C A H E R J

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Capelania Evangélica do Rio de Janeiro

sábado, 19 de janeiro de 2013

Toda Vida é Missão, e Missão é Toda Vida


Publico esse artigo relevante de Ariovaldo Ramos

http://ariovaldoramosblog.blogspot.com.br/



Ariovaldo Ramos

"O DEUS nos deu a tarefa de cuidar do planeta. É, temos de nos espalhar pela terra, conquistá-la e dominar sobre as demais criaturas.

Ele nos deu um modelo, o jardim. O jardim é comunitário, o que se busca é a beleza do conjunto. Essa beleza nasce do acesso à água, ao Sol e aos nutrientes para todas as espécies e espécimes. Assim como o controle do crescimento particular, via poda, e da proliferação, via controle de natalidade.

E isso vale, também, para nós! Eu diria, principalmente, para nós, que somos, simultaneamente, jardineiros e parte do jardim.

Além do jardim, como modêlo, o DEUS nos cumulou com possibilidades: talentos,  capacidades de ordem operacional, moral e espiritual. E precisamos mesmo, temos de, cuidando, explorar o planeta! É dele que vem o sustento do DEUS para nós.

Teremos de conhecer todas as possibilidades de seu solo e subsolo, de saber como transformar isso em alimento e condições de vida, com qualidade, temos de dimensionar o espaço para nós e para as demais criaturas. 

Nós perdemos o jardim, a terra perdeu parte da sua espontaneidade, e algo aconteceu conosco, nossa natureza não é mais límpida, como era antes de termos desobedecido e de sermos expulsos. É, de verdade, ficamos exatamente o contrário do que éramos. Percebo, entretanto, parte do que fomos, em nós, mas já não é mais intrínseco a nós. De fato, parece um empréstimo do DEUS. AInda bem que o DEUS, que nos prometeu salvação, não nos deixou sem nada dele. Ah! Como sinto falta do que éramos!

O mandato, apesar de termos caído, continua, e as capacitações, apesar de termos perdido a pureza, também, permanecem. É... ainda temos uma tarefa a cumprir!"




Imaginei esse diálogo do primeiro casal, para manter a perspectiva universal da vocação humana, o chamado a cuidar do planeta e de todos os seus habitantes (Gn 1.28), incluindo, por definição, a nós mesmos. 

O chamado do DEUS, a partir de Abrão, para que todas as famílias da Terra sejam abençoadas (Gn 12.1-3) não substitui, mas, complementa o mandato, incrementando o elemento que se lhe tornou necessário, por causa da queda: a salvação de toda a criação (Rm 8.19). De modo que a missão do Israel do Antigo Testamento, que era a de trazer a criança prometida em Gn 3.15, tanto quanto a missão do Israel do Novo Testamento, que é a de anunciar a chegada da criança, a todas as famílias da Terra, fazem parte do cumprimento da responsabilidade humana.

Se toda a família humana é, em Abrão, chamada de volta ao DEUS, então, o mandato continua em vigor, porque a Terra vem junto, porque foi dada aos homens (Sl 115.16).

Quando a humanidade rompeu com o DEUS, desistiu de existir, porque é no DEUS que existimos (At 17.28). Quando a humanidade desistiu de existir, disse não ao DEUS e a tudo o que ele disse sobre a raça humana: que esta era a sua imagem e semelhança (Gn 1.26). O DEUS, entretanto, nos manteve existindo, porque nos havia criado no Cordeiro (1Pe 1.18-20; Col 1.15-17). Contudo, estávamos, fruto da queda, tomados pela maldade e, se o Criador não fizesse algo, a maldade seria o único conteúdo a dar o tom da nossa existência, o que provocaria imediata solução de continuidade, teríamos de ser aniquilados, então a Trindade, que é o DEUS, nos emprestou a sua bondade e toda boa dádiva (At 14.17; Tg 1.17). 

Em sendo assim, todo bem que há no ser humano é empréstimo do DEUS, e nessa dimensão encontra-se talentos, e capacidades, e a vocação. O ser humano está, portanto, apto para o mandato, embora isso não signifique estar apto para a salvação, pois a graça que mantém a existência, embora tenha a mesma fonte: o sacrifício, e ainda que aponte para a graça que salva, está aquém da mesma. Esta graça, no entanto, nos faz indesculpáveis diante da convocação ao mandato cultural, por isso o juízo das nações é: tive sede, tive fome, estava nu, enfermo, forasteiro e preso... Podias  tê-ló feito, mas não o fizestes... Ao outro e ao Planeta (Mt 25.31-40).

Se a convocação ao cumprimento do mandato é verdade para todos, o é, em especial, para os que foram levados à graça de salvação. Não há vocação para a Igreja, há o chamado para a humanidade, porque o sonho da Igreja é ser humanidade, para que a humanidade seja Igreja. Porque o homem à Imago Dei é a unidade humana, a humana unidade, a humanidade. "Homem e mulher os criou, humanidade os criou" (Gn 5.2) E os chamou de Adão, Adão é o nome dado pelo DEUS à humanidade. O primeiro Adão morreu, mas ressuscitou o último Adão (1Co 15.45). Último Adão é o nome da Igreja, a nova humanidade, que quer se tornar toda a humanidade, pela conversão da humanidade toda. Todo dom da Igreja é para toda a humanidade, uma vez que igreja quer que toda a humanidade seja igreja.

E Jesus levou cativo o cativeiro; o que, desde a fundação do mundo vinha levando, porque há muito, desde Gn 3.9, quando disse: "Adão, onde estás", ELE vem nos libertando; e deu dons aos homens (Ef 4.8), aos homens do primeiro e do último Adão. Artesãos, artistas, mestres, comunicadores, conselheiros, inspiradores, operadores, organizadores - tudo para que a humanidade fosse uma cooperativa onde todos trabalham para todos, e a Terra fosse um jardim de vida digna e harmoniosa para todas as espécies, e para todos os espécimes. Os que já foram salvos vivem em busca dessa cooperativa e desse jardim, pois, esta é a vocação da humanidade.

Os que se tornaram habitação do Espírito Santo, terceira pessoa do DEUS,  para além dos dons da graça comum, a graça mantenedora, têm, também, os dons da comunhão, da graça da salvação:  línguas; interpretação das mesmas; palavra de sabedoria; palavra de conhecimento; profecia; serviço; contribuição; ensino; encorajamento; misericórdia; presidência; operação de milagres; discernimento; a fé; dons de curar: advindos da ressurreição do espírito humano, pela habitação do Espírito divino (Rm 12.6-9; 1Co 12.4-30)

E tem as capacidades antigas, e o novo da unção do Cristo: se desbravava, agora pode vir a ser apóstolo; se visionava, agora pode vir a ser profeta; se convencia, agora pode vir a ser evangelista; se cuidava, agora pode vir a ser pastor; se ensinava, agora pode vir a ser mestre; se era empreendedor ou dirigente, agora pode vir a ser presidente diligente, presidindo recursos que sabe ser do DEUS, para o bem de todas as criaturas; se era filantropo, agora pode vir a ser doador do que administra para o DEUS, com liberalidade, para o sustento de tudo e de todos (Ef 4.11; 1Co 12.28; Rm 12.8).

