oswaldo Cruz e Hospital Municipal Jesus – Instituto da Criança Prof. Pedro de Alcântara/SP e Hospital São Paulo/SP.
Uma vez internada a criança é afastada do seio familiar, dos brinquedos, dos amigos  e da escola. Esse afastamento gera um sentimento de culpa, desenvolvendo fobias, depressão, hiperatividade e por vezes perdendo até o seu referencial.
Segundo (Biermann, 1980), A hospitalização, em determinada situações, constitui um risco igual ou maior que aquele da própria doença que a originou. (Spitz, 1946), descreve a síndrome do hospitalismo (grave depressão e isolamento afetivo).
O trabalho recreativo, em unidade com internação pediátrica, contribui para o bem-estar da criança, ocupando sadiamente muito seu tempo de cura e restabelecimento, preservando o princípio  básico da saúde integral.
Acreditamos ser a humanização alcançada em ambiente hospitalar, através deste atendimento, um exemplo a ser perseguido porque mesmo doente, a criança precisa brincar.
Poder falar das histórias, se identificar com personagens, rir e se emocionar com os contos, painéis e com as imagens contidas nos livros, proporciona a criança um espaço para imaginar a brincar ,  mesmo imobilizada.
Lendo e contando histórias, também estamos ampliando seu repertório, seu universo intelectual e sua formação como leitor.
 Para este fim o Projeto conta com um acervo literário de 1100 livros infanto-juvenil, carrinhos coloridos para transportá-los, almofadas, tapetes, mochilas, etc.. levando para dentro do hospital um jeito alegre, irreverente. Essas atitudes  mudam a idéia de que criança em hospital seja só um paciente e não mais criança.
 No IPPMG  a  mediação de leitura acontece em diferentes espaços físicos do hospital (ambulatório atendimento, enfermarias, materno-infantil)
Os livros são apresentados à criança podendo despertar ou não interesse pela história. E cabe ao mediador respeitar a sua  vontade  e o tempo em que ela deseja para ouvir as histórias.
São esses, os objetivos específicos do Projeto:
·         Aumentar a aceitabilidade da criança ao tratamento e a situação de internação hospitalar;
·         Agregar situações estimuladora ao processo de cura da criança;
·         Garantir, a rescontituição de um espaço de vitalidade no que se refere não apenas à doença;
·         Propiciar o alívio de tensões e  mudança favoráveis no quadro psicológico das crianças;
·         Facilitar a integração das crianças e seus familiares com o corpo funcional do hospital através da mediação de leitura;
·         Possibilitar que crianças e jovens em situação de internação hospitalar tenham acesso a livros de qualidade e a leitura mediada;
·         Ampliar os espaços onde a leitura seja oferecida para as populações com menos acesso a livros e menores possibilidades de aquisição dos mesmos;
·         Propor a leitura como forma de prazer favorecendo assim a familiarização com os livros.
Bibliografia consultada:
BETTLELHEIM, Bruno. Psicanálise dos Contos de Fadas. Ed. Paz e Terra, 1980. Coleção Literatura e Teoria Literária. Vol. 24.
CECCIM, Ricardo Burg e CARVALHO, paulo R. Caevalho (Orgs) Criança hospitalizada; atenção integral como escuta  à vida. Editora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 1997. 195 p.
PERROTI, Edimir. O Texto Sedutor na Literatura Infantil. São Paulo, Editora Ícone, 1986.

Projeto Brincante - IPPMG/UFRJ

http://www.eefd.ufrj.br/brincante/brincante

brincante.gif

1.    O Projeto

O Projeto Brincante resulta da demanda feita pela equipe médica do Setor de Hematologia do Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira — IPPMG/UFRJ - à Escola de Educação Física e Desportos - EEFD/UFRJ.
Atualmente, o projeto desmembra-se em duas seções: uma atividade de extensão – o trabalho nas oficinas realizado na sala de espera – e  uma atividade de pesquisa-intervenção – realizada na  recém inaugurada sala de quimioterapia, o Aquário Carioca.
 