Os dons novos se juntam aos antigos e num determinado momento, toda a humanidade se une, e todas as ações humanas devem se unir, tendo como objetivo comum, em seu exercício, o cumprimento do mandato para a glória do Criador: o DEUS do Universo. E, aqui, o ser humano do último Adão, ganha uma missão especial, demonstrar ao ser humano, que ainda está no primeiro Adão, o motivo de sua existência: o cumprimento do mandato, que só se cumpre, totalmente, quando se é transferido para o último Adão. E ser levado para o último Adão é voltar ao Adão ideal, que o primeiro foi criado para ser, e que o seria, se comido houvesse da Árvore do meio do jardim (Gn 2.9), a da Vida.

Os membros do último Adão, por suas obras, que são sempre boas, porque boas obras, mais que ato, são o ambiente onde vivem os do último Adão (Ef 2.10), e sinalizam, para os que ainda estão no primeiro Adão, que tipo de vida se deve viver e que tipo de sociedade se deve construir.  Por isso, toda formação, todo trabalho, todo acúmulo de conhecimento é missão. Porque existir é milagre propiciado pelo sacrifício do Cordeiro, e toda a possibilidade de bem é doação do Cordeiro sacrificado por vontade própria (Jo 10.17,18). Por isso toda a vida é missão e missão é toda vida.

Estimulados – A um novo compromisso


Pastoral de meu amigo Pr Roberto Meireles no dia Rio de Janeiro, 20 de Janeiro de 2013.



Estimulados – A um novo compromisso

Estimulados – A um novo compromisso
Estimulados – A um novo compromisso
Durante a blitz dos nazistas sobre Londres em 1940, Matthew Sands recebeu um telegrama do Gabinete de Guerra britânico, declarando que o filho dele, David, estava desaparecido e considerado morto. O relatório provou ser verdadeiro. Com o coração partido, Sands escreveu no verso do telegrama: “Tudo o que tenho e tudo o que sou, entrego-o a Deus para o Seu serviço.”
Pouco depois de tomar conhecimento da terrível notícia, Sands recebeu o telefonema de alguém com um lembrete sobre um compromisso importante. A caminho de seu compromisso, Sands passou por uma igreja antiga e abandonada e observou uma placa que dizia: “Para venda em leilão.” Entrou na igreja para orar antes de prosseguir, e sentiu-se impressionado a adquiri-la e restaurá-la como casa de culto. Sem que ele o soubesse, outro homem, Andres Jelks, também tinha visto a placa e decidira comprar o prédio para transformá-lo na “Galeria de Diversões de Andy”.
No dia do leilão, ambos compareceram. Sands havia preparado um documento com um lance formal pela propriedade, mas em seu luto e estado mental confuso, entregou o telegrama do Gabinete da Guerra em lugar do lance.
O leiloeiro leu o telegrama em silêncio, bem como a mensagem de Sands dedicando a Deus tudo o que era. Finalmente, quando todos os lances haviam sido apresentados, ele anunciou que a igreja tinha sido vendida para Matthew Sands, que havia apresentado o lance mais alto. Quando perguntaram como, o leiloeiro leu as palavras no verso do telegrama. Os presentes concordaram com a decisão do leiloeiro.
Precisamos entender que Deus requer de nós todo o nosso ser. Nosso compromisso para com o Senhor perpassar em sermos totalmente Seu. Não existindo a possibilidade de algo em nós não ser entregue a Ele. O grande mandamento expressa essa verdade quando diz que devemos amar a Deus sobre todas as coisas. (Mt. 22.37)
Minha pergunta a você é: Como está o seu compromisso com Deus? Você é fiel ao Senhor em sua vida cristã? Você se esmera para proclamação do evangelho? Você se esmera em oração e leitura da Palavra de Deus? Você se esmera devolvendo a Deus seu dízimo? Você se esmera em manter a unidade de sua igreja? Enfim: Você se esmera em ser um melhor discípulo para o Senhor Jesus?
Mesmo que a sua resposta tão tenha sido positiva. Ainda a tempo de você viver um novo compromisso com Deus. O Senhor neste dia está o estimulando a viver um novo compromisso com Ele.
Certo de que em Cristo temos que ser compromissados com o seu Reino:
Seu pastor, Roberto Meireles.

Anselmo de Cantuária e o argumento ontológico






 artigo de  meu amigo Pr Wilson Porte Jr que a Vida Nova publicou em sua revista acadêmica Teologia Brasileira.




Credo ut intelligam I: Anselmo de Cantuária e o argumento ontológico



12/12/2012 09:35:07


Credo ut intelligam I: Anselmo de Cantuária e o argumento ontológico
No início do século XI, Anselmo de Cantuária apresentou em seu livro Monologion um argumento em prol da existência de Deus – o Argumento Ontológico. Este argumento tem encontrado muitos críticos em quase mil anos, desde que foi escrito. Todavia, seu primeiro crítico, Gaunilo, foi quem levou Anselmo a aprimorá-lo a ponto de ele ser um argumento respeitado e usado ainda hoje por muitos como uma prova da existência de Deus.
Pretendo, em dois artigos, analisar o debate entre Anselmo de Cantuária e o monge Gaunilo em torno do Argumento Ontológico, o qual gira em torno da expressão anselmiana de Deus ser aquele sobre quem não se pode pensar nada maior. Segundo Alister McGrath, dentro do contexto da fé cristã, seu argumento tem ganhado o posto de um dos melhores argumentos acerca da existência de Deus.
Finalmente, veremos os desdobramentos futuros que o argumento ontológico possuiu. Analisaremos seu reflexo na academia filosófica e teológica. Concluiremos analisando alguns reflexos do Argumento Ontológico nas confissões de fé reformadas dos séculos XVI e XVII.
Quem foi Anselmo de CantuáriaAnselmo de Cantuária nasceu na cidade italiana de Aosta, na região de Piemonte, no ano de 1033. Filho de Gondolfo e Ermenberga, Anselmo teve um berço nobre. Sua educação iniciou-se na Abadia de St. Leger onde um currículo clássico o treinou para a clareza de expressão que, mais tarde, seria característica em seus escritos. Embora seu pai desejasse para ele a carreira política, a decisão de Anselmo inclinava-se para o monastério.
Após uma juventude protegida e gasta nos estudos, Anselmo enfrentou a morte de sua mãe. Após isso, cruzou os Alpes e, depois de três anos, se fixou permanentemente na abadia de Bec, na Normandia, norte da França.
Em Bec, estudou aos pés de Lanfranc, renomado teólogo de então. Anselmo fez os votos monásticos e sucedeu seu famoso professor como prior em 1063. Tudo isso, devido a sua intelectualidade e piedade fora do comum. Mais tarde, de 1078 a 1093, se tornaria abade de Bec. Neste tempo, sob a liderança de Anselmo, o monastério e sua escola se tornaram um proeminente centro de ensino. É nesse período que Anselmo escreveu duas de suas principais obras: o Monologion e o Proslogion.
Em 1093, Anselmo é nomeado arcebispo de Cantuária pelo rei Guilherme II, o Ruivo. Embora esse fosse o desejo tanto do rei quanto do povo, Anselmo aceitou o arcebispado contra sua vontade pessoal. Segundo Matos, já de posse do principal cargo eclesiástico da Inglaterra, Anselmo “promoveu reformas na vida da igreja, lutando contra a simonia (comércio de cargos eclesiásticos), o nicolaísmo (casamento clerical) e as interferências dos governantes na vida da igreja. Por causa disso, Anselmo foi exilado duas vezes (1097-1100 e 1103-1107)”.
Após seu último período de exílio, Anselmo é recebido na Inglaterra com entusiasmo pelo rei e pelo povo. Mas, “ele voltou para casa para morrer”. Anselmo veio a falecer em 21 de abril de 1109.
A razão de Proslogion existirA obra Proslogion (segundo McGrath, é praticamente impossível de se traduzir esta palavra) foi escrita por volta do ano 1079. Seu primeiro título foi “A fé que procura a inteligência daquilo que crê”. Segundo Roque Frangiotti, “a pedido de Hugo e dos copistas”, a obra de Anselmo foi intitulada novamente para o que hoje conhecemos, Proslogion.
Segundo Anselmo, a razão pela qual ele se pôs a escrever Proslogion foi o de consolidar o argumento doMonologion (sua obra anterior). Segundo Richard William Southern, Anselmo quis que o Proslogion fosse “um suplemento para o Monologion”. Justo González argumenta que Anselmo, estando insatisfeito com o argumento proposto em Monologion, escreveu Proslogion com o objetivo de que este fosse menos complicado. E que, “após uma longa procura por um argumento mais simples, ele acreditou que o descobriu no que, mais tarde, seria chamado o ‘argumento ontológico’”. Alister McGrath resume o propósito de Anselmo como sendo a missão de “formular um argumento que levaria à crença na existência e no caráter de Deus como o bem supremo”. Tal argumento se valeria da afirmação de que Deus é o “ser do qual não é possível pensar nada maior”.
A exposição do argumento ontológicoÉ no Proslogion que Anselmo expõe o argumento ontológico. Uma frase desse livro que se tornaria conhecida é credo ut intelligam (creio para que possa compreender). Bengt Hägglund, em História da Teologia, diz que Anselmo baseia-se na tradução da Vulgata em Is 7.9: “Se não creres, não compreenderás” para embarcar na expressão agostiniana “compreender é a recompensa da fé”. No capítulo 1 do Proslogion, Anselmo afirma à Deus:
Não tento, ó Senhor, penetrar a tua profundidade: de maneira alguma a minha inteligência amolda-se a ela, mas desejo, ao menos, compreender a tua verdade, que o meu coração crê e ama. Com efeito, não busco compreender para crer, mas creio para compreender. Efetivamente creio, porque, se não cresse, não conseguiria compreender.
Assim começa a ser desenvolvida a argumentação de Anselmo na chamada prova anselmiana, ou, como Kant a chamou mais tarde, a prova ontológica da existência de Deus - ontologia é o braço da metafísica que lida com a natureza, ciência ou teoria do ser; aqui, no caso, o Ser de Deus.
O objetivo de Anselmo, em princípio, é chamar os seres humanos a buscarem a quietude para, nela, se encontrarem com Deus. “Eia, vamos homem!” é o início de sua chamada a que os homens fugissem de suas ocupações diárias, seus “pensamentos tumultuados”, suas preocupações com o dia a dia, e entrassem no esconderijo de suas mentes para, lá, se encontrarem com Deus. Na mente, os homens deveriam fugir de tudo, menos de Deus.
A mente é o objetivo de Anselmo. Sua prova acerca da existência de Deus busca satisfazer o intelecto daquele que crê. Anselmo não tenta satisfazer a mente do “insipiente”. Antes, faz uso da lógica para provar àquele que crê que Deus é, pelo fato de ele ser o Ser do qual não se pode pensar nada maior. E isso sem mencionar um versículo bíblico sequer.
McGrath registra que o argumento ontológico leva a dedução da existência de Deus a partir da afirmação de que Ele era “aquele sobre quem nada maior pode ser concebido”.
Hägglund resume o argumento ontológico de Anselmo como “a fé que concebe Deus como o ser mais elevado e mais perfeito”. Para Roque Frangiotti, Anselmo quis entreter-se com a questão da existência de Deus sobre todos os seus atributos buscando mostrar, em sua quietude, “que ele é tudo o que a fé nos ensina: eterno, imutável, todo-poderoso, imenso, incompreensível, justo, piedoso, misericordioso, verdadeiro, a verdade, a bondade, a justiça, e que tudo isso está nele como coisa única”.
Todo o argumento de Anselmo, os vinte e seis capítulos de Proslogion, foram escritos em forma de oração, lembrando em muito as Confissões de Agostinho de Hipona. Ao longo de sua piedosa argumentação, Anselmo demonstra, de duas formas, que Deus é aquele ser maior que podemos compreender. Primeiramente, Anselmo declara que, se existisse alguém maior que Deus, certamente nossa mente teria condições de imaginá-lo. E, se nossa mente tivesse condições de imaginar alguém maior que Deus, certamente Deus não seria o ser acerca de quem não se pode pensar nada maior.
Deus é uma realidade perfeita que, sendo perfeita, não pode existir apenas na ideia, mas também na realidade. Doutra sorte não seria perfeita. Em segundo lugar, Anselmo declara que Deus é “aquele ser que não podemos conceber como não-existente”. Para Anselmo, trata-se de uma contradição falar da “não existência de Deus”, pois o divino não pode deixar jamais de existir. E, se nossa mente é capaz de pensar na não-existência de um ser do qual tudo depende, nossa própria mente nos testemunha de sua realidade, visto que dEle tudo depende. Fosse Deus contingente, logo poderíamos pensar em sua não existência. Como essa não é a situação de Deus, logo, Ele deve existir.