2.    Objetivos
Com o Projeto Brincante, na sala de espera dos ambulatórios do IPPMG, buscamos verificar os melhores recursos orientados pela psicomotricidade, que contribuam para minimizar as tensões geradas no ambiente hospitalar, enquanto a criança aguarda pelo atendimento médico.
Na sala de quimioterapia, a proposta é pesquisar formas de atenuar a dor psíquica da criança em tratamento e verificar quais os melhores recursos que o brincar oferece para diminuir tais tensões.
3.    Metodologia
Na sala de espera dos ambulatórios, com o intuito de viabilizar o ato de brincar no referido local, estabelecemos quatro oficinas temáticas: Movimento, Dramatização, Artes Plásticas e Jogos. Nelas, os alunos da graduação da EEFD se responsabilizam pelo suporte dado ao brincar das crianças, sob supervisão de professores e colaboradores.
Na oficina do Movimento, a criança terá a possibilidade de viver o prazer sensório-motor. Em seguida, encontra-se a oficina de Dramatização, onde ela poderá trabalhar a imagem de seu corpo e as múltiplas identificações que o fantasiar oferece. Do outro lado da sala, na oficina de Artes Plásticas, a criança representará plástica e graficamente o material produzido por suas fantasias e, por último, apresenta-se a oficina de Jogos, que disponibiliza materiais não estruturados, dando maior chance às atividades de construção.
Na sala de quimioterapia, o Aquário Carioca, são oferecidas as Bandejas Brincante, criadas para o projeto para facilitar o brincar da criança, que está impossibilitada de se locomover. Os alunos bolsistas, que fazem plantões três vezes por semana, pesquisam e elaboram relatórios sobre os diferentes conteúdos da fantasia infantil, que servem de anteparo para o mal estar imposto pelo tratamento.
Duas alunas da pós-graduação, do Instituto de Psicologia-UFRJ, desenvolvem suas pesquisas de Mestrado com os responsáveis pelos “sujeitos brincantes” - nome dado aos pacientes.
Reportagem do Jornal SBT Rio sobre o Aquário Carioca. Aqui!
4.    Público Alvo
    * Sala de espera: crianças de 1 a 14 anos atendidas nos ambulatórios do IPPMG/UFRJ - Atividade de extensão
    * Quimioteca: crianças de 1 a 14 anos em tratamento quimioterápico no IPPMG/UFRJ - Atividade de pesquisa-intervenção
5.    Coordenação
Coordenadora GeralProfa. Dra. Ruth Helena Pinto Cohen
Coordenadora TécnicaProfa. Ms. Márcia Fajardo de Faria
Coordenadora de Apoio TécnicoProfa. Marta Ballesteiro Pereira Tomaz
Coordenadora de Apoio TécnicoProfa.Vanessa Cunha Magman
 6. Contato
Endereço eletrônico: brincante[ARROBA]eefd.ufrj.br
Telefone: (21) 2562-6815
Localização: UFRJ - Prédio da EEFD - Campus da Ilha do Fundão
                    Escola de Educação Física e Desportos - sala 223
                    Avenida Carlos Chagas Filho, 540.
                    Cidade Universitária- R.J.- CEP: 21941-59

Aquário Carioca - Instituto de Pediatria e Puericultura Martagão Gesteira – IPPMG

Instituto de Pediatria e Puericultura Martagão Gesteira  IPPMG 
http://www.desiderata.org.br/o-que-fazemos/oncologia-pediatrica/programa-ampliando-o-acolher/aquario-carioca.shtml

Aquário Carioca

Logo Aquário CariocaA parceria com o cenógrafo Gringo Cardia permitiu a concretização do projeto “Aquário Carioca”, que transforma o ambiente físico da sala de quimioterapia no mundo mágico do fundo do mar. O objetivo é oferecer um espaço acolhedor para pacientes, familiares e profissionais, integrando ao tratamento a oportunidade de desenvolvimento e expressão de crianças e jovens. O Aquário Carioca foi inspirado na pioneira experiência da “Quimioteca” do Instituto de Oncologia – GRAACC, em São Paulo. É na sala de quimioterapia que a criança e o jovem passam a maior parte do tratamento do câncer, que dura em média 18 meses. Investir na oferta de alternativas lúdicas e de desenvolvimento para os pacientes nesse ambiente é muito importante. Além disso, a organização do espaço contribui para o aumento da auto-estima da equipe multiprofissional, facilitando os processo de trabalho e a interação junto aos pacientes e seus familiares.


A partir do investimento nas instalações físicas da sala de quimioterapia, o Desiderata acompanha de perto a implantação do Aquário Carioca nos primeiros dois anos, apoiando a manutenção e a definição da estratégia de sustentabilidade desses espaços. Além disso, o Desiderata promove encontros de intercâmbio entre as equipes dos hospitais, de forma a aprofundar a reflexão sobre a política de humanização do Sistema Único de Saúde –SUS. Já foram realizados três workshops, reunindo cerca de 20 profissionais em cada um.


O objetivo do Desiderata é o de viabilizar a implantação do Aquário Carioca em cada uma das salas de quimioterapia ambulatorial dos hospitais públicos com serviço de oncologia pediátrica do Rio de Janeiro. Para isso trabalha para identificação de parceiros investidores interessados e comprometidos com essa causa.


http://www.youtube.com/watch?v=_X56didAWHg

O Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira é um hospital pediátrico universitário, situado na Cidade Universitária, que desempenha funções de assistência e ensino de Pediatria e desenvolve pesquisa na área materno-infantil. Além disso, oferece o Programa de Educação Continuada (PEC) para graduados, graduandos e alunos do Ensino Médio, que tem como objetivo principal o aprimoramento dos conhecimentos teóricos e práticos dos profissionais da área de saúde ligados à pediatria, através do treinamento em serviço. 



http://portal.mec.gov.br/sesu/arquivos/pdf/humarta.pdf
O IPPMG, por suas características estruturais, pode ser definido como uma instituição voltada ao 
atendimento especializado dos problemas de saúde na infância, tendo-se moldado, ao longo do tempo, em hospital de referência para atendimento de condições clínicas complexas, sem, contudo, perder de vista a importância e a necessidade de desenvolver atividades assistenciais ligadas à atenção primária.