Hägglund ousa dizer que, para Anselmo, tal pressuposto pode ser entendido intelectualmente até mesmo por aqueles que não creem na existência de um Deus. Isso porque o que é mais elevado do que tudo o que se pode conceber, não pode existir apenas no intelecto.
Sem dúvida, o valor de Proslogion encontra-se no “nítido apelo à razão em questões teológicas”, bem como na valorização do papel da lógica. É nesta obra que vemos antecipados os melhores aspectos da teologia escolástica, além de vermos cunhada uma expressão que passou a ser de uso geral naquele século: fides quaerens intellectum (a fé em busca do conhecimento).
Apesar de toda a argumentação de Anselmo no Proslogion ter sido contestada desde a sua concepção, McGrath afirma que, ainda hoje, ela é considerada um dos “componentes mais intrigantes da teologia-filosófica.”
O questionamento de GauniloMediante a apresentação do argumento ontológico, rapidamente se levantaram refutações por parte de um monge beneditino de Marmotiers chamado Gaunilo. Este, de acordo com Boehner e Gilson, possuía uma notável agudeza de espírito. Apesar de admirar e elogiar em parte o trabalho de Anselmo, Gaunilo não se convenceu da validade da prova ontológica nela exposta. Gaunilo questionou o fato de que uma ideia ser ventilada no intelecto não garanta que ela exista na realidade.
Em decorrência disso, Gaunilo escreveu um livro chamado Em favor do tolo, ou, Defesa do tolo, como o traduz Justo González. Nele, Gaunilo acusa Anselmo de confundir duas coisas bem distintas. Elas seriam o esse in intellectu e o esse in re (o ser na inteligência, na mente, e, o ser na coisa, na realidade). Gaunilo dizia que o fato de possuirmos a ideia de algo não quer dizer que esse algo exista, de fato. Mesmo que a ideia que tenhamos seja uma ideia “perfeita”.
Vejamos como Gaunilo o coloca no sexto capítulo de sua objeção:
Alguns afirmam, por exemplo, que há uma ilha num ponto qualquer do oceano e que, pela dificuldade, ou melhor, a impossibilidade de achá-la, pois não existe, denominam de Perdida. Contam-se dela mil maravilhas, mais do que se narra a respeito das Ilhas Afortunadas [sic]: que, devido à sua inestimável fertilidade, ela está repleta de todas as riquezas e delícias e que, apesar de não haver lá nem proprietário nem habitantes, supera, em fartura de produtos, todas as terras habitadas pelos homens.
 Venha qualquer pessoa dizer-me que tudo isso existe e eu compreenderei facilmente, pois suas palavras não apresentam para mim nenhuma dificuldade. Mas se ainda essa pessoa quisesse acrescentar como consequência: tu não podes duvidar mais que essa ilha, a melhor de todas que há na terra, exista de verdade nalguma parte, porque conseguiste formar uma ideia clara da mesma na tua inteligência... acreditaria que estivesse brincando, ou não saberia distinguir qual de nós dois eu deveria julgar mais estulto.
Alister McGrath comenta que, para Gaunilo, a ideia de que algo exista não implica em sua real existência. Gaunilo dá o exemplo da ilha perfeita ou de certa quantia financeira. Pensar na ilha mais magnífica que podemos, e pensar que tal grande quantidade financeira está em nossa posse, não tornam tais coisas reais. Partindo dessas ilustrações, Gaunilo tenta fragilizar o argumento da existência de Deus, fazendo juízo do ser de Deus do mesmo modo como o faz de uma ilha.
Para Gaunilo, apesar de toda a força que nosso pensamento possa fazer para compreender a natureza de um ser, isso não resulta em que a conclusão tirada de tal pensamento gere a ideia de que o ser pensado encontra seu paralelo no mundo real. Barth analisa da seguinte maneira o questionamento de Gaunilo:
Deveria alguma palavra acerca de Deus ser mais do que um símbolo razoavelmente significativo de um ser humano, um desejo demasiado humano, que nunca é cumprido, para compreender o incompreensível? Estas são as questões que ele sentiu-se compelido a dirigir para Anselmo.
Para Karl Barth, foi um fato absolutamente notável que Gaunilo tenha se sentido compelido a apelar diretamente a Anselmo.
Segundo o artigo de Timothy Stanley sobre Barth e Anselmo no periódico Modern Theology (Teologia Moderna), a controvérsia aqui é que Gaunilo entendeu mal a natureza noética do nome de Deus em Anselmo. Anselmo, nos diz Stanley, concordou que o nome de Deus permanecia escondido na objeção ontológica do próprio Deus, e que Deus é sempre incompreensível. “Como, então, nós sabemos que Deus é incompreensível?”, pergunta Barth. “Certamente, para Anselmo, como tudo o que nós conhecemos da Natureza de Deus, é seguido por fé e em fé”, responde o próprio Barth. Ou seja, para Gaunilo, não seria honesto da parte de Anselmo apelar à mente para convencer o insipiente acerca da existência de Deus.
Barth, em sua obra Anselm: Fides quaerens intellectum, comenta que, para Gaunilo, o artigo de fé acerca da existência de Deus, com respeito a sua validade epistemológica, não seria nada mais do que uma “vox vazia”.
O entendimento de Gaunilo quanto a uma palavra é que ela não passa de uma afirmação abstrata. Sons vazios que podem ser lançados dos lábios de qualquer pessoa sem que a ideia expressada pela palavra seja real, ou exista na realidade.
Gaunilo assim afirma no início do segundo capítulo de sua objeção:
A isso pode-se responder: se algo está na minha inteligência somente porque compreendo as palavras que o expressam, então não seria possível, também, afirmar o mesmo a respeito das coisas falsas ou absolutamente inexistentes, isto é, que se encontram na minha inteligência, porque, ao ouvir alguém falar nelas, eu as compreenderia?
Barth diz que Gaunilo ignorou “o fato dessa vox dever ser distinguida da inteligível vox Deus, simplesmente porque seu conteúdo é apenas de uma natureza noética e não ontológica”. Ou seja, a voz de Deus possui apenas uma natureza que contempla nosso pensamento, e não é capaz de nos levar à compreensão de sua real existência.
Nancy Levede, do Departamento de Estudos Religiosos da Universidade de Indiana (EUA), afirma em seu artigo Traces of History in St. Anselm (Traços da história em Santo Anselmo) que “a diferença entre Gaunilo e Anselmo, ambos dos quais disciplinariam seus pensamentos para o que eles poderiam conhecer em existência, é que, para Gaunilo, este exercício [de tentar compreender a Deus] é ostensivamente protetor do que realmente existe”. Levede comenta que, para Gaunilo, assim como Anselmo construiu a existência de Deus em sua mente, ilhas perdidas também podem ser construídas. Para Gaunilo, as ilhas perdidas são “construídas não de fantasias ociosas, mas do trabalho improvável do pensamento, dentro dos seus limites”.
Levede comenta também que, em Gaunilo, bem como “em todo o ceticismo, racionalismo e historicismo, há corpos e linguagens”, cada um tomando o seu caminho de acordo com suas leis e lógicas preordenadas.
Para Gaunilo, é impossível concluir sem nenhuma dúvida que Deus não exista. Boehner e Gilson nos lembram que Gaunilo “nega decididamente a possibilidade de pensar Deus como não existente”. Gaunilo, ao mesmo tempo que questionou a prova anselmiana contida no Proslogion, também não poupou elogios às demais considerações de Anselmo. O questionamento de Gaunilo foi e é tido como a objeção que melhor conseguiu “expor a séria fragilidade existente na argumentação de Anselmo”.
No próximo artigo, veremos como Anselmo responde às críticas de Gaunilo. Veremos também todos os desdobramentos futuros do Argumento Ontológico.




Referências bibliográficasANSELMO. Monologion, Proslogion, A Verdade, O gramático. Os Pensadores. São Paulo: Editora Abril, 1984. 
BARTH, Karl. Anselm, Fides quaerens intellectum. Londres: SCM Press, 1985.
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FRANGIOTTI, Roque. História da Teologia II: período medieval. São Paulo: Paulinas, 1992. 
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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Planejamento Pessoal


Planejamento Pessoal
De: Washington Luis Andrade Campello em Nov 2012
I – Vida pessoal
1.      Família – Casado com Simone 24 anos. Filhas, Ana Elisa (22 anos) cursando terceiro ano curso de Arquitetura UFRJ e trabalhando Aviator-Barra RJ nas férias); Mariana (16 anos) concluiu ensino médio em nov2012 e atualmente prestando vestibular para comunicação. Pontos fortes:  Relacionamento conjugal estável, Simone estudando para concurso públicos em 2013.  Filhas encaminhadas nos estudos, mais velha trabalhando nas férias.  Familiares (Pais, irmãos, sogro e cunhadas) casados e todos com vidas estruturadas. Convívio familiar muito bom com todos ( pais, sogro, cunhados, irmãos e sobrinhos).  Pontos fracos:  Esposa Simone deixou emprego em 2011 para cuidar da mãe que faleceu em Nov 2011 tentando retornar ao mercado.  Irmão Welington (42anos) casado com saúde comprometida devido insuficiência renal, em nov2012 ficou sabendo impossibilidade de receber rim de outro irmão (welton).
2.      Trabalho – sou comerciante no ramo de alimentação e organização de eventos com dois sócios (Jorge Luiz e Amancio Jr.)  Pontos fortes:  Bom relacionamento com os sócios e funcionários.  Bom ambiente de trabalho, empresa bem colocada na área de atuação na cidade do RJ, remuneração digna para manter padrão de vida. Tenho formação em administração e boa experiência na área de atuação (eventos empresariais e sociais). Pontos fracos:  Até Janeiro 2012 tinha vida equilibrada e estável profissionalmente a frente de duas empresas, um restaurante e uma empresa de eventos, quando fechei um deles (restaurante) por perder concessão do local. Reorganizando vida para encerrar empresa ( indenização de empregados (70), encargos sociais, fiscais e comerciais. A empresa de eventos se estruturando para suprir sustento integral da família em 2012.
3.      Saúde – devidos aos 24 anos trabalhando no ramo de eventos com carga horária de 12 horas diárias, muitas vezes noites acordadas e em janeiro 2012 encerramento repentino do restaurante com 70 funcionários, saúde emocional, física e espiritual bem comprometida no ano 2012.  Pontos fortes:  diagnosticado a tempo de tratamento problemas cardíacos, mas tendo possibilidade de ter um bom plano de saúde tratando com medicação e retorno (após muitos anos) de prática de esporte.  Em outubro 2012 reeducação alimentar. Sem vícios.  Pontos fracos:  muito acima do peso ideal  ainda e assim necessidade de medicação ( a partir de setembro 2012) para pressão arterial. Dificuldade em sair de uma vida sedentária para prática de esporte (administração do tempo). Em constante tratamento da calvície.
4.      Social: Devido ao trabalho (com duas empresas) até janeiro 2012 muito dificuldade em conseguir administrar tempo para família, familiares, amigos. Em outubro 2012 após equilíbrio na vida profissional viabilizou disponibilizar tempo devido a vida social e familiar.  Pontos fortes:  no segundo semestre 2012 conseguir ter uma qualidade de vida social boa retornando ao estudo, convívio com familiares, amigos e vizinhos. Tenho mais finais de semana congregado na igreja.  Pontos fracos:  ainda alguns  (pouco) finais de semana trabalhando em eventos impedindo dedicação ao trabalho voluntário nos hospitais. Ainda tentando se adaptar uma vida com momentos culturais com esposa  e filhas(cinema, teatro e etc).
5.      Financeira:  Minha programação era conseguir diminuir progressivamente, de maneira programada e estável minha carga horária no trabalho secular em 2015 para dedicação ao chamado ministerial e conclusão estudo (Mestrado teologia). Mas devido o fechamento do restaurante em janeiro 2012 houve necessidade de rever essa programação.  Pontos fortes: Casa própria e quitada. Vida financeira familiar equilibrada possibilitando facilidades para superar momento de adaptação financeira.  Empresa de eventos tendo mais minha atenção e de meus sócios conseguindo um crescimento positivo e apresentando bom resultado financeiro com boas perspectivas para final de 2012 e um bom 2013. Pontos fracos:  alguns financiamentos (empréstimos) em andamento com prazos de 5 anos para quitação, porém em dia.
II – Missão, Visão e Valores
1.      Missão :  Ser um discípulo de Cristo, vivendo uma vida com o objetivo de trazer pessoas a Jesus, auxiliar na edificação de meus liderados e juntos adorarmos a Deus, servindo a Cristo no ministério de capelania, Missão Betel, na igreja CASACAP onde atuo como seminarista e em meio aos meus familiares, amigos e no trabalho secular.
2.      Visão:  almejar sempre em ser uma pessoa que vive o Evangelho de Cristo na sua totaliade.
3.      Valores:  Amor, fé e serviço

III – Objetivos
1.      Ser uma pessoa que vive o Evangelho de Cristo em sua totalidade.
2.      Bodas de prata em 2015 (casamento)
3.      Concluir o curso de bacharel em teologia até julho de 2014.
4.      Ser reeleito na presidência da CAHERJ – Associação de Capelania Evangélica do Rio de Janeiro em maio de 2013.
5.      Ser eleito líder da Missão Betel ( Agencia Missionário do Seminário Teológico Betel) em março de 2013.
6.      Em 2013 consolidar atuação da CAHERJ nas unidades de saúde INCA IV, SEMIU, HEMORIO, HESM e HMCML.
7.      Oferecer na cidade do Rio de Janeiro curso de formação em capelania Hospitalar até novembro de 2013.
8.      Em 2013 viabilizar formação de parceria entre  a CAHERJ, Seminario Teológico Betel e UCB Brasil com o objetivo de desenvolver projeto de atuação nos eventos:  COPA FIFA 2014 e OLIMPÍADAS 2016 no Brasil.
9.      Em julho de 2014 iniciar um mestrado em teologia.
10.  Conseguir  se tornar auxiliar pastoral na Igreja CASACAP até final de 2013.
11.   Ter o privilegio de presenciar casamento das filhas e chegada dos netos.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

DNI - Desenvolvimento Natural da Igreja

DNI - Desenvolvimento Natural da Igreja

COMO TUDO COMEÇOU

Com Christian A. Schwarz. Pesquisador alemão nascido em 1960
Em 1998 chegou ao Brasil seu trabalho chamado Desenvolvimento Natural da Igreja revelando sua pesquisa científica realizada em mais de 1.000 igrejas em 32 países nos 5 continentes, obtendo 4,2 milhões de respostas.

O que Christian Schwarz constatou através dessa pesquisa?
No Novo Testamento:
Edificação da Igreja = Fruto da ação humana
Crescimento da Igreja = Resultado da ação divina

Somente Jesus Cristo tem o controle e o poder de fazer crescer uma igreja.
Ele é o dono (cabeça) do “corpo” e do tempo.

...e não retendo a cabeça, da qual todo o corpo, suprido e bem vinculado por suas juntas e ligamentos, cresce o crescimento que procede de Deus.       Colossenses 2.19

O CRESCIMENTO NA LÓGICA DO MERCADO E NA LÓGICA DO REINO
Lógica do mercado: Faça crescer - o que fazer para crescer? - Como convencer as pessoas?
(vaidade e corrupção do coração atrapalham o crescimento
Lógica do Reino: Deixe crescer - O que está impedindo o crescimento? - Quais os princípios que induzem ao crescimento?  ( Homens submissos à vontade de Deus contribuem para o crescimento)

MODELOS PREDOMINANTES SOBRE A IGREJA
Modelo Tecnocrático: Instituições, programas e métodos são supervalorizados
Modelo da Espiritualização: Instituições, programas e métodos são menosprezados
Modelo Natural: Proposta teológica que é o fundamental para o desenvolvimento natural da Igreja

A DINÂMICA DO MINISTÉRIO
Visão bíblica:  Cristo deu 
 * Dons: Apóstolos, Profetas, Evangelistas, Pastores e Mestres
*Cuidado: o aperfeiçoamento dos santos para a obra do ministério
*Resultado: para edificação da igreja

O POTENCIAL É NATURAL E DIVINO
" O potencial natural é o conceito que o próprio Criador colocou em sua própria criação"
"... eu plantei, Apolo regou: mas Deus deu o crescimento..." 1 Cor. 3:6

MODELOS E PRINCÍPIOS
Com base nos princípios surgem as oitos marcas de qualidade:
Marca 1 - Liderança Capacitadora - As Igrejas precisam de lideres dispostos a capacitar seus liderados, apoiando-os e motivando-os para que se tornem aquilo que Deus planejou para eles.
Marca 2 - Ministério Orientados pelos Dons - O próprio Deus determinou quais cristãos devem assumir funções na igreja.  A tarefa da igreja é ajudar os membros a descobrir os dons que Deus lhe deu e a encontrar um ministério que combine com o seu dom.
Marca 3 - Espiritualidade Contagiante - Não importam quais as características da espiritualidade, contando que seja com devoção, emoção e entusiasmo. O quanto a espiritualidade é inspiradora faz a diferença entre as igrejas que crescem.  
Marca 4 - Estruturas Funcionais - O critério mais importante nas estruturas da igreja é se elas cumprem seu objetivo ou não.  Estruturas jamais são um fim em si mesmas e sim um meio para se chegar a determinado fim.
Marca 5 - Culto Inspirador - É decisivo saber se o culto é bom, se é uma experiência inspiradora para quem participa dele.  Não há nada pior para uma celebração do que ser apenas o cumprimento de um obrigação cristã.
Marca 6 - Grupos Familiares - É nos grupos familiares que o cristãos individualmente pode encontrar atenção, ajuda prática e intercambio espiritual intensivo.  Encontros que servem para estudar a Bíblia e para o pastoreio mútuo.
Marca 7  - Evangelização orientada para as necessidades - "É necessário transmitir o evangelho de um maneira que vá ao encontro das necessidades das pessoas que estão, perto ou longe, distantes da fé cristã.
Marca 8 - Relacionamentos marcados pelo amor fraternal - Amor evidenciado de modo convincente confere a uma igreja uma força de atração muito maior do que todos os esforços de Marketing. Aqui se evidencia a verdadeira beleza de uma igreja local.

DESENVOLVIMENTO NATURAL É O CONTRÁRIO DO USUAL
Elemento Usual: liderança, Ministérios, Espiritualidade, Estruturas, Culto, Grupos, Evangelização, Relacionamentos.
Elemento Natural (liberação "por-si-mesmo"): capacitadora, orientados pelos dons, contagiante, funcionais, inspirador, familiares, orientada para as necessidades e marcados pelo amor fraternal.

" Toda Igreja que quiser crescer em qualidade e em 
quantidade precisa dessas oito marcas de qualidade"

O FATOR MÍNIMO: "A estratégia do Fator Mínimo vai nos ajudar a fazer menos do que temos feito até agora - mas, fazer as coisas cretas."

A “ripa” mais curta determina o quanto de água vai  aber no barril, e, portanto, indica o “fator mínimo”

SEIS PINCÍPIOS DA NATUREZA:
* Interdependência
* Multiplicação
*Transformação de Energia
* Efeitos Mútiplos
* Simbiose
* Funcionalidade

COMO A IGREJA PODE DESENVOLVER O SEU PRÓPRIO PROGRAMA?
passo 1: Fortalecer a motivação espiritual - "o desenvolvimento Natural da Igreja não é uma estratégia para gerar motivação espiritual, mas entra em ação no momento em que já existe essa motivação."
passo 2: Descobrir os fatores mínimos - "Enquanto agirmos somente de acordo com a nossa intuição, temos uma perspectiva incorreta dos fatores mínimos."
passo 3: colocar objetivos qualitativos - "o que aconteceria se o índice de qualidade duplicasse em todas as áreas de trabalho da igreja?"
passo 4: identificar os empecilhos - "nem tudo que é espiritualmente desejável pode ser implantado na igreja."
passo 5: Aproveitar os pontos fortes da Igreja - "Se é amedrontador tratar isoladamente um fator mínimo, concentrar os esforços no pontos fortes causa um atitude positiva na Igreja."
passo 6: reproduzir a vida - " Se a igreja tem saúde, mais cedo ou mais tarde vai se reproduzir."

conclusão:
O DESENVOLVIMENTO NATURAL DA IGREJA é, em resumo, uma declaração de guerra contra toda a tentativa de “fazer crescer”  a igreja de Jesus por força própria. Quem quer edificar a igreja no poder do Espírito Santo não pode ignorar os princípios de Deus.”      página 126 – 2º parágrafo


Bibliografia
* O desenvolvimento Natural da Igreja - Ed Evangélica Esperança
* A Prática do Desenvolvimento Natural da Igreja - Ed Evangélica Esperança

ps.apontamentos de aula no apontamento na sala de aula no Seminário Teológico Betel RJ, disciplina Eclesiologia com Prof Eduardo Luis de Carvalho Faria.  www.betel.me





EPÍSTOLAS PAULINAS - Romanos


EPÍSTOLAS PAULINAS

Livro Texto – Introdução ao Estudo do Novo Testamento, Broadus David Hale

I – PRINCIPAIS EPÍSTOLAS

1. Epístola aos Romanos


1. 1 – Aspectos Introdutórios

            A Igreja de Roma -  Autor, ocasião e Propósito – Integridade Textual             Veja o capítulo 10 do livro texto.

1.2 – Tema: A Justiça de Deus – Cap. 1.17

           

1. 3 – Análise do Conteúdo

1.3.1 – A Justificação

Justificação = posição justa dada por Deus a alguém

      A – A Necessidade de Justificação – Cap. 1 e 2

            1 - A ira de Deus – cap. 1. 18

-         Não é uma reação vingativa da parte de Deus
-         É o sentimento de repulsa pelo pecado – a prática do pecado em contraste com o caráter santo de Deus
-         O pecado é universal
-         Todos estão debaixo da ira
-         Logo, há necessidade de justificação

2 - A revelação  o Geral de Deus – Cap. 1. 19 a 29

-         A ira é sobre todos (os que ouviram e os que não ouviram o evangelho)
-         Os atributos de Deus podem ser conhecidos pela revelação geral de Deus e pela consciência do homem (2.14 e 15)
-         Logo, a necessidade de justificação

3 - A universalidade de pecado – Cap. 1. 21 a 32, 2. 1 a  3.23

-         Gentios – sem lei (2. 1 a 16)
-         Judeus – com lei (2. 17 a 29)
-         Conseqüência – morte
-         A lei não pode justificar




      B – A Manifestação da Justiça de Deus - Cap. 3.21

-         Não depende de obras

-         Aquele que está justificado não vive sob a Lei, mas pela graça


    C – A Aplicação da Justiça de Deus - Cap. 3.22 – 31

-         Ë pela fé – é para todos os que crêem
-         É pela graça
-         É a confirmação da Lei

    D – A Composição da Justificação - Cap. 3. 24 e 25

            Compreende:

-         Propiciação –  dedicação de uma oferta a fim de tornar o pecador propício (aceitável) – Jesus é a nossa oferta

-         Redenção – libertação mediante do pagamento de justo preço – Jesus deu sua vida em resgate, em preço de redenção

    E– A Ilustração da Justificação - Cap. 4. 1 a 12

-         Abraão foi justificado pela fé (Rm 4.3 e Gn 15.6)

    F– A Razão da Justificação - Cap. 4. 13 a 17
           
-         A graça de Deus
-         Retira do homem todo o mérito
-         Com Lei ou sem Lei todos pecaram e igualmente podem ser justificados

    G – O Efeitos da Justificação - Cap. 5. 1 a 11

-         Paz com Deus (cessa a ira)
-         Exultação (alegria)
-         Esperança (na volta de Cristo)
-         Perseverança (não voltar atrás)
-         Derramamento do amor de Deus (verso 9 e 1. 18 = salvo da ira)
-         O Dom do Espírito Santo (presente – verso 5)
-         Absolvição (verso 7)
-         Reconciliação (verso 10)

                                        = Justificação (imediata)
-    Salvação                    = santificação (processo)
                   = Glorificação (futura)



     H - O Autor de Justificação - Cap. 5. 12 a 21

-         Primeiro Adão – queda
                                           Separação de Deus
                                               Morte
                                               Federalismo (Adão – representa toda a raça humana)

-         Segundo Adão (Jesus Cristo) – Redenção
    Reconciliação

    Vida
    Competência moral do homem
    Livre sacerdócio

            - Jesus Cristo é o representante da raça redimida



1.3.2 – A Santificação – Cap. 6 a 8



                                                               Identificação com cristo

            Santificação

                                                               Semelhança de Cristo no crente

           
            Resulta:

1.   No fortalecimento da Nossa Vida com Cristo – Cap. 6. 1 a 14

Crucificados

Sepultados               com Cristo        

Ressuscitados

                        Padecendo

                        Glorificado

2.   No Repúdio ao Pecado -

                        Aborrece a Deus                   logo aborrece ao discípulo





3.   N a Libertação do Jugo da Lei

                        Obedecemos por gratidão


4.   Na Conscientização do Conflito – Cap.7

                        Entre a  Lei e o pecado (ressalta o pecado)

                        Entre a carne e o espírito (Discernimento moral acentuado naquele
                      que busca a santidade)

                        Verso 7 – a lei mostra o pecado – consciência = conhecimento da Lei – maturidade
                                      (como ser humano)


5.    No Aumento do Desejo de Andar no Espírito

                        Igual – a ser controlado pelo Espírito Santo – Cap. 8. 8,9

                        “Fruto do Espírito”                evidência de andar no Espírito Santo


6.    Na Adoração


                        Somo filhos - santificação              um  relacionamento Pai e filho


7.   Na Glorificação

                        Coroação da Santificação – Cap. 8.30
 

8.   Na Comunhão – santificação produz certeza – nada nos separa da comunhão



1.3.2 – A Eleição de Israel ou A Justiça de Deus na História – Cap. 9 a 1


       A –  O Plano de Deus Para a  Salvação da Humanidade

            - Gn. 3.15 –  Uma Promessa - da semente da mulher viria aquele que esmagaria a cabeça da serpente

            - Gn. 12. 1 a 3 – Deus separou um homem  – ABRAÃO (Hb. – Pai de multidões) 




       B - A Promessa feita a Abraão

            - Gn. 15. 1 a 6 – Isaque – O Filho da Promessa

      C – A Aliança com o Povo de Israel (Êxodo 19. 1 a 8)

      - Deus cumpriria sua promessa de ser o Deus de Israel

      - Israel obedeceria a Deus

            Ex. 20. 1 - 17= o sinal da aliança (o decálogo)

      D – A Rejeição de Israel - A rejeição de Israel não é final       

            - Rm. 9. 25, 26 – Deus desgostou-se de Israel – (Oséias)

            - Rm. 9.27 a 29 – Haveria um remanescente fiel – (Isaías)
           
     E – O Israel Espiritual

            - A dureza de Israel produziu bênção para os gentios
            - O afastamento de Israel servirá para salvação dos gentios
            - Haverá um quebrantamento de Israel (nação)
            - Os que crerem em Jesus serão salvos

            O Israel Espiritual =  Plenitude dos gentios crentes  + Plenitude dos judeus crentes
            (a totalidade do povo de Deus)                                                                                                                                                    
     F – Eleição  e Predestinação – Envolve: Soberania de Deus e Livre  e Arbítrio do homem

            - Eleição – escolha feita por Deus, em Cristo Jesus, de um povo para si mesmo, a fim de que seja santo e inculpável.

            É cristocêntrica. É feita pelo sangue de Cristo (Rm. 3. 24 – 26)

                                   Eleição – Deus escolheu a igreja


            - Predestinação = Decidir de antemão – abrange o que acontecerá ao povo de Deus

             Deus predestina seus eleitos a serem: chamados (Rm. 8.38), justificados (Rm. 3.24), glorificados (Rm. 8.30), conformados a imagem de Cristo (Rm. 8.29)


                                   Predestinação – Deus Determinou o que acontecerá à igreja

Eleito – Predestinado                  quem faz parte da igreja                   os salvo             




2 – PRIMEIRA EPÍSTOLA AOS CORÍNTIOS


2.1 – Aspectos Introdutórios

A cidade de Corinto, a igreja em Corinto, história da correspondência coríntia – ver livro texto capítulo 11

2.2 – Propósito – Esclarecer questões possivelmente abordadas em outra carta – “A Carta Anterior” (I Co.. 5.9) – e tratar de diversos problemas que estavam acontecendo na igreja.

2.3 – Autoria, ocasião, data, integridade textual e estrutura – ver livro texto, capítulo 11

2.4 – Análise do Conteúdo


1)      SAUDAÇÕES E AÇÕES DE GRAÇA (1. 1 – 9)

2)      DENÚNCIAS SOBRE DIVISÕES NA IGREJA – (1. 10 – 4. 21)

Informação trazida pela família de Cloé - 1. 11

      Ensinos de Paulo:

·         Espírito de partidarismo é incompatível com o espírito do amor – 1. 12 - 16
·         Partidarismo não se conforma com os princípios básicos do evangelho 1. 17 – 3.4
·         Não está baseado no propósito de Deus ao prover ministros (3. 5 – 4. 21)

3)      ASSUNTOS REQUERENDO DISCIPLINA (5. 1 – 6.20)

            Provavelmente foi mencionado na “carta anterior”

      1. Um caso de imoralidade na igreja – 5. 1 – 13

      Ensino de Paulo

·         Disciplina   =  exclusão do corpo de Cristo


      2. Litígio entre irmãos – 6. 1 – 20 - Levar um irmão perante tribunal pagão

      Ensino de Paulo:

·         Condena o desentendimento entre irmãos.

·         O pecado do orgulho e a insistência sobre o direito de alguém é tão imoral para o cristão quanto o pecado de fornicação.



4) A QUESTÃO RELACIONDADA COM O CASAMENTO – Cap. 7. 1 a 40

O Decreto de Cláudio – exigia que as pessoas se casassem – Os solteiros pagariam mais impostos

A Tradição Judaica – moças a partir dos 15 anos e rapazes a partir dos 20 anos deveriam se casar

Pergunta: “É certo um cristão (principalmente um homem) não se casar?”

Ensinos de Paulo:

·         È certo casar. È certo ficar solteiro – 7. 1 a 6

·         Para evitar a prostituição é melhor casar-se

·         Procurar fazer a vontade de Deus – 7. 7

·         Quando um dos cônjuges se torna crente o peso da separação deve cair sobre o não-crente – 7. 8 - 24

·         Um cristão deve casar-se com um cristão


5) ACERCA DA COMIDA SACRIFICADA AOS ÍDOLOS – Cap. 8. 1 – 11.1

Costume Gentio – o animal era oferecido a um ídolo pagão no templo, antes de ser levado para venda.

O comprador – quem comprava não tinha como saber se o animal havia sido oferecido a um ídolo

Ensinos de Paulo:

·         A liberdade cristã – 8. 1 – 7

·         O conhecimento da liberdade implica em certas responsabilidades

·         A liberdade de um cristão forte deve ceder diante de um irmão que tem fraca consciência – 8. 7 – 13

·         Um cristão não deve tomar parte em atividade que honre a um deus pagão

·         Pode comer em casa dando graças -10. 25, 26

·         Se alguém disser: “Isso foi sacrificado aos ídolos”. É melhor não comer..-  10. 28 – 31

·         A liberdade deve  limitar-se ao princípio do amor



6) DESORDENS NA REALIZAÇÃO DO CULTO – 11. 2 – 14.40

1.      O Papel da mulher na Adoração Pública – 11. 2 – 16

Costume local –

                    Em alguns grupos sociais as mulheres usavam véu.

                                No primeiro século os homens usavam cabelos mais curtos
        do que as mulheres      



O Papel das mulheres na adoração a Afrodite
       
        Prostituta sagrada e sacerdotisa

        Tinham voz ativa nos ajuntamentos

        Rapar a cabeça – ritual de iniciação

        Cabelo curto – sinal de que haviam servido ou estavam
        servindo no templo

           
            Ensinos de Paulo:

·         Usar ou não o véu – depende do que significa para a  época ou sociedade atual.

·         Evitar confusão entre a adoração a Afrodite e a adoração a Jesus Cristo

·         As mulheres de Corinto não deveriam usar cabelo curto nem falar em público


                                  
2.      A Celebração da Ceia do Senhor – 11. 17 – 34

            A igreja de Corinto – havia pessoas ricas e pobres

            Costume cristão – um jantar antes da Ceia (a festa do amor)

            O problema em Corinto – os abastado comiam. Os pobres eram preteridos. Alguns se embriagavam

            A Ceia do Senhor – no momento da Ceia todos eram convidados a participar

           
Ensinos de Paulo:

·         Sobre o significado da Ceia do Senhor

·         “Não discernir o Corpo do Senhor” (11. 29) - o Corpo = a Igreja. Participar sem comunhão, sem unidade.

·         Participar com divisão é participar de maneira indigna.


3.      O Propósito dos Dons – cap. 12 a 14

“Acerca dos dons espirituais” = “Acerca dos espirituais” – Aqueles que afirmavam ter alcançado um nível superior de espiritualidade.

O problema dos Dons em Corinto – Alguns membros da igreja desejavam mostrar seu crescimento através de uma demonstração pública dos seus dons espirituais






Ensinos de Paulo:

·         Os dons são para a igreja inteira e não para glória pessoal -12.4 – 30

·         As espiritualidade de uma pessoa se vê na utilidade de desprender-se para ajudar o corpo inteiro (a igreja) – 12. 31 – 13.13

·         Os dons espirituais não provêm de capacitação natural. São concedidos por Deus – 14. 1 – 18

·         O dom mais observável e mais evidente (falar em línguas) é o menos proveitoso na adoração pública – 14. 19 – 21

·         A adoração pública deve ser feita com decência, a fim de que todos possam glorificar a Deus – 14. 26 – 40



7) A RESSURREIÇÃO DOS MORTOS – Cap. 15

            Dúvidas sobre a ressurreição do corpo – pensamento grego sobre a inerente natureza má da carne

            Filosofia grega – Para explicar a natureza do mal e por que  o homem sofre.
 
       A alma imortal torna-se presa  na prisão da carne – o corpo


Ensinos de Paulo:

·         O Testemunho histórico da ressurreição de Cristo – 15. 1 - 15

·         A Ressurreição de Cristo é o tema central da mensagem cristã

·         Como Jesus ressuscitou, da mesma forma o corpo do crente será transformado – 15. 16 – 28

·         Deus é o criador do universo e o corpo é bom

·         Na ressurreição este corpo deve ser adaptado para o céu -15. 29 - 54

 

 

3 – SEGUNDA EPÍSTOLAS AOS CORÍNTIOS


3. 1 –  Aspectos Introdutórios

Paulo e a Igreja de Corinto – Sumário


-          Paulo evangelizou em sua segunda viagem missionária
-          Escreveu uma carta perdida – ordenava que os cristãos se separassem profanos
-          Escreveu I Coríntios, de Éfeso (3a viagem missionária) – diversos problemas da igreja.
-          A “visita dolorosa” (partindo de Éfeso) para corrigir problemas – não obteve sucesso
-          Enviou a “carta triste” – ordenava que disciplinassem seu oponente
-          Deixou Éfeso e aguardou Tito em Trôade e depois na Macedônia
-          Tito retorna com boas novas – a igreja disciplinara o oponente e a maioria dos crentes se submetera à autoridade de Paulo
-          Escreve II Coríntios, da Macedônia (3a viagem missionária), em resposta ao relatório de Tito.


3. 2 – Análise do Conteúdo:

1)      O Ministério Apostólico - Capítulos 1 a 7

Paulo descreve seu ministério

a) Defesa de suas ações

-          Sinceridade – 1. 12 a 14
-          Mudança de Planos - 1. 16 a 2. 4

b) Preocupação com Tito – 2. 12 a 27 e 7. 5 a 16

c) A Glória do Ministério Apostólico

-          Comparado ao do VT – 3. 1 a 18
-          Escrito no coração – 1 a 6
-          Não desaparece – 7 a 11
-          Garantido pelo poder do Espírito Santo – 12 a 18

-          Responsabilidade – 4. 1 a 6

-          Sofrimento - 4. 7 a 15

-          Prestação de contas – 4. 16 a 5 10

-          Ministério da reconciliação – 5. 11 a 6. 2

2)       A Coleta Para os Cristãos de Jerusalém - Capítulos 8 e 9

-          Exemplos:

-          Espírito sacrificial dos macedônios – 8. 1 a 7

-          De Cristo – 8. 8 e 9


-          A Bênção da liberalidade – 9. 6 a 15

3)      Dirigido à Minoria Insatisfeita – Capítulos 10 a 13

a) Defesa do apostolado (10-11) - 10:1-4, 10-15; 11:4,14-15; 19-33


b) A suficiência de cristo (12) - V. 9 E 10; 14-21

c) Apelo ao auto-exame (12) - V. 5

d) Despedida (12) - V. 11-